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  • Os problemas técnicos, sociais e educacionais enfrentados por professores e professoras que atendem público de comunidades escolares situadas em regiões periféricas do país se diferenciam daqueles que atuam nas grandes capitais ou mesmo em escolas de classe média? Como os discentes que vivem e trabalham nas zonas rurais têm convivido com a realidade do ensino remoto? Como pensar metodologias e técnicas capazes de atingir estudantes que são jovens trabalhadores do comércio? Como levar adiante projetos educacionais contra o preconceito, atuando com ensino na modalidade remota? A professora Luísa Tombini Wittmann conversa com dois professores que fizeram pesquisa sobre história indígena e atuam em escolas com público que mantém contato com populações indígenas no interior do Mato Grosso do Sul e no interior de Pernambuco. Neste episódio do Profcast vamos conhecer a realidade profissional de Fernanda Andrade e Rodrigo Vareiro Campanhoni. Fernanda atua na rede municipal de educação de Lagoa da Canoa (Alagoas) e Rodrigo atua na rede estadual no município de Ponta Porã (Mato Grosso do Sul) . Vale escutar o que ele e ela têm a nos dizer!

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    Fernanda Andrade é alagoana, nascida e residente em Arapiraca, graduada em História pela Universidade Estadual de Alagoas. É mestra em Ensino de História pela Universidade Federal de Sergipe e especialista em Metodologia do Ensino de História. Possui experiência na educação pública desde 2013 onde atuou como professora de História e Arte na rede Estadual de Educação e é professora efetiva de História da rede municipal de educação de Lagoa da Canoa (AL) desde 2015, ministrando aulas nos anos finais do Ensino Fundamental. Pesquisadora do Ensino de História e suas diferentes linguagens, desenvolveu sua dissertação de mestrado em Ensino de História Indígena, criando a partir do seu estudo um material didático-pedagógico sobre um povo indígena da sua região, os Tingui-Boto.

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    Rodrigo Vareiro Companhoni é professor de História efetivo da Secretaria Estadual de Mato Grosso do Sul desde 2012, lotado na Escola Estadual Deputado Fernando Cláudio Capiberibe Saldanha no município de Ponta Porã. É Licenciado em História pela UCDB - Universidade Católica Dom Bosco (2009). Em 2016 concluiu a Especialização em Cultura e História dos Povos Indígenas pela UFMS - Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Em 2020 concluiu o Mestrado Profissional em Ensino de História - ProfHistória pela UEMS – Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul, apresentando a dissertação na área de História Indígena e Ensino de História Indígena com o título Tempo, território e História: percepções do Ára - tempo/espaço - Kaiowá e Guarani.

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  • Quais os desafios de ensinar história em escolas que atendem público provenientes de zonas rurais? É possível implementar atividade remota para discentes que vivem em regiões muito distantes da escola e com acesso restrito a internet? Esses e outros desafios são apresentados pelos professores Ronair Justino de Farias, natural de Tocantin e Henildes Silva de Almeida Junior do Pará. A conversa foi conduzida pela professora Cristiani Bereta da Silva (UDESC) e nos relata uma realidade escolar geralmente ignorada pela maior parte da população brasileira. Vamos escutá-los?

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    Henildes Silva de Almeida Junior é graduado em História pela Universidade Santo Amaro (UNISA) e Letras-Inglês pela Universidade Federal do Pará (UFPA). É discente da turma de 2020 do Mestrado Profissional em História – ProfHistória da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA). Residente da Vila Capistrano de Abreu, aproximadamente 159 km da cidade de Marabá (PA) e trabalha em duas cidades, Marabá e Novo Repartimento, escolas que atendem grande público proveniente da zona rural do Pará.

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    Ronair Justino de Farias é mestre em Ensino de História, egresso da segunda turma do Mestrado Profissional em História – ProfHistória da Universidade Federal do Tocantins. Em 2018 defendeu o trabalho intitulado “O ensino de História no contexto da pedagogia da alternância: um Estudo na escola Família Agrícola de Porto Nacional”, sob orientação do Prof. Vasni de Almeida. É professor em escolas da rede básica de ensino no município de Conceição do Araguaia (PA) atuando no Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) do mesmo município. Neste projeto atende público majoritariamente rural de faixa- etária de 16 a 60 anos de idade.

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  • Como o ensino de história na modalidade remota alterou completamente a rotina e o planejamento dos professores e professoras do Brasil? Como as relações afetivo-educacionais tiveram que ser readequadas em função do impacto social e político do coronavírus na vida e na profissão das trabalhadoras da área de educação? Neste episódio do Profcast a professora Sonia Meneses (Universidade Federal do Cariri/CE) conversa com duas professoras que atuam no Ceará. São elas as professoras Sued Carvalho e Marisnanda Mota Araújo. A primeira atua em Juazeiro do Norte e na rede estadual da Paraíba, a segunda é professora da rede privada em Fortaleza. Vamos escutá-las.

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    Marisnanda Mota Araújo é natural de Crateús, no interior do Ceará. É filha de trabalhadores rurais. Graduada em História pela Universidade Estadual do Ceará. Atuou no movimento estudantil e intensificou reflexões importantes para sua construção enquanto mulher, feminista, professora e historiadora. Há oito anos atua como professora de história da Educação Básica na rede privada de ensino em Fortaleza.

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    Sued Carvalho é natural de Juazeiro do Norte, Ceará. Graduada em História pela Universidade Regional do Cariri (URCA) e atualmente professora pela rede Estadual da Paraíba. Além de professora de História, escreve ficção, tendo três livros publicados neste campo.

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  • O ano letivo chega ao fim e a experiência de ensino remoto já permite arriscar algumas conclusões, o que permanecerá como prática docente após a pandemia? Como os alunos e alunas se adaptaram a essa modalidade de ensino? Qual o perfil socioeconômico dos discentes que foram excluídos do processo educacional imposto pela pandemia do coronavírus? Quais foram as medidas adotadas para minimizar o impacto sobre aqueles que não puderam, ou não conseguiram, acompanhar as atividades propostas? Qual a avaliação sobre o aprendizado? Quais as singularidades e pontos em comum entre a experiência docente de profissionais do Amapá e do Acre frente aos procedimentos adotados para ensinar história no contexto da pandemia? Este e muitos outros assuntos foram pautados pelo professor Luís Reznik (UERJ) em conversa com os professores Maicon Bezerra (Acre) e Vitor Ferreira (Amapá). Vale a pena escutá-los.

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    Vitor Ferreira: Professor com experiência no ensino de História desde 2004. Bacharel e licenciado em História pela Universidade Federal do Pará. Sou mestre em Ensino de História pela Universidade Federal do Amapá, com ênfase em história indígena, cosmologias indígenas, jogos didáticos e ensino de história. Atua como docente na rede municipal de ensino de Chaves (Marajó), trabalhando em comunidades ribeirinhas (2007-2013). Servidor público desde 2013 no estado do Amapá. No segundo semestre de 2019, atuou na equipe de implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e do Referencial Curricular Amapaense (RCA) , sendo o responsável pelo componente curricular de história. Também lecionou no primeiro semestre de 2020 na rede privada de ensino. Atualmente trabalha no Núcleo de Formação Continuada e Currículo (NUOCS) da Secretaria Estadual de Educação do Amapá e está ministrando um curso de formação para os professores de história da rede estadual relacionado ao uso do caderno prioritário de história.

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    Antonio Maicon Batista Bezerra: Licenciado em História pela Universidade Federal do Acre – UFAC (2015-2019), mestrando em Ensino de História com o projeto Os lugares de memória no Ensino de História: A re-produção do discurso de Florestania/Seringalidade no Acre (1999-2018), graduando em Ciências Sociais, ambos pela Universidade Federal do Acre – UFAC. É professor da rede estadual de educação do Acre, desde 2019, tendo atuado nos colégios Barão de Rio Branco e Colégio Acreano. Atuou de forma concomitante nos dois colégios até setembro de 2019, quando passou a trabalhar exclusivamente no Colégio Acreano.

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  • Os depoimentos reunidos no Profcast, desde seu primeiro episódio, parecem convergir para uma constatação: mesmo com a diversidade cultural, social e econômica do país; malgrado os procedimentos e deliberações diferenciadas das secretarias de educação dos estados e municípios, muitos alunos e alunas não foram contemplados com a educação de forma remota. Os problemas de acesso aos equipamentos como computadores e celulares, assim como internet, dificultaram a ampla disseminação das atividades. Coube aos professores e professoras a responsabilidade maior de tentar minimizar o índice de evasão, assim como em produzir materiais impressos e virtuais para tentar sanar os problemas e reduzir o impacto que a política educacional implementou sobre os corpos de docentes e discentes em nosso país. Neste episódio do Profcast a professora Caroline Pacievietch conversa com as professoras Carla de Moura, da rede estadual de ensino do Rio Grande do Sul, e Elisângela Coêlho da Silva, da rede pública estadual de Pernambuco. Vamos escutá-las?

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    Carla de Moura é professora de História da Rede Estadual de Ensino do Rio Grande do Sul e atua nas escolas Santa Luzia e Duque de Caxias. É especialista em Estudos Culturais nos Currículos da Educação Básica e mestra em Ensino de História pelo ProfFHistória na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Defendeu a dissertação intitulada As Marias da Conceição – Por um Ensino de História Situado, Decolonial e Interseccional. Atualmente coordena o Coletivo Candaces, formado por alunas dos anos finais do Ensino Fundamental e voltado à pesquisa do Patrimônio da Comunidade da Vila Maria da Conceição em Porto Alegre.

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    Elisângela Coêlho da Silva é Graduada e Especialista em História pela FBJ (Faculdade de Belo Jardim) e Mestra em Ensino de História pelo ProfHistória UFPE/UFRPE. Defendendo a dissertação A História Da África Na Escola, Construindo Olhares "Outros": as contribuições do manual do professor do livro didático de História do Ensino Médio. Agraciada com o prêmio de melhor dissertação do PROFHISTORIA 2018. Professora de História na rede pública estadual de Pernambuco em uma Escola de Referência em Ensino Médio - (EREM) João Monteiro De Melo do programa de Educação Integral.

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  • Qual a rotina profissional e pessoal dos professores e professoras diante do ensino na modalidade remota? Quais as novas demandas de trabalho impostas pela pandemia do coronavírus? Como tem sido a relação docente com o 'espaço-tempo' nessa nova realidade? A geração de estudantes, que possuem acesso à internet, dominam as ferramentas básicas adotadas pelas secretarias de educação para implementar as aulas na modalidade remota? Por outro lado, professores e professoras da educação básica estão preparados para lidar com as redes sociais? A saúde física e psicológica dos profissionais da área de educação têm recebido atenção das autoridades públicas? Neste episódio do Profcast a professora Mara Regina do Nascimento, da Universidade Federal de Uberlândia, entrevista a professora Núbia Tortelli Mendonça e o professor Aurélio Inácio Faria. Núbia atua na rede básica de ensino em Uberlândia, MG, e Aurélio trabalha no município de Buriti Alegre, Goiás.

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  • Qual a dinâmica do ensino remoto aplicado à educação de jovens e adultos (EJA) em situação de vulnerabilidade social da periferia de São Paulo? Há padrões de repetição quando o ensino é aplicado a crianças e adolescentes de classe média do interior de Minas Gerais? O ensino de história na modalidade remota impôs novas estratégias e desafios didáticos para professores, alunos e pais. Como as barreiras das diferenças sociais e geracionais têm sido enfrentada pelos profissionais da educação diante dessas demandas? É possível ensinar história no contexto de pandemia de forma a garantir a qualidade do aprendizado? A professora Cris Meneguello, da Unicamp, entrevista dois professores que falam de suas experiências profissionais e suas respectivas relações com as novas ferramentas digitais aplicadas ao ensino de história durante a pandemia. Lucas Borges nos conta sobre sua atuação como professor do ensino em rede particular na cidade de Poços de Caldas, MG, e Rubens Baldini nos apresenta as condições de trabalho para público jovem e adulto em Campo Limpo, na cidade de São Paulo.

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  • Em que medida a modalidade de ensino remoto contribuiu para acirrar e desmascarar as desigualdades sociais na comunidade escolar? Qual a relação entre pandemia, ensino de história e o recrudescimento do racismo no país? Neste episódio do Profcast a professora Cinthia Monteiro de Araújo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, entrevista dois profissionais da educação básica que atuam no combate ao racismo e pesquisam a relação entre ensino de história e racismo estrutural. Ana Karlla Messias é professora no município de Arapiraca, interior de Sergipe, e Elton Nogueira Malaquias é professor em escolas de Niterói e Cabo Frio, no Rio de Janeiro. O encontro de dois profissionais que fazem do ensino e da pesquisa em história um campo de luta e de resistência contra o racismo é o que você encontrará neste episódio do Profcast. Imperdível.

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    Ana Karlla Messias: Professora de História do Município de Arapiraca desde 2010 , atualmente trabalho na escola Djalma Matheus Santana onde coordeno o grupo de estudos Tereza de Benguela há dois anos onde desenvolvo ações educativas relacionados a feminismo negro e educação antirracista. O grupo de estudos é o tema da dissertação do Profhistória UFS onde desenvolverei como produto uma cartilha Afro feminista do ensino de história com ações desenvolvidas pelo grupo.

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    Elton Nogueira Malaquias: Licenciado em Ciências Sociais e História. Professor efetivo da rede Estadual do Rio de Janeiro, lecionando História e Sociologia nos municípios de Cabo Frio e Niterói. Aprofundando uma perspectiva antirracista no ensino de história, proponho, como fio condutor da pesquisa e produção no âmbito do ProfHistória, explorar possibilidades de novas linguagens e tecnologias na construção de narrativas para o ensino da história e cultura afro-brasileiras.

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  • Qual o impacto da pandemia e das atividades remotas sobre o corpo do professor e professora em nosso país? De que forma os profissionais da educação básica têm sido afetados com a modalidade de ensino remoto imposta pela pandemia do coronavírus? O corpo, e a mente, do professor e professora, tem sido objeto de cuidado dos poderes públicos diante da ação nefasta que esse vírus tem causado no Brasil e no mundo? Neste episódio do ProfCast a professora Beatriz Landa, da Universidade Estadual do Mato Grosso do Sul, campus Dourados, conduz uma conversa com a professora Isabela da Silvia Dias e com o professor Jorge Ribeiro Diacópulos. Isabela é docente da rede pública de ensino no município de Alhandra, litoral sul da Paraíba, e Jorge da rede municipal de Campo Grande, Mato Grosso do sul. Os dois trabalham e desenvolvem pesquisas em comunidades tradicionais de cultura indígena e afro-brasileira. Dois relatos, muitas histórias, fortes emoções. Não perca essa conversa!

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    Isabela da Silva Dias: Sou Isabela Dias, recifense de nascença e criada em Bonança, distrito de Moreno – PE. Em 2013, conclui a minha graduação em Licenciatura em História pela Universidade Federal de Pernambuco. Entre 2015 e 2016, fiz uma especialização em Políticas de Igualdade Racial no Ambiente Escolar – UNIAFRO, pela Universidade Federal Rural de Pernambuco. Comecei a atuar como professora de História em turmas do ensino fundamental anos finais, em 2015, no Colégio e Curso Projeção. Em 2018, ministrei a disciplina de História no Colégio Nossa Senhora da Graça (Rede Damas Educacional), ambas instituições localizadas no município de Vitória de Santo Antão. Fui designada para ensinar história na Escola Estadual Barão do Abiaí, no município de Alhandra, litoral sul da Paraíba. Nessa escola, sou responsável por turmas do ensino fundamental anos finais e ensino médio EJA. Em 2019, conquistei o segundo concurso na mesma rede de ensino, sendo designada para ministrar a disciplina de História no ensino fundamental anos finais na Escola Estadual Professora Tércia Bonavides Lins, no município de João Pessoa. Nesse mesmo ano, fui aprovada no PROFHISTÓRIA – UFPB, onde venho desenvolvendo um projeto de pesquisa sobre a inclusão da Jurema no ensino de história, sob orientação do professor Mozart Vergetti e Co-orientação da professora Cláudia Lago.

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    Jorge Ribeiro Diacópulos: Sou o Jorge Ribeiro Diacópulos, tenho 39 anos de idade e sou natural de Campo Grande – MS. Entrei no curso de História aos 17 anos e aos 20, antes mesmo de concluir a graduação, já estava lecionando História para alunos do sexto ano do ensino fundamental. Me formei pela Universidade Católica Dom Bosco no ano de 2002, que na época em que ingressei era a única universidade que oferecia o curso de História na minha cidade. Escolhi o curso de História por ter afinidade com a disciplina ao longo da educação básica, além de ser influenciado pela postura e profissionalismo do meu professor de História do ensino médio (Amarildo Sanches). Desta forma, no ano de 2021, completarei 20 anos de docência. Ingressei no ano de 2020 no Mestrado Profissional em Ensino de História, no campus da Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul. Tem sido um grande desafio retornar ao meio acadêmico, depois de tanto tempo afastado. Além disso, conciliar as demandas de estudo com as de trabalho, principalmente em tempos de pandemia e ensino remoto, torna a trajetória do mestrado tão complexa e desafiadora.

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  • A implementação das atividades remotas impactou de forma igual a atuação dos professoras e professores da escola pública e da rede privada? Qual tem sido o índice de evasão dos estudantes nas aulas ministradas de forma remota em cidades do sul e do nordeste do país? No quarto episódio do Profcast o professor Rogério Rosa, da Universidade do Estado de Santa Catarina, conversa com a professora Carolina Corbellini Rovaris e com o professor José Nunes Cavalcanti. A primeira trabalha em escola particular da cidade de Lages, região serrana de Santa Catarina, e o segundo atua como docente de rede municipal de Ipojuca, Pernambuco. O confronto de realidades dos entrevistados permitirá ao ouvinte perceber as singularidades e os pontos em comum sobre os desafios de ensinar história em tempos de pandemia. Ouçamos seus depoimentos.

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    Carolina Corbellini Rovaris: Graduada em História (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade do Estado de Santa Catarina (2015). Mestre em Ensino de História pelo programa de Mestrado Profissional em Ensino de História - ProfHistória na UDESC (2018). Atualmente sou professora de história do 5º ao 9º Ano no Centro de Educação Aprender Brincando, escolar particular em Lages/SC. Atuo como docente nessa mesma instituição desde 2016. No ProfHistória desenvolvi o projeto Narrativas sobre a diáspora africana no ensino de história: trajetórias de africanos em Desterro/SC no século XIX. A proposta, para além da escrita da dissertação e pesquisa na documentação sobre o tema, foi o desenvolvimento do site educativo (https://trajetoriasdadiaspora.com.br). O site tem como objetivo a pesquisa e análise de trajetórias de sujeitos de origem africana para a construção de narrativas históricas em sala de aula.

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    José Nunes Cavalcanti: Sou graduação em Licenciatura em História pela Universidade Federal Rural de Pernambuco - UFRPE, Fiz especialização em História e Cultura Afro-brasileira na Universidade Católica de Pernambuco - UNICAP e estou no primeiro ano (segundo módulo) do Profhistória na Universidade de Pernambuco-UPE. Na UPE participo do Laboratório de Estudos da História das Religiões - LEHR. Atuo desde 2010 como docente efetivo da rede municipal do Ipojuca - PE e, desde de 2014, como técnico em assuntos educacionais do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Pernambuco - IFPE. Minha atuação no IFPE está ligada aos projetos de pesquisa e extensão e dos núcleos de inclusão (Núcleos de Gênero e Diversidade - Neged, Núcleo de apoio a pessoa com deficiência - Napne, Núcleo de estudo em História e Cultura Afro-brasileira e Indígena).

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  • Como os professores e professoras do Brasil estão lidando com as plataformas digitais durante a pandemia? Quais têm sido os investimentos públicos para que professores, alunos e técnicos possam retornar para a modalidade presencial de forma segura? O foco nas tecnologias digitais foi o mote da conversa que o professor Braz Batista Vas, da Universidade Federal de Tocantins, mediou com os professores Cristiano Gomes Lopes e Rafael da Silva Assis. O primeiro atua como docente em São João do Araguaia, Pará, e o segundo em Campo Alegre de Lourdes, Bahia.

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    Cristiano Gomes Lopes - Mestrado em Ensino de História (ProfHistória) pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) (2016), Especialista em Metodologia do Ensino de História e Geografia pela Faculdade Internacional de Curitiba (FACINTER) (2010), Especialista em Gestão Escolar pela Universidade Federal do Pará (UFPA) (2015) e Professor licenciado em História pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA) (2006). Atua como gestor da 4ª UNIDADE REGIONAL DE EDUCAÇÃO, responsável por 13 municípios, 55 escolas, 24.000 alunos, 8.000 servidores no sul do Pará, e leciona na EMEF EDUCAR PARA CRESCER em São João do Araguaia – PA

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    Rafael Da Silva Assis - Professor pela rede estadual de educação do estado da Bahia. Possui graduação em História pela Universidade Estadual do Piauí (2013). Pós-Graduação Lato Sensu em História do Brasil (2014). Mestrado em Ensino de História pela Universidade Federal do Tocantins (2016). Atuando nos seguintes temas: Ensino de História, Memória, História indígena, oralidade e juventude. Atualmente leciona no Colégio estadual Dr Ives Orlando, em Campo Alegre de Lourdes, Bahia

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  • A pandemia atingiu, de igual maneira, professores(as) de norte a sul do Brasil? A adaptação ao ensino remoto foi menos brusca para quem trabalha em uma capital do que para quem trabalha no interior? No segundo episódio do Profcast o professor Luís Reznik (Profhistória UERJ) entrevista as professoras Roziane Costa e Elisa Defelippe. Roziane trabalha em escola do interior do Maranhão e tem entre seus alunos(as) crianças e adolescentes que vivem na zona rural. Elisa é autora de apostilas de História para os anos iniciais do fundamental e atua na rede particular de ensino no Rio de Janeiro. Vamos ouvi-las?

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    Roziane Costa (Piauí)

    Sou Roziane Costa, me formei em Licenciatura em História na Universidade Estadual do Maranhão, em 2006, aqui em Caxias, onde moro desde criança, antes morava na zona rural da mesma cidade. Fiz especialização em Gestão pública pela Universidade Federal do Maranhão e atualmente faço parte da primeira turma de mestrado (ProfHistória) do interior do Piauí.

    Trabalhei na Educação de Jovens e adultos numa comunidade carente, onde as alunas eram “quebradeiras de pedra” e faziam muito esforço para participar das aulas, acredito que aprendi muito mais com elas do que elas comigo.  Hoje sou professora efetiva da Rede Estadual de Ensino do Maranhão e desde 2010 leciono no Ensino Médio. Trabalho numa escola situada na zona urbana, mas que recebe alunos da zona rural. Trabalho também na Rede Municipal de Ensino da cidade de São João do Sóter-MA, cidade que fica a 55km de distância de Caxias e lá leciono desde 2015 no povoado Pedras, zona rural. A escola é chamada de sede por receber alunos de vários povoados, alguns ficam a 30km da escola. O município disponibiliza ônibus para o transporte dos alunos.

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    Elisa Defelippe (Rio de Janeiro)

    Eu dou aula há 15 anos para o ensino fundamental, apenas em escolas particulares, cujo público tem alto poder aquisitivo. Eu entrei no pH no lugar de uma professora que teve neném. Eu tinha 20 anos e estava no 5o período da faculdade. Eu era monitora e virei professora. É um caminho relativamente comum nessa escola, mas o meu talvez tenha sido precoce demais. Me formei pela UFF e quase toda a graduação tive bolsa de pesquisa com o Jorge Ferreira (estudava Vargas e depois Jango). Também pesquisei na FGV, no CPDOC, muito tempo da graduação. Com 25 anos (2 de formada, mais ou menos) comecei a dar aula no CEAT, em Santa Teresa, um colégio de trabalhadores. Reaprendi a dar aula em um formato muito diferente do que o do pH. Por dois anos fui professora da fundação Cederj, montava cursos de extensão para professores, através de uma plataforma virtual. Há 10 anos, eu comecei a escrever o material de História para os anos iniciais do fundamental. A princípio era só para o pH. Mas ele foi comprado pela Somos, uma empresa gigante. Eu sou autora, portanto, de apostilas de sistema de ensino que são vendidas para todo o Brasil. Foi uma experiência estressante escrever, mas aprendi muito também. Fiz duas pós-graduações, uma em administração escolar e uma em ensino de História, no CPII. Fiz parte por 3 anos de um movimento social de educação popular e dei aulas no Degase, como voluntária. Lá, eu fiz a minha pesquisa do mestrado, ProfHistória. Estudei a maneira como o tempo é percebida pelos meninos internados por serem acusados de cometerem atos infracionais. Defendi semana passada.

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  • Qual foi o impacto da pandemia no ensino de História na rede básica de ensino? Nesse episódio do Profcast o professor Bruno Lontra Fagundes (Profhistória Unespar) conversa com a professora Márcia Luzia Sartor Preve, do município de Orleans, SC, e com o professor Felippe Estevam Jaques, de Cianorte, PR.

    Márcia Luzia Sartor Preve

    Professora há dez anos na rede Estadual Pública de Santa Catarina e há cinco anos na Rede Particular de ensino, trabalhando com duas realidades muito distintas. Dá aulas para o Ensino Fundamental e Ensino Médio e sua formação foi na Universidade do Sul de Santa Catarina- Unisul. Trabalhou alguns anos como professora contratada e trabalhou em muitas escolas do município e região até conseguir a efetivação na rede estadual. Durante dez anos, teve a curta experiência de trabalhar na parte administrativa da escola, o que a fez enxergar uma outra realidade educacional, mas com o que confirmou que seu lugar preferido da escola é a sala de aula. Em 2018, ingressou no Mestrado PROFHISTÓRIA pela Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC. O ProfHistória tem proporcionado a ela inúmeros aprendizados e lhe abriu muitas portas. Defenderá sua dissertação em novembro e sua pesquisa é sobre uma temática local, o tropeirismo, atividade que contribuiu na formação do município de Orleans, onde ela vive.

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    Felippe Estevam Jaques

    Começou a lecionar a partir de 2008 na rede pública de ensino como professor substituto no último ano da graduação e no ano seguinte no Colégio CEC (particular), licenciado pela Universidade Estadual de Maringá (UEM). Na graduação desenvolveu Projeto de Iniciação Científica (PIC) sobre José Bonifácio e o Iluminismo. Para continuar os estudos, realizou uma especialização em História e Filosofia da Ciência na Universidade Estadual de Londrina, finalizada em 2011. Sem emprego em Londrina, voltou sua cidade de origem, Cianorte. Em meados de 2012, na última chamada do concurso público do Estado do Paraná, foi efetivado como docente da rede pública, trabalhando com turmas tanto do ensino fundamental quanto do médio. Em 2013, foi convidado para trabalhar no Núcleo Regional de Educação de Cianorte, onde ficou por seis anos na função de técnico-pedagógico, onde conheceu os mecânicos burocráticos do funcionamento da educação pública. E paralelamente continuou lecionando no ensino privado, no Colégio SESI, na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA). A partir de 2019, voltou à sala de aula regular, trabalhando em dois colégios de ensino médio em duas cidades diferentes (Cianorte e Terra Boa) e também ingressou no Profhistória no Paraná, onde desenvolve pesquisa sobre ensino de história e a mídia podcast.

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