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É possível retirar um filho aos pais sem ser traumático? Qual é o impacto na saúde e até no desenvolvimento cognitivo? Mário Cordeiro, pediatra e presidente da Associação para Segurança Infantil, fala das marcas que estes processos deixam, considerando que na adoção a rejeição, às vezes múltipla, “devia ser crime”, porque “é devastadora” para as crianças. Já o abuso sexual é a agressão ”mais brutal”, de que dificilmente se recupera.
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Principal alternativa à institucionalização de menores em risco ainda é pouco aplicada em Portugal. “Precisamos de mais candidatos”, diz Patrícia Bacelar, do Núcleo de Acolhimento Familiar da Santa Casa, que tem uma bolsa com 102 famílias certificadas. O objetivo “é chegar às "250 ativas até 2030". Rosa Amado, que já acolheu dois bebés, garante que apesar das dificuldades “vale a pena” arriscar. “É uma forma de amor que não conhecia se não fosse assim”.
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“Há crianças que nunca se adaptam”, conta Silvina Garcia, de 22 anos, que já viveu numa instituição. No seu caso a experiência “foi muito boa”, apesar da intervenção familiar tardia, mas defende que deve haver mais acompanhamento na transição para a vida adulta. Para Vera Boa Fé, da Fundação O Século, é preciso “desmistificar” o que significa viver numa casa de acolhimento, onde a rotina “é idêntica à de uma família”. Ouça o podcast Vidas Invisíveis, da Renascença
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Joana Simões de Almeida é diretora do Núcleo de Infância e Juventude do Tribunal de Cascais e já foi responsável por uma casa de acolhimento da Misericórdia de Lisboa. Diz que as ajudas são escassas e que há planos de recuperação que "parece que obrigam os pais a falhar!”. Defende maior aposta na prevenção das situações de risco e reforço dos apoios às famílias.
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Ainda há muito preconceito em relação às crianças e jovens que vivem em instituições. No segundo episódio do podcast ‘Vidas Invisíveis’, sobre a realidade do acolhimento em Portugal, Taciana Mendes, uma jovem acolhida, e Miguel Simões Correia, da associação CANDEIA e do projeto Amigos P’ra Vida, partilham as suas experiências nesta área.
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A secretária de Estado da Ação Social e da Inclusão, Clara Marques Mendes, conversa com a jornalista Ângela Roque sobre a reavaliação que está a ser feita do sistema de proteção e cuidado das crianças e jovens em risco, e sobre a campanha de promoção do acolhimento familiar como medida alternativa ao acolhimento residencial. Portugal ainda é o país europeu com mais crianças institucionalizadas, mas o Governo acredita que a campanha vai permitir alterar os números e a fazer surgir mais famílias de acolhimento.