Bölümler

  • “Fiz o melhor que pude, e que soube, e consegui-me ultrapassar!”

    É conhecido como o Senhor Rádio e foi animador do programa Despertar durante 18 anos. Ainda assim, no Era o que Faltava, o locutor falou bastante sobre o voluntariado que tem feito no IPO: “Eu não conseguia ver e estar num sítio onde estavam crianças com agulhas espetadas, sem cabelo e com aquela cor.… isso era uma cobardia muito grande da minha parte. Fui, com muita dificuldade, e foi muito difícil, custou-me muito fazer aquilo. Fiz o melhor que pude, e que soube, e consegui-me ultrapassar! Quando cheguei ao fim, saí, fui para o carro e desatei a chorar. Eu pensei: “que raio pá! Agora vou chegar a casa e tenho lá um miúdo que é saudável, que tem o cabelo todo, que pode fazer o corte à medida dele, que cobardia!”. Mas gostei daquilo que fiz, a partir de aí fui sempre, sempre, sempre e já lá vão 24 anos!”



    O Senhor Rádio realçou também a importância que é ter uma voz ativa na sociedade e puder fazer um apelo que considera urgente: “Faço isso com muita humildade, eu não gosto muito de falar nisto porque dá a ideia de que estou a propagandear a bondade e não é. Estou a fazê-lo porque acho que tenho a responsabilidade, e porque sou uma voz que pode ter convites como o vosso, de dizer às pessoas que se tiverem horas livres, é só ver um bocadinho menos de Netflix e vá lá, ajude!”.



    António Sala falou também sobre os anos em que fez locução com Olga Cardoso e contou uma situação bastante frequente nas emissões: “A Olga vivia no prédio das instalações dos estúdios, os estúdios da renascença eram no 7º andar e ela vivia no 2º ou no 3º. Por vezes ela adormecia e quando acordava era tardiamente. era aquela tentação de dormir! Eu tinha de acordar, meter-me no carro, fazer a viagem, ir para os estúdios, arranjar um lugar para estacionar e fazer o programa, a Olga subia as escadinhas! Moral da história, houve alturas em que lhe telefonaram a dizer: “Olga, já está a começar!” e a primeira coisa que ela fez foi vestir um roupão, depois meteu-se no elevador e dirigiu-se ao estúdio. Fez a primeira hora do despertar em roupão!".

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  • “Eu perdi o meu pai com 10 anos, exatamente a idade que o meu filho tem. Comecei a achar que ia morrer”



    Passou os últimos meses a garantir que consegue ser mais forte que a doença que a surpreendeu em março de 2020. Tem vindo a contar esta história na página de Instagram @cancer_i_love_you. No Era o Que Faltava, Irina Fernandes contou ao João Paulo Sousa e à Ana Martins como lidou com a doença na fase inicial: “O que me abalou muito no início foi o facto de ter o meu filho e eu perdi o meu pai com 10 anos, exatamente a idade que o meu filho tem. Então, eu comecei a projetar todo o sofrimento que eu tinha tido, nele. Ou seja, comecei a achar que ia morrer. Inclusive havia alturas em que, na minha cabeça, vinha a imagem do meu próprio funeral, foi violento”.



    Irina Fernandes explicou que houve momentos em que tinha de fazer o “caminho Lisboa-Ericeira sozinha”, mas acabou por arranjar uma companhia que ainda hoje é importante: “A rádio foi a minha companhia e muitas vezes disse-me aquilo que eu precisava de ouvir naquela altura. Quase como um amigo ou uma amiga que está ali ao nosso lado a dar-nos as palavras certas”.



    Agora Irina Fernandes tem milhares de seguidores no Instagram que a apoiam nesta jornada. Irina explica que a positividade é a “forma como eu vivo com o diagnóstico, é uma escolha minha, é uma escolha que eu faço todos os dias. Antes sequer de me levantar da cama eu faço uma oração, agradecer a Deus aquele dia, que para mim é uma bênção, não dar aquele dia como garantido e dizer: “Obrigada, obrigada! Estou aqui, estou viva e hoje vai ser um dia maravilhoso!”.

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  • “Aqueles 220 milhões de habitantes têm aquela música popular nas veias!”



    Sérgio Tréfaut é um cineasta brasileiro, conhecido por fazer filmes baseados em histórias verídicas. Tréfaut esteve no Era o Que Faltava e falou sobretudo sobre cinema e os filmes que faz e o público brasileiro. Sérgio explicou que “poderia tentar fazer um filme sobre uma estrela (fora da música), esses filmes existem”, mas “aquilo que cimenta o Brasil é o facto de que todos aqueles 220 milhões de habitantes têm aquela música popular nas veias!”.



    Sobre as histórias verídicas que já contou, Sérgio Tréfaut deu um exemplo: “Parte de uma jovem adolescente que fugiu com 17 anos de casa, aos 20 anos tem duas crianças nos braços, uma de um ano e outra de dois, está grávida de uma terceira e é viúva de dois jihadistas”. À conversa com João Paulo Sousa e Ana Martins, o cineasta revelou as duas grandes inspirações para este filme: “Havia um caso português que eu conheci, depois havia dois casos franceses que me interessei bastante e no filme eu conservei a transcrição literal das conversas dos julgamentos e de conversas que foram gravadas por generais”.

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  • “Um paciente disse-me assim: ‘O quê? Uma psicóloga separa-se? É porque não é boa!’”



    A psicóloga e autora do livro “Guia de Cabeceira para Pais Desesperados” esteve no Era o Que Faltava e falou sobre o estigma que ainda existe contra psicólogos clínicos que se separam: “Tive casada durante 16 anos, um paciente disse-me assim: “O quê? Uma psicóloga separa-se? É porque não é boa!” portanto lá está o julgamento”. Bárbara Ramos Dias explica que por ter “três filhos e um marido maravilhoso” as pessoas não compreendem a separação.



    Bárbara Ramos Dias é “apaixonada por adolescentes” e compreende-os lindamente. Quando fala com os pais diz-lhes para abraçarem os filhos, mas recebe quase sempre a mesma resposta: “ah não porque eles fogem e encolhem-se todos!”, é normal, são adolescentes”.

    A psicóloga explica que “se vocês abraçarem eles são capazes de fazer isso no primeiro dia, no segundo faz menos e no terceiro já corresponde”. A autora reforça e diz que: “somos nós adultos que temos de lhes ensinar. É normal que um adolescente já faça assim aquele movimento de fugir. Nós é que temos de mudar o nosso comportamento porque nós somos o espelho”.



    Nas múltiplas consultas que teve com adolescentes, Bárbara Ramos Dias ouviu várias vezes a frase: “cada vez que vamos para a sala é para discutir, então não vale a pena, prefiro estar no meu cantinho”. A psicóloga explica que o problema “é que na sala e é só discussões e cada um no seu telemóvel, porque os pais acabam também por estar nos telemóveis, então porque é que nós (adolescentes) não podemos estar?”.



    Nesta conversa o tema das notas baixas na escola não ficou de fora. Bárbara Ramos Dias explicou a melhor forma de abordar os adolescentes nessa situação: “Em vez de: “O quê? Só tiveste 50?!”, dizer: “Olha que bom, tiveste 50! Eu vi que tu estudaste, para a próxima vais conseguir melhor!”. O facto de nós estarmos a dizer que para a próxima vai correr melhor e o “eu vi-te a estudar”, mesmo que não tenhamos visto, vai reforçar pela positiva. Não é aldrabar, é motivar.”





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  • “Às vezes, a brincar, tocas num gatilho e a pessoa desmorona-se ali à tua frente!”



    À conversa com os animadores João Paulo Sousa e Ana Martins, o comediante angolano falou sobre o problema das piadas racistas e como estas podem “tocar num gatilho”: “Para as pessoas que fazem isso, é só uma piada ou só uma brincadeira, mas para nós afeta muito. Tu sabes o que é que está ali no fundo, isso dói!”. Gilmario continua a explicar que: “as pessoas estão sempre a perguntar se há limites dentro da comédia”. Na perspetiva de Gilmario Vemba, “quando tu mexes com uma cultura inteira, ou com traumas, isso dispara o gatilho. Às vezes, a brincar, tocas num gatilho e a pessoa desmorona-se ali à tua frente!”.



    O comediante relembra o dia em que fez roast (humor e sarcasmo) num programa de televisão: “senti-me super nervoso porque foi a primeira vez que tive autorização para falar mal dos brancos!”. Apesar de ter tido essa “autorização”, Gilmario Vemba conta que tem “muito medo de faltar ao respeito das pessoas”. O comediante continua a explicar que tem medo de que o espectador “saia e tenha uma má experiência” e que não quer “ser responsável pela tristeza do outro”.

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  • “Gosto demasiado da música para desistir!



    No Dia da Música, Paulo de Carvalho foi ao Era o Que Faltava e falou sobre a altura em que quase contemplou desistir da música: “foi aos meus 45 anos em que eu dizia: “vou masé mandá-los todos cantar para o raio que os parta, eu vou-me embora!”. Epa mas depois não dá, gosto demasiado da música para desistir!”



    O cantor continua a explicar que nos dias de hoje “isto não pode ser igual”, referindo-se ao seu registo musical. Fez um álbum de duetos com diversos artistas e explicou, à conversa com o João Paulo Sousa e a Ana Martins, todo esse processo: “Foi um álbum produzido pelo meu filho, o Bernardo, pelo Agir. Ele tirou-me um peso enorme de cima porque falta-me ali gente. Aquilo devia ter sido feito com mais 2 ou 3 CD’s, com mais artistas. O Bernardo deu-me a conhecer gente que eu sabia quem era, mas que não conhecia pessoalmente e que canta maravilhosamente bem”.



    Ao falar sobre o filho Bernardo, mais conhecido como Agir, Paulo de Carvalho disse: “normalmente trato-o como filho, mas com grande apreço e orgulho pelo produtor. O Bernardo nasceu para a música a aprender, a apalpar, a fazer. Ele é um colega meu, depois lá em casa é que haverá outras formas de estarmos juntos”.



    Nesta conversa não podia ficar de fora o tema “Depois do Adeus” como “primeira senha do movimento dos capitães”. O cantor afirmou: “só no 1º de Maio é que eu já não tinha mãos para tanto cravo! Sinto que pertenço à história de Portugal por acaso!”.



    Paulo de Carvalho admite que já começa “a sentir a idade porque me dói em diversos lados, sobretudo quando subo. As escadas dos palcos é que são complicadas”. Continua a explicar que “a idade traz-nos experiência, por um lado, mas por outro lado traz-nos outro tipo de coisas que não sendo más, também não são muito boas. Há questões que nos ultrapassam, uma delas é a idade!”. Ainda assim, o cantor admite que não é “um fulano saudista” e que já deu “para o antigamente, o meu tempo é agora!”

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  • “‘Olha para mim, vai em frente!’, aquilo marcou-me muito, até me estou a arrepiar outra vez”.



    Há frases que fazem parte da vida de campeões e Fernando Pimenta falou de uma delas no Era o Que Faltava. Antes de ir para os Jogos Olímpicos ouviu essa frase de uma pessoa muito especial, o Comendador Rui Nabeiro. “Olha para mim, vai em frente!”. Aquilo marcou-me muito. Eu antes da final dos Jogos Olímpicos lembrei-me disso, até me estou a arrepiar outra vez, lembrei-me das palavras dele do “vai em frente!”.



    Ao falar da preparação física para as competições, Fernando Pimenta contou ao João Paulo Sousa e à Ana Martins que costuma “ir treinar a uma barragem em Ponte da Barca”. É nesses momentos, “solitários”, que Fernando Pimenta se sente calmo: “Poder parar ali uns segundinhos só para sentir aquela energia, não há nada que consiga pagar esse momento. É terapêutico não temos que estar a ouvir ninguém a dizer: “faz isto, faz aquilo, devias ter isto, devias ter aquilo”, não há nada disso”.



    Os momentos zen são uma prioridade para o canoísta, mas o foco também: “Se eu me desligar daquilo que eu tenho a fazer, e já perdi algumas competições à custa disso, de me focar nos meus adversários e de fazer quase a estratégia deles, isso vai-me deitar abaixo. Ao invés, o atleta acredita que “se tivermos completamente focados como eu estive agora neste mundial em que eu senti: ok, consigo controlar a máquina toda.

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  • “Espero que ela não goste de motas!”. Miguel Oliveira fala sobre a filha.



    “Quero ser um bom pai”, afirmou Miguel Oliveira à conversa com o João Paulo Sousa e Ana Martins. Quase a ser pai, o atleta tenciona “passar bons valores” à filha, “mas sem ser aquele pai com ar de querer proteger demasiado”. Apesar de ser o primeiro português a participar no MotoGP, espera que a filha não se interesse pelo mesmo: “Espero que ela não goste de motas”.



    Miguel Oliveira falou também de casos em que atletas venderam as motas quando foram pais porque já não podiam “fazer aquelas maluquices”. “Eu acho que uma coisa é o desporto de alta competição e outra coisa é os nossos gostos. Eu tenho plena noção de que a minha vida pessoal, quanto mais equilibrada ela estiver, vai-me ajudar a ser melhor atleta. Portanto, eu acho que isto não traz nada de negativo senão muita luz para a vida de qualquer casal que queira ter um filho”.



    Mas o piloto de motociclismo também é filho e não deixou de mencionar o apoio que o pai lhe deu, e dá, na vida profissional. Miguel Oliveira relembra a “mensagem que ficou gravada no coração”, em que o pai lhe disse: “Aconteça o que acontecer, quer tu ganhes, quer fracasses ou fiques em último, o pai ama-te na mesma”.



    O atleta de 26 anos diz que “não havia nada que ele (pai) me pudesse pedir além do simples divertimento que nós tínhamos os dois. Não havia aquela moeda de troca de “olha eu estou-te a dar isto, por isso tens de ser bom na escola, mas também tens de ganhar”. Nunca houve esta cobrança”. E continua: “Quando tu sentes a liberdade de poderes fracassar, tentas muito mais. Eu não tinha medo de nada porque se eu fracassasse, se em último eu caísse, tinha aquele amor incondicional e não me acontecia nada, não havia consequências”.

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  • “Tive a sorte de ter duas filhas que percebem isso e que não cobram”



    Entre espetáculos de stand-up, televisão, concertos, pilotagem e acrobacias de avião, João Paulo Rodrigues sente que perdeu “muito tempo da filha, principalmente a mais velha, numa altura em que trabalhava bastante”. Nesta conversa, no Era o Que Faltava, o apresentador fala dos altos e baixos no entretenimento e diz que a família entende isso: “tive a sorte de ter duas filhas que percebem isso e que não cobram” e que quando está com elas “usufruem do tempo todo”.



    Apresentar um programa de televisão não surgiu tão naturalmente como o humor. João Paulo Rodrigues contou, nesta conversa, que: “Antes de começar o programa com a Júlia, tive ali um ou dois meses de coaching porque chegar a níveis de conversa mais profundos, em televisão, com tanta gente a ver, era muito difícil para mim. Sentia-me muito nervoso.” O facto de ser tímido, como o próprio afirma, não ajudou: “Começo a pensar: Olha, eu vou-me espalhar aqui ao comprido e depois espalho-me!”. Ainda assim, quando dava umas “piadolas”: “a Júlia começava-se a rir, chorava a rir. Dava-lhe cabo da makeup toda!”.



    Mas não é só televisão e humor. João Paulo Rodrigues contou ao João Paulo Sousa e à Ana Martins que a música e a pilotagem de aviões são outras duas grandes paixões. Desde que foi à Tua Cara Não Me é Estranha, passou a ouvir muitas vezes “você tem de cantar mais!”. Sobre a música acrescenta ainda que “é uma coisa que me enche a alma de uma maneira que poucas outras coisas fazem, andar de avião faz isso”.



    João Paulo Rodrigues falou também sobre a amizade com Pedro Alves, com quem faz as personagens Quim Roscas e Zeca Estacionâncio. Afirmou: “Provavelmente se nós nunca tivéssemos trabalhado juntos, nunca teríamos sido amigos porque somos pessoas muito diferentes, ele tem gostos muito diferentes dos meus. Mas foi uma amizade que foi crescendo a trabalhar um com o outro e depois cresceu o respeito e apareceu esta irmandade. O Pedro (Alves) é sem dúvida o meu melhor amigo, é provavelmente a primeira pessoa ou a segunda a quem eu ligo quando tenho alguma questão na minha vida. Ele é mais velho, sempre foi um bocadinho mais ponderado, eu sempre fui um bocadinho mais acelerado que ele.”



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  • “Se eu fosse primeiro-ministro acabava com os bifinhos com cogumelos!”



    Entrou na rádio aos 13 anos, como “moço de recados” e a rádio nunca mais o deixou! Para esta conversa voltou à Sampaio e Pina, para conversar com o João Paulo Sousa e Ana Martins. Fernando Alvim contou histórias, falou sobre a enorme paixão que teve pela Vanda Miranda, sobre a vida amorosa online, como desmontou a pose de um professor catedrático e até o que faria se fosse primeiro-ministro: “Faria uma conferência e dizia: ‘Muito boa tarde, obrigado por me terem elegido, estou muito feliz. Bom, as primeiras resoluções são: Será totalmente proibido, a partir de hoje, o uso da palavra top. A segunda é: acabou o prato bifinhos com cogumelos em todos os restaurantes!’”.



    O radialista que é contra bifinhos com cogumelos falou também do amor. Para Alvim, o amor é “prioritário” e consiste em que “eu olhe para aquela pessoa de uma forma única e que não veja mais nenhuma outra”. E explica: “Há um filme brasileiro que se chama “Todas as mulheres do mundo”. O título pode ser enganoso, mas a verdade é que a dada altura o personagem principal diz: ‘Difícil não é saber que é aquela, eu sei que é aquela. Difícil é esquecer todas as outras!’”.



    Mas o que é que acontece quando é a vez de ser Fernando Alvim a entrevistar? No Era o Que Faltava, Alvim contou um episódio com um professor: “Era assim uma pessoa absolutamente catedrática, que tinha ganho todos os prémios que vocês imaginarem. Antes de entrar em estúdio ele estava com uma senhora, já com uma idade considerável. Já na entrevista, “faço-lhe assim uma apresentação como tu fizeste, assim uma coisa pomposa, que ganhou todos os prémios e ele com uma cara tipo “sim senhor”. Mas depois eu disse: “Mas a verdade é que ele trouxe a mamã!”, quando eu disse isso ele ficou tipo “Isto é o quê?! Fica a saber que eu já fui também atleta no Benfica!”

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  • Tem 52 anos, está em teletrabalho há 16 anos, começou na política aos 13 e queria ser jornalista desde a 4ª classe (mas a ideia não era ser famoso!). Nesta conversa com João Paulo Sousa e Ana Martins, Daniel Oliveira fala sobre discussões, política, Yoga e Meditação e até sobre o sentido da vida!

    “Muitas pessoas ficam incomodadas, eu compreendo, eu acho mesmo que a vida não tem sentido, as pessoas a partir de determinada altura começam a perceber isso”. E explica, “não é por acaso que ela não tem sentido porque nós temos de procurar o sentido da vida. É uma busca constante de uma coisa que não existe, mas nós precisamos de lhe dar sentido e a felicidade é uma coisa que se consome.”

    Daniel Oliveira conta ainda que até já fez Yoga e Meditação, mas não ficou convencido. “Foi uma experiência curta e interessante, mas em que tinha aquela parte da meditação onde eu na realidade estava a escrever textos na minha cabeça, não funciona comigo.

    Em véspera de Eleições Autárquicas, a política foi um dos temas deste Era o que Faltava. Sobre as pessoas que dizem que não votam, Daniel Oliveira questiona “Uma pessoa começa a perguntar: Mas és sindicalizado? Não. Mas participas na vida do teu bairro? Não. És da Associação de Pais? Não. E percebemos que aquela pessoa não participa em nenhum domínio da vida cívica. Eu digo ‘não, o teu problema não é os políticos não prestarem, o problema está em ti e secalhar os políticos não prestam por causa de ti.”

    O convidado do Era o Que Faltava, defende que quem não liga a esta área, prefere que outros escolham por si. “Uma pessoa pode dizer que não quer saber da política, mas a política quer saber dela. O dizer que não se liga à política quer dizer que não se liga à sua própria vida”.

    Nesta conversa, o jornalista explicou ainda porque não entrevistou André Ventura, líder do Chega. Eis a razão: “É eu saber que aquela pessoa que está a falar comigo, não acredita numa palavra do que está a dizer. É uma encenação. Isso não interesse para mim. Eu tenho interesse em confrontar as opiniões das pessoas, não tenho interesse em dialogar com um boneco”.

    Sobre a altura em que começou a lidar com questões política, Daniel Oliveira contou que “participava em reuniões com ordens de trabalhos, com 13 anos, portanto não parecia um miúdo de 13 anos, no entanto em casa antes de ir para a reunião estava a jogar com soldadinhos...”.

    O jornalista gosta de conversar, gosta da diferença de opinião e diz mesmo que “a melhor discussão é aquela discussão intelectualmente muito estimulante em que há uma grande discordância e uma enorme afabilidade no diálogo... Quando as pessoas dizem essa discussão não vai dar a lado nenhum, eu respondo sempre: ‘ah mas tu querias uma discussão que fosse dar a algum lado, então isso não me interessa’”.?

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  • “Mesmo nas piores situações, temos de dar uma boa gargalhada”



    O dia em que se despediu dos palcos por causa da pandemia, o momento em que fechou o pano vermelho do Politeama durante 14 meses e o confinamento foram tema de conversa neste Era o Que Faltava. Filipe La Féria fez quarentena no Alentejo, “estava eu e as vacas!”. E foi com a vacas que, “com a ajuda da fantasia e dos sonhos”, escreveu 4 peças de teatro! Este foi um período complicado para os artistas e encenadores, mas “mesmo nas piores situações, temos de dar uma boa gargalhada”.



    Apaixonado por drama desde pequeno, La Féria fazia teatro em casa dos avós, numa caixa de sapatos! “Vais mesmo para bonequeiro!” diziam-lhe. Mas não se importava, era uma paixão pela qual se orgulhava. E ainda orgulha. Como um dos mais conhecidos encenadores de Portugal, preza muito a “disciplina dos atores”. Mas quando era ator, era conhecido por não seguir os guiões: “Eu como ator era um bocado indisciplinado porque como era muito inventivo, inventava tudo!”.



    O convidado do João Paulo Sousa e da Ana Martins disse que “vive as emoções à flor da pele”, que “a vida só vale a pena com sonhos” e que não tem medo de chorar. La Féria contou ainda que “não tem muitos medos”, tem apenas pena da morte: “É tudo muito efémero. O teatro tem isso de fascinante e ao mesmo tempo cruel, é como a vida, não é? Um dia a gente morre e pronto, acabou tudo. É o fechar do pano!”.

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  • “Não, que se lixe, desculpem lá. Eu optei por viver, a Amy não!”

    Foi um dos momentos mais emocionantes da presença de Raquel Tavares no Era o Que Faltava. Os olhos da artista encheram-se de água ao ser surpreendida com um áudio a cantar uma versão de Back to Black da Amy Winehouse. Foi a morte da cantora que fez com que a Raquel parasse de cantar. “O percurso da Amy, e o que infelizmente lhe aconteceu, foi para mim decisivo. Se havia ocasiões em que eu pensava: não Raquel, não pode ser, tens tantas pessoas que dependem do teu trabalho e esperam tanto de ti, depois eu via o DVD da Amy e pensava: não, que se lixe, desculpem lá. Eu optei por viver, a Amy não!"





    Raquel Tavares foi a segunda convidada da nova temporada do Era o Que Faltava. Durante a conversa falou sobre a primeira vez que atuou no Coliseu, os 3 anos em que viveu no Rio de Janeiro, a falta que lhe faz não ter vivido a adolescência e as escolhas que fizeram por ela. Nesta conversa na Rádio Comercial, Raquel Tavares reafirmou que nunca ambicionou ser artista: “o resultado da minha vida profissional foi o que ambicionaram por mim”. A agora apresentadora não ignora nem despreza o percurso que fez e diz que está grata pela jornada na música porque contribui de forma positiva para estar agora na televisão.





    Não é segredo para ninguém que Raquel Tavares cresceu em Alfama, num meio muito reservado. Daí fez carreira na música e hoje está na televisão. Mas Alfama é sempre o sítio seguro no final de cada dia. Ainda hoje mora lá e reconhece que o bairro lhe assenta os pés na terra quando se sente “a pairar”.

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  • “O princípio, meio e o fim é igual para todos”



    A nova temporada do Era o Que Faltava arrancou com Júlio Isidro. Com mais de 60 anos na vida pública, o apresentador falou sobre a notoriedade que ganhou, para dizer que tem a “noção exata de que isto vale tudo muito pouco”. Na primeira conversa da nova dupla, João Paulo Sousa e Ana Martins, Júlio Isidro afirmou: “relativizo, minimizo, ironizo e desprezo a ostentação da fama” e acrescentou que “o princípio meio e fim é igual para todos”.



    À conversa com o João Paulo Sousa e a Ana Martins, o radialista falou dos tempos em que as gravações eram em fitas, o cuidado que era preciso ter com a censura e a assertividade que sempre adotou nas entrevistas que fez e ainda faz. Para dar um exemplo, Júlio Isidro contou um episódio que teve numa entrevista com Harrison Ford e explica como lidou com o comportamento inesperado do ator: “Sentei-me à frente dele e disse: “Bom Dia!”. Ele estava com uma chávena de chá na mão e nem levantou os olhos. Comecei a falar com ele e ele ia respondendo olhando para a chávena. Eu peguei numa chávena de chá e disse: “Sabe, no meu país, Portugal, as pessoas que bebem chá são consideradas educadas”. Não disse mais nada. Ele percebeu. Foi mal-educado, mas é inteligente. Correu muito bem a conversa.”





    No Era o Que Faltava, Júlio contou também que sempre acreditou em novos talentos e que cada um “tem direito a mostrar aquilo que vale”, daí a sua aposta em novos artistas. Por outro lado, revelou que nunca ambicionou cargos de chefia e diz mesmo que adora ser “o soldado raso”. Independentemente do cargo, a curiosidade está e esteve lá sempre! Quando era criança, Júlio Isidro ia atrás do móvel onde estava o rádio para “descobrir a orquestra” que estava a tocar!

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  • “Eu não queria ser mãe porque eu não queria ser nada disto que me transformei”

    É uma das maiores estrelas de sempre da televisão portuguesa, mas o que queria mesmo, mesmo ser era arqueóloga. O primeiro beijo na boca até foi numa escavação. Júlia Pinheiro tem 58 anos e é uma comunicadora portuguesa com uma carreira de quase 40 anos em televisão, rádio, imprensa escrita e até... teatro.

    É a pessoa que o Rui mais gostou de conhecer nesta vida, até porque isto das mães serem os nossos primeiros países pode toldar-nos a visão de que são antes de mães, pessoas. Formada em Linguas e Literaturas Modernas, vertente inglês, alemão, foi assessora de imprensa de um ministro, apresentou a abertura da Expo 98 e sabe bem o poder de uma farpa numa Noite da Má Língua, ou da ideia de um ovni a aterrar no Alentejo.

    Pelo meio, milhares de programas de televisão. Do daytime, à coroa de rainha dos reality shows, do debate político à escrita de romances. A mãe do Rui Maria, da Matilde e da Carolina, esteve hoje no Era O Que Faltava e é absolutamente inesgotável.

    No Era o Que Faltava, Júlia conta que ser mãe, não estava nos seus planos, “porque eu não queria ser nada disto que me transformei, eu não ia ser mãe de família”. A sua ideia era ser como a Christiane Amanpour (jornalista da CNN que cobriu a Guerra do Golfo), “eu ia para os cenários de guerra, eu era pessoa que estava ali, um dia Palestina, outro dia Iraque, era só fazer as malas e ir a casa mudar a roupa”.

    No entanto, houve uma pessoa que a fez mudar de ideias, “de repente aparece-me o teu pai (Rui Pêgo) que lixou isto tudo”. Cruzaram-se pela primeira vez na Rádio Renascença, “começou com ideias, e depois encheu-me de meninos”. 

     

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  • Quando mudou de nome, e de género, chegou a casa e o filho de 11 anos tinha um cartaz que dizia “Bem-vindo, mãe André”.

    André Tecedeiro é poeta e artista plástico. Hoje estuda psicologia para ajudar pessoas como ele. E escreve “A meio da vida despi/ três camadas de roupa/ Foi como se fosse/ novamente/ primavera.” Hoje falamos sobre a liberdade máxima de se ser quem é. 

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  • Praias que podem desaparecer, um aeroporto novo que pode logo afundar… como será Portugal daqui a 50 anos? A jornalista Isabel Lindim ouviu dezenas de especialistas no livro “Portugal 2071”. Seca, recursos hídricos, cheias no litoral... não queremos deprimi-lo, mas falemos disto enquanto ainda é tempo de agir. Hoje falamos com Isabel Lindim, jornalista que já passou por publicações como Grande Reportagem ou Visão e que está agora no Setenta e Quatro, um novo jornal digital focado no jornalismo de investigação.

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