Lição de Economia - Luiz Roberto Cunha

Lição de Economia - Luiz Roberto Cunha

Brazil

O cenário econômico, os entraves e as perspectivas para o crescimento do Rio.

Episodes

Rio de Janeiro precisa aumentar a arrecadação para sair da crise  

No acordo com a União, firmado nesta semana, o governo do Rio posterga as dificuldades com as contas públicas. Assim, será necessário que o Palácio Guanabara tome medidas duras na área econômica fluminense.

Bancos que forem emprestar dinheiro para o Rio têm que ter garantia de venda da Cedae  

Por isso, é importante ter sob o aval do BNDES a modelagem de venda futura. A decisão do ministro Barroso, do STF, não atrapalha as negociações.

Acordo do Rio com Governo Federal está perto de ser finalizado  

Última exigência que estava faltando era a aprovação do Fundo Estadual de Equilíbrio. Com o projeto, as empresas que devem recolher 10% da diferença entre o imposto devido e o benefício fiscal concedido podem antecipar os pagamentos, mediante desconto progressivo que pode chegar a até 14% do valor devido. Incentivos fiscais têm gerado polêmicas.

Desemprego no Rio aumenta enquanto crise fiscal se agrava  

Já os estados do Rio Grande do Sul e Minas Gerais, também em situação econômica difícil, já tiveram resultados melhores. Setor de petróleo no Rio dá sinais de recuperação, mas isso é a médio ou longo prazo: começando daqui a um ano.

Pelo Plano de Recuperação Fiscal, o Brasil inteiro vai pagar a dívida dos estados quebrados  

O documento, que está disponível no site do Tesouro Nacional, revela restrições muito fortes para adesão ao programa. As especificações vão ajudar no acompanhamento das medidas.

Governo do Rio quer fazer caixa antecipando receitas  

Há uma série de serviços que o estado ganha para prestar. Pela conta que o secretário de Fazenda apresentou, seria possível antecipar R$ 7,3 bilhões. O total corresponde a 2,5 folhas de pagamento e seria uma ajuda extra.

Quem assumir o Rio a partir de 2018 encontrará um grande problema estrutural  

Pelo acordo de renegociação das dívidas dos estados, publicado nesta sexta-feira no Diário Oficial da União, o pagamento das parcelas das dívidas do RJ com o governo serão suspensas por três anos, prorrogáveis por mais três. Ao fim deste período, o estado terá que pagar tudo em 36 meses, com juros, e ainda arcar com as parcelas que continuarão correndo. Sobre a utilização da Cedae - Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio - na reestruturação financeira RJ, a participação do BNDES no processo de privatização de serviços da empresa vai dar mais garantia a bancos privados.

Risco de desabastecimento pode provocar alta no preço de alimentos no RJ  

Nesta semana, empresas do transporte de cargas anunciaram que podem iniciar uma mobilização para reduzir as operações no estado. A queda no preço dos alimentos era a única notícia boa no meio do turbilhão em que se encontra o RJ.

Nem com fim dos bloqueios das contas, Rio consegue se estruturar  

A crise financeira cria um ciclo vicioso. Outros estados passaram por problemas financeiro, mas não tiveram um aumento da violência como o Rio de Janeiro. O estado não está contratando em áreas essenciais, como a Segurança, mas falta polícia.

A energia elétrica foi o que mais puxou a deflação  

No final de maio, a mudança das bandeiras foi atípica: da verde para a vermelha direto. A medida foi uma das coisas que ajudou o presidente a dizer que as notícias na economia são boas.

Aprovação da lei do teto dos gastos traz alívio para o Rio  

No entanto, vai ser preciso muito mais que seis anos, tempo máximo de validade da norma, para o estado sair do buraco. O projeto foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Agora, o governo pode fechar o acordo de recuperação fiscal com a União, o que deve acontecer em 15 dias. Problemas graves, como salários dos servidores, devem ser resolvido em breve.

Questão chave para a homologação da ajuda federal ao Rio é o teto de gastos  

A boa notícia é a reunião do presidente da Alerj, Jorge Picciani, da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. No encontro, o argumento de que o Governo Federal teria que gastar R$ 22 bilhões para colocar o Rio em ordem, em caso de intervenção federal, foi posto na mesa. A alegação do governo do estado para que a ajuda federal seja homologada sem a aprovação de outra lei sobre o teto de gastos procede. Um acordo anterior já garantia um limite para as despesas do Rio pelos próximos dois anos. Se houvesse boa vontade, a situação já estaria encaminhada.

Violência faz valor dos seguros aumentar em média 20% no Rio  

O problema também afeta o turismo. Em maio, o Rio teve apenas 38% dos quartos de hotel ocupados. Além disso, restaurantes começam a fechar as portas por falta de público. A segurança encare os produtos e pesa para os empresários.

Cidade do Rio tem risco de entrar em uma crise como a do Estado, mas ainda dá para tomar medidas  

O município já renegociou dívidas e tem capacidade de aumentar a arrecadação. A situação na prefeitura não é tão grave e a administração já começou a se movimentar para evitar que a cidade entre no buraco também.

'Aumento da contribuição patronal não é um dinheiro a mais'  

Apesar disso ter sido pintado com uma notícia boa, o percentual de 28% que será pago pelos patrões vai ser bom para a Previdência, mas vai continuar faltando dinheiro para a Saúde e Educação.

Governo se mobiliza para aprovar de alíquota de 14% de contribuição previdenciária  

Medida é necessária para reduzir fluxo negativo no orçamento do estado, já que 65% do déficit vêm da Previdência. Crise política envolvendo o governo Temer, no entanto, pode atrasar a regularização da situação financeira do Rio.

Economia do Rio tem uma luz no fim do túnel  

Acordo federal ajuda estado. Situação política, no entanto, ainda é imprevisível. Isso gera incertezas para a próxima eleição.

Contas da cidade do Rio continuam provocando controvérsia  

Mesmo que a situação não esteja tão ruim quanto Crivella diz, ou tão bom quanto Paes anunciou, a cidade precisa de recursos. Em 8 anos, Paes não alterou a estrutura do IPTU. Além disso, os aposentados e pensionistas do Rio são os únicos que não fazem nenhum tipo de contribuição.

Passar três anos sem pagar dívida com a União é empurrar o problema com a barriga  

Projeto pode dar algum alívio ao Rio de Janeiro e gera a possibilidade de discutir melhor as medidas na Alerj. Mas a dívida com a União vai continuar crescendo.

O problema da crise do RJ é uma falta total de liderança  

É importante constatar que os dirigentes estão buscando alternativas, como a negociação das dívidas dos estados, mas isso não vai ser suficiente. As folhas de pagamentos dos servidores continuam sendo uma questão sensível e o adiantamento do ICMS é um cobertor curto a longo prazo.

0:00/0:00
Video player is in betaClose