CBN - Míriam Leitão - Dia a Dia da Economia

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Análise diária dos principais fatos da economia com uma das mais importantes e influentes jornalistas do país. De segunda a sexta, às 8h25 e às 12h34.

Episodes

Tudo era nebuloso sobre Bendine quando ele foi nomeado presidente da Petrobras  

Aldemir Bendine tomou algumas decisões acertadas como presidente do Banco do Brasil. Mas, em outros casos, havia uma suspeita grande sobre ele. Tudo era nebuloso sobre Bendine quando ele foi nomeado presidente da Petrobras. Apesar das dúvidas, havia a constatação de uma gestão boa durante a passagem pelo BB. Bendine foi nomeado pela ex-presidente Dilma para tirar a Petrobras da crise.

Suspeitas recaíam sobre Aldemir Bendine desde a sua gestão no BB  

Quando era presidente do Banco do Brasil, um empréstimo sem garantias concedido para a sua namorada despertou a atenção da imprensa. Mesmo assim, a ex-presidente Dilma Rousseff insistiu e nomeou Bendine para a presidência da Petrobras.

Inflação em baixa facilita determinação de reduzir taxa de juros  

Comitê de Política Monetária do Banco Central deve anunciar ainda nesta quarta-feira decisão de baixar a taxa Selic para menos de 10% ao ano. Inflação abaixo do centro da meta e estagnação econômica justificam a queda. Crise política pode ser complicador.

Para que governo cumpra meta fiscal, nada pode dar errado até o fim do ano  

Além disso, para que o déficit de R$ 139 bilhões se cumpra, algumas coisas têm que dar mais certo do que o previsto. Antes de fazer o corte de R$ 5,9 bilhões, a equipe e econômica já havia feito uma análise e verificado que era preciso entre R$ 5 bilhões e R$ 6 bilhões para que a máquina pública não parasse. Há ministérios com dotação orçamentária apenas para os próximos dois meses.

Projeção do ganhos com plano de demissão voluntária de funcionários públicos é pequena  

Governo espera economizar R$1 bilhão com PDV. Mas valor representa pouco perto do aumento de gastos de R$20 bilhões com servidores. Proposta não entusiasma Ministério da Fazenda.

Anúncio do programa de demissão mostra falta de sintonia entre ministros  

Dyogo Oliveira, ministro do Planejamento, anunciou o plano para demissão de servidores públicos, mas Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, mostrou cautela ao ser perguntado sobre o assunto. Medida pretende cortar R$ 1 bilhão de gastos.

Crise política pode ter contribuído para o aumento da dívida pública  

O aumento de 3,22% da dívida pública ocorreu porque os juros futuros aumentaram. Quando o Tesouro vai vender papeis de rolagem da dívida, os papeis ficam mais caros mesmo quando a Selic cai por algum motivo que fez elevar os juros futuros. Nesse caso, a crise política. Essa é a opinião dos especialistas.

Taxa de juros volta a um dígito e com inflação baixa  

Outra vez que a taxa teve um dígito foi durante o governo Dilma e registrou 7,25%. Porém, na ocasião, a inflação estava alta e ela subiu mais ainda. Juros baixos é ótimo, mas tem que ser dentro das condições.

Governo ainda calcula arrecadação com aumento de impostos sobre combustíveis para 2018  

Essa semana se falou muito em contas públicas. O governo apresentou hoje o relatório de receitas e despesas. Tem um buraco extra de R$ 34,5 bilhões. As contas estão sendo refeitas e houve aumento de impostos sobre os combustíveis. Os percentuais de aumento sobre gasolina, diesel e etanol foram anunciados ontem. Isso vai arrecadar R$ 10,5 bi esse ano.

Contingenciamentos do governo estão dificultando o equilíbrio nas contas  

Com os resultados deficitários, a dívida no Brasil só cresce. O ministro da Fazenda Henrique Meirelles anunciou um novo contingenciamento, dessa vez de R$ 5,9 bilhões, após reconhecer que medidas desse tipo estão 'parando a máquina'.

Aumento de imposto é para cumprir a meta fiscal  

O setor econômico já esperava que o relatório bimestral de receitas e despesas iria sair com déficit. De dois em dois meses, é preciso fazer novos cálculos para saber se está distante da meta fiscal. A conclusão, no entanto, é que está distante. Por isso, há a necessidade do aumento de impostos. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o compromisso é cumprir a meta.

Governo calcula arrecadar R$ 11 bilhões este ano com aumento do PIS/Cofins  

O presidente Temer; o ministro do Planejamento, Diogo Oliveira; e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles estão reunidos. Eles acham que vão conseguir arrecadar R$ 11 bilhões este ano com o PIS/Cofins, o que significa R$ 22 bilhões no ano que vem com esse aumento.

Além de alta na taxação em combustíveis, baixa arrecadação pode motivar aumento no IOF  

De acordo com o ministro da Fazenda, emendas parlamentares liberadas não comprometem o orçamento. O responsável pela pasta ainda se esquivou de conjeturar as possibilidades de o presidente Michel Temer sair do governo.

‘Ajuste fiscal é importante, mas o governo tem que continuar funcionando’ diz Meirelles  

Depois de vários meses de queda, a arrecadação deu uma melhorada. O aumento foi suficiente para cobrir a queda dos outros meses. Amanhã, será divulgado o relatório bimestral de receitas e despesas. O governo vai ver a distância da meta e que medidas serão tomadas. Um caminho é o aumento de impostos. Segundo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o ajuste fiscal é importante, mas o governo tem que continuar funcionando.

Equipe econômica defende Taxa de Longo Prazo em reunião com presidente do BNDES  

A ideia é substituir a TJLP, em vigor atualmente. Segundo o governo, a ideia da TLP é que a União empreste dinheiro ao mesmo preço que se financia. Paulo Rabelo de Castro, novo presidente do BNDES, foi contra a proposta. Por isso, a equipe econômica apresentou um documento com sete pontos em que defende a mudança. De acordo com o texto, a mudança vai contribuir para o equilíbrio fiscal, para aumentar a potência da política monetária, democratizar o crédito barato e estimular o BNDES a buscar fontes baratas de financiamento.

Brasil está cheio de defeitos e isso está custando muito caro  

Relatório da OMC diz que economia brasileira é protecionista. O documento avalia que o modelo econômico brasileiro tem defeitos e manteve a opção de seguir pelo caminho errado, que não traz o desenvolvimento que se quer. Essas são críticas que vem sendo feitas por vozes internas há muito tempo. É um modelo muito concentrador de renda.

Transferência de renda para grandes empresários é uma das razões do Brasil ser tão desigual  

O governo sempre transferiu muito dinheiro para empresários. Essa é uma das razões do Brasil ser tão desigual. A política de transferência de renda para grandes empresários faz parte dos piores defeitos do Brasil e nunca foi contabilizada. A democracia piora quando você não conta para quem e quanto você está transferindo. Quanto mais essa política ficar explicita é melhor. Só assim é possível decidir se vale ou não manter.

Reforma da Previdência é um olhar para o futuro  

A crise atual dificulta políticas de longo prazo. Um governo tão fraco quanto o do presidente Michel Temer é refém dos interesses do Congresso. Por isso, a propostas acaba sofrendo pressões de grupos específicos.

Temer fez ‘gol de mão’ e saiu vitorioso na CCJ  

Temer conseguiu trocar 20 integrantes da Comissão de Constituição e Justiça e nesse gol de mão ele acabou conseguindo um relatório favorável. O parecer de Sergio Zveiter foi rejeitado. O novo relatório do tucano, Paulo Abi-Ackel, foi favorável ao presidente, contra a aceitação da denúncia.

Artigo sobre gestantes da reforma trabalhista deveria ser vetado  

Regra para grávidas e lactantes não tem solução. Os objetivos das alterações eram aumentar a geração de empregos e regularizar o trabalho em áreas sem formalização. Mas o governo não levou pontos importantes em consideração. Por isso, uma nova reforma seria necessária.

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