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  • Você já se relacionou com alguém que parecia inacessível emocionalmente enquanto você estava pronta pra se entregar por completo? Ou você era quem queria se isolar ao máximo porque o outro parecia estar desenvolvendo dependência afetiva? A investigação sobre por que algumas pessoas, mesmo se amando, não conseguem sustentar uma relação estável, ou por que estamos repetidamente caindo nos mesmos erros em diferentes relações, pode se beneficiar - e muito - da Teoria do Apego. Criada pelo psicanalista John Bowlby nos anos 40, ela explica como as nossas relações com os nossos cuidadores na infância influenciam o modo como criamos vínculos ao longo da nossa vida. Já no final da década de 1980, a teoria foi estendida aos relacionamentos românticos adultos, na qual foram identificados 03 estilos de apego: seguro, evitante e ambivalente. Você sabe qual é o seu? Se relacionar de forma saudável corresponde a nossa busca por proximidade com pessoas que nos dêem segurança e calma, mas lidar com tipos de apego conflitantes ao nosso pode trazer exatamente o oposto: insegurança e angústia. Mas a pergunta que não quer calar é: dá pra tratar ficante como ficante? Ou nosso tipo de apego vai nos arruinar sem descansos? Brincadeiras à parte, estou bem animada para o papo de hoje. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a comunicadora e pesquisadora de amor e relacionamentos no Soltos SA, Carol Tilkian.

  • Poucas coisas dão mais ansiedade do que a pauta dinheiro. Aliás, me permito arriscar dizendo que quase nada tira o sono como o medo de não ter como pagar seus boletos no próximo mês e, se você já confabulou as 4h da manhã sobre como pagar suas dívidas, sabe que não existe paz interior maior estar com as contas em dia. Entre guerras por se café da manhã é cafona ou se devemos queimar as calças skinny, a geração Z e os Millennials fingem não perceber o que temos mais em comum: as contas atrasadas. De acordo com um estudo da Associação Nacional dos Bureaus de Crédito (ANBC), pelo menos quatro em cada 10 jovens até 37 anos estão endividados. A mesma pesquisa aponta que 32% da Geração Z acumula um débito médio de mais de mil reais. Já os Millennials, devem mais que o dobro: acima de três mil reais. Não dá pra lidar com as dívidas como se fosse alguém que você não está mais a fim - neste ghosting, quem paga o preço mais caro somos nós mesmas. Então não foge, fica aqui com a gente que hoje vamos investigar juntas como não cair no limbo dos gastos invisíveis, como ter uma relação saudável com cartão de crédito e como sair do status endividada para começar a investir já que, spoiler, a nossa geração tem poucas chances de ter uma aposentadoria digna. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a jornalista especialista em economia do canal Grana Preta e apresentadora do podcast Fale, Emancipade: Amanda Dias.

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  • Em narratologia e nos estudos de literatura e roteiro, o alívio cômico é a inclusão de um diálogo, cena ou personagem que quebra situações tensas, como drama ou suspense. Na internet, o alívio cômico é responsabilidade dos memes e das páginas que criam e/ou divulgam eles. Eles tornam o twitter tolerável, o instagram menos chato e viraram quase uma linguagem de amor: quem ama, manda memes. A vida está cheia de coisas que ameaçam nossa dignidade e observe bem como transformá-las em piada é o primeiro passo para transformar o chorar em chorrir - uma tragédia compartilhada em forma de risada faz a gente se sentir menos sozinho nessa vida cheia de armadilhas para a melancolia. O impacto cultural na cultura é tão grande que se colocarmos uma pessoa da geração z para falar sobre os últimos memes com uma pessoa que está fora da internet, podem parecer duas línguas diferentes, o que também transforma em um status social: eu vi primeiro, esse meme eu já deu, eu sou mais memezeiro que você. Preguiça, mas em tempos em que a internet se une para entender quem vai ser o destruído do dia, que o jogo da ostentação e inveja sustentam a angústia pós scroll, a grande dúvida aqui é: seriam os memes os botes salva-vidas do mundo digital? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a estrategista de conteúdo na Melted videos, Victoria Chioccarello.

  • Em seu primeiro significado, a zona de conforto se referia à faixa de temperatura, entre 22 e 24 graus, na qual as pessoas não estavam nem com frio e nem com calor. Hoje, quando falamos sobre essa mesma expressão, geralmente ela vem com um tom pejorativo, diz inclusive que a vida é o que acontece quando você sai da zona de conforto. Mas por que colocamos essa carga tão negativa em algo que pode nos trazer tanta paz pro coração e para as relações? Alerta vermelho pra positividade tóxica aqui. Se estamos a quase dois anos totalmente desconfortáveis, nesse momento, algum conforto é mais que bem vindo, por isso, cuidado para não cair nas armadilhas que te fazem achar que a vida precisa ser uma sequência de aventuras. O que acontece quando essa zona deixa de ser tão confortável quanto foi um dia, e nesses casos, temos duas opç˜ões: Ou prolongar fingindo que certa situação está tão legal quanto foi um dia, ou assumir que chegou a hora de dar uma bela mexida na vida. Bom dia, obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious.cc, conversa com a comunicadora e criadora de conteúdo Stephanie Noelle.

  • Se nos aventurarmos a navegar pela linha do tempo sobre mulheres e padrão estético na última década, a sensação é de que poderíamos estar jogando um daqueles clássicos brinquedos de shopping: enquanto você bate em um monstro e acaba com ele, um outro surge à sua esquerda. Martelando este, aparece um novo logo a direita e assim sucessivamente. Nem com a metade da diversão mas possivelmente com a mesma intensidade de emoção, enquanto discutíamos sobre o fim do uso de photoshop em campanhas publicitárias, cinco amigos israelenses criavam a multimilionária empresa facetune. Veja só: se queríamos eliminar a chance de vermos celebridades com aparências falsas, agora todo mundo poderia ver uma versão falsa de si mesmo. E se achávamos que o Instagram era a rede social mais tóxica para os jovens, no paralelo perdemos de vista que o tik tok vinha com tudo com seus vídeos nocivos sobre rotinas para ser aquela garota. A real é que é difícil se "des-ver" uma vez que você se enxerga com os efeitos dos filtros e é um exercício forte tentar se blindar dos efeitos da comparação nas redes sociais. Não pode ser coincidência que desde 2010, ano de surgimento do instagram, o número de cirurgias estéticas nos mais jovens subiu 140%. Me conta, o que as redes sociais te ensinaram a detestar sobre o seu corpo? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious e conversa com a diretora Maristela Mattos.

  • Desde muito novas recebemos por todos os lados a mensagem de que, quando encontrarmos nosso verdadeiro amor, seremos enfim felizes. Esse amor sempre no singular: a alma gêmea, o amor da sua vida, o príncipe encantado. Se por um lado esse amor exclusivo e romântico fala sobre para sempre, por outro temos o dado de que batemos o recorde em divórcios no Brasil no ano passado. Traições são ao mesmo tempo o pesadelo das relações e uma das principais causas de separação. Mesmo sabendo disso, a reação mais comum quando falamos sobre relações não monogâmicas é a clássica "eu não aguentaria, morreria de ciúmes". Mas as relações monogâmicas estão livres de ciúmes? Será que é melhor lidar com o incômodo da certeza de que o outro não está só com você, mas está sendo honesto sobre isso, ou com a desconfiança de que talvez ele esteja com outras pessoas e mentindo pra você? O que define a verdadeira traição? A não monogamia realmente não é pra todo mundo. Mas a monogamia também não. Relações abertas ou não, talvez tenha chegado a hora deixar de lado a ideia romântica do casamento que persiste há 250 anos no Ocidente: que o ser perfeito é aquele que consegue atender a todas as nossas necessidades e satisfazer todos os nossos desejos por toda a vida. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a empresária, colunista e podcaster Mayumi Sato.

  • Se você não for ao baile, nunca será rejeitado, mas também nunca poderá dançar. É com uma das minhas frases favoritas da escritora Maeve Binchy que abro o programa de hoje lembrando que só não fracassa quem não se arrisca. E quem não arrisca, também não se diverte. Mas para além de danças e decepções que nos tornam quem somos tanto quanto sonhos que se realizam, muitas vezes os fracassos ensinam mais que as vitórias. Assim como críticas podem dar mais vontade de evoluir que elogios. A positividade tóxica é persistente em nos fazer acreditar que tudo vai dar certo sempre. "Basta querer" - Será mesmo? Até porque as vezes o melhor que pode acontecer é dar errado mesmo. Muitos ganhos vêm fantasiados de perdas porque não raras vezes as grandes lições são fruto de dores que podem até parecer o fim da linha. Seja um relacionamento que deu errado, um projeto que não foi pra frente, uma apresentação que foi um desastre: será que a temperatura de sucesso está sendo medida pelo quanto você está feliz ou pelo quanto você está aparentando estar ganhando no jogo da vida para os outros? Como diz o meu convidado de hoje: fracasse, a vida não é um portfólio. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious conversa com Silvio Rodrigues, idealizador e estilista da Fracasse.

  • Algumas chamam de meditação ativa, outras de chapar de endorfina. O que importa é que, quando você realmente encontra uma atividade para amar, a última coisa que você vai chamar é de sacrifício. "Socorro, então eu vim com defeito de fábrica, Marcela!". Calma, te peço por um voto de confiança aqui: nem sempre é um caminho fácil encontrar um exercício para chamar de seu, ainda mais com todas as barreiras que existem para as mulheres no esporte. Mas o corpo e, mais importante, a mente, agradecem se você insistir na busca implacável por esse ritual de autoamor. Falando em amor, nem sempre o esporte pára quando enfim tiramos o top: muitas vezes ressignificamos nossa relação com o trabalho, conhecemos pessoas que mudam nossas vidas e percebemos que dali saiu bem mais que suor. Se permitir ter momentos em que a sua saúde é prioridade número um e ousar não ser produtiva profissionalmente por algumas horas, é gritar de volta para uma sociedade que nos faz acreditar que somos apenas o nosso trabalho. Hoje, eu escolho cuidar de mim. Nem que seja por 30 minutinhos. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com as ciclistas e também publicitária, Juliana Costa Pereirae a também arquiteta Olivia Amsler.

  • Para o coreano Byung-chul Han, excesso de positividade e produtividade são causas para o cansaço geral da população. Em seu livro A Sociedade do Cansaço, ele explora como nesse cenário estamos sempre fadadas a estar em falta. Se não for com a família, com o trabalho. Se não for com projetos pessoais, com os relacionamentos. Na tentativa de equilibrar esses pratos enquanto caímos nas falácias de produtividade tóxica, transformamos as 24h no dia em momentos possíveis de monetização, nos proibindo de tempos que poderiam ser considerados como inúteis. O caminho do trabalho precisa ser para aprender algo novo, o almoço precisa ser junto a responder emails e, para aqueles que caíram na violência da crença de "trabalhe enquanto eles dormem", até as necessidades básicas entraram em jogo. Mas no final do dia, estamos otimizando o tempo para o que? O que fazemos com o tempo que sobra? Sobra algum tempo? O ócio, o tédio, a solidão e a contemplação se tornaram crimes. O descanso, que deveria ser direito, uma recompensa. Será que realmente não dá tempo de fazer tudo ou esse "tudo" que você quer cumprir apenas não cabe nas horas disponíveis em um dia? Talvez o problema não seja a falta de tempo, e sim, a dinâmica de autoexploração e performance. Você também está exausta? Acho que todo mundo está exausto. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a equipe do documentário A Sociedade do Cansaço: o diretor Patrick Hanser e a produtora Andrea Giusti.

  • Você acorda e, com o olho ainda semiaberto, olha palavras que formam frases no Twitter. É inacreditável que isso esteja acontecendo. Tem gente que realmente não vai se vacinar???? Talvez as notícias ocupem a tela enquanto você toma o café da manhã, ou talvez o feed do instagram sirva como seu despertador. Na sequência, o café é digerido junto com sua central de problemas particular. Afinal, como não ser a amiga que está sempre disponível, a filha que está sempre disposta, a parceira que nunca nega ajuda? A recompensa vem ao ouvir que você é generosa, que está sempre por perto, que tem o melhor dos ombros. Caramba, como ela sabe se colocar no lugar dos outros. Caramba, não são nem 9 da manhã, você já está emocionalmente exausta e lá no fundo se pergunta se uma soneca resolveria essa sensação. Sem dúvida, a empatia é das qualidades mais admiráveis e é essencial para relações saudáveis. Porém se cada um de nós carrega uma mochila emocional, cada problema do outro que se torna seu ocupa um espaço e, eventualmente, essa bagagem pode passar do limite permitido pelo corpo. Você sabe dizer qual é seu o limite? Será que já passou dele? Bom dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa sobre burnout empático com a especialista em Comunicação Não Violenta Carolina Nalon.// link para o podcast: Fala, Emancipade

  • Afirmar que a nossa saúde mental está sendo diretamente prejudicada pela relação com as redes chega a ser tão óbvio e batido que como bons brasileiros que somos já transformamos em meme. Fora dos stories ninguém está tão bem mesmo, mas não é sobre isso. Pelo menos não apenas sobre isso que vamos debater hoje. Quando falamos sobre vida ativa, saudável, fitness, como você preferir chamar, existe um enorme abismo entre o que é apresentado nas redes versus aquilo que verdadeiramente importa fora delas. E antes que pareça aqui uma revolta pessoal com as influenciadoras fitness, apesar de que poderia também ser, te trago dados da Universidade de Glasgow. Após analisar perfis com foco em dieta e condicionamento físico populares no Reino Unido, concluiu-se que oito em cada nove deles dão maus conselhos a seus seguidores. Os critérios de avaliação eram se as informações passadas por cada um deles eram transparentes, confiáveis, nutricionalmente sólidas e se possuíam referências baseadas em evidências. Fake news low carb, poderíamos dizer. Mas a consequência disso não tem nada de "low": entramos em um efeito paradoxal em que apesar de vivermos a ilusão de termos muitas escolhas, a corrida pela relevância e um algoritmo que aparenta ter uma agenda própri nos deixam com poucas opções viáveis do que acreditar. Entre jejuns de comida, detox das telas e publi shows, quem está verdadeiramente bem nos stories e fora deles? Bom Dia, Obvious! Hoje, @marcelaceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a criadora de conteúdo @jojoca ❤ Link para o podcast: Prazer, Renata

  • O Desejo nasce do vazio, nós precisamos de algo não correspondido, algo não preenchido, algo não garantido, para conseguir se manter desejante, para conseguir sustentar esse lugar. Desejo realizado é desejo morto. Precisamos do vazio pra reinaugurar desejos e isso faz a gente pulsar, faz a gente se movimentar. Muitas relações que nós vivemos, tem adrenalina, né? O jogo, o liga, não liga, meu Deus! Quando você percebe, já tá sonhando algo com aquela pessoa....mas e se você chegar no lugar do amor tranquilo, você sustenta? ou você fica entediada? nós sabemos que todo o fim é um tipo de luto, mas a fossa de um amor não vivido, é maior do que aquele que assistimos aos poucos chegando ao fim. Bom dia, obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa da obvious, conversa com a psicanalista e autora do primeiro livro do clube do livro da obvious, Copo Vazio.

  • Se a simples ideia de uma vida sem o outro faz parar o coração e sente que todas suas necessidades emocionais dependem dos esforços desse par, estamos encarando sintomas de dependência emocional. Há quem diga inclusive que o maior problema dos relacionamentos é que não podemos ser vulneráveis e realmente nós mesmas até que esse medo de perder o outro tenha desaparecido. Claro, a ideia de um término pode sim vir acompanhada de tristeza, mas o que estamos falando aqui é a visão de que se o outro deixar de existir, a sua vida deixará de fazer sentido. A dependência emocional é também um prato cheio para cair em chantagens emocionais que podem nos fazer acreditar que nunca mais seremos amadas. O fantasma da solidão assombra tanto que podemos até esquecer que existia uma vida antes daquela relação. Como disse a gigante Nina Simone, "você tem de aprender a sair da mesa quando o amor já não está sendo servido". Mas como perceber que o amor migrou de um lugar saudável para um formato de dependência? O medo do abandono é um dos grandes fatores aqui? Como se libertar e, uma vez liberta, como tomar coragem e ter esperança para ter uma nova relação saudável? Aprender a encontrar forças para nos mantermos em pé sozinhas, bem como a plenitude dentro de nós, independente de uma outra pessoa, é um dos atos mais importantes e corajosos que podemos fazer por nós mesmas. Talvez o grande passo que devemos dar aqui seja nos tornarmos a pessoa que desejamos que o outro seja para nós. Bom Dia, Obvious, eu sou Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, e hoje converso com a comunicadora Dandara Pagu.

  • Você já ouviu o absurdo de que se você se masturbar, vai crescer cabelo nas palmas das mãos? Ou que vai dar espinhas, e até cegueira? Desde muito novas, muitas de nós somos ensinadas a não nos tocarmos. "Tira a mão daí, menina!". Existe ainda muita vergonha e culpa associada a conhecer o próprio corpo, seja por questões religiosas ou por repressões sociais. Mas essa mesma sociedade trata a masturbação masculina com naturalidade: desde educação formal, pela mídia e até pela cultura pop. Inclusive, pode ter até tom cômico quando entra uma torta americana em cena. Enquanto isso, o prazer feminino raramente é reconhecido e representado fora uma possível atração hipersexualizada voltada para olhares masculinos. Afinal, a masturbação feminina é um dos últimos tabus reais em nossa sociedade? Mesmo aquelas que já se sentem confortáveis, podem encontrar obstáculos no meio do caminho: se masturbar estando em uma relação, é traição? Se eu comprar um vibrador, vou mexer com a autoestima do meu parceiro ou parceira? Vamos combinar que beira o irracional pensar que o outro seria um mágico capaz de satisfazer absolutamente todas as nossas necessidades sexuais em todos os momentos da vida. Se tocar, além de ser um desejo natural, é uma bela maneira de amar e de honrar a si mesma. Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a Terapeuta sexual Lua Menezes

  • Procrastinação não é preguiça, é medo. Chame pelo nome certo e se perdoe de uma vez por todas. A frase da escritora Julia Cameron é firme e decisiva se queremos entender por que tantas vezes trocamos resolver tarefas importantes por passar horas no tik tok, vendo vídeos no youtube e até arrumando a geladeira enquanto os prazos se tornam mais apertados. Também explica a dor agoniante de conseguir dar o pontapé inicial de uma tarefa que no fundo mexe com a nossa insegurança: e se der errado? E se eu não for a pessoa certa pra essa função? O 'deixar pra depois' muitas vezes tem menos a ver com organização de tempo e mais sobre gerenciamento de emoções. Quando procrastinamos, evitamos os sentimentos desagradáveis ​​que acompanham a tarefa em mãos. A procrastinação está enraizada no medo - do fracasso, do sucesso ou de não ser perfeito - e o medo, como sabemos bem, é uma emoção poderosa. Mas como controlar a ansiedade quando somos pressionados a fazer coisas que nos deixam desconfortáveis? Como enfrentar nossas emoções e abandonar soluções temporárias que acabam nos atrapalhando no longo prazo? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a psicóloga Catherine Rosas.

  • Dieta, no significado original da palavra, tem origem do grego "díaite", que significa "modo de vida". Mas ao longo dos anos o que deveria ser um estilo de vida, virou sinônimo de restrição e para muitas também de frustração. Primeiro porque não raras vezes o desejo de mudar algo no corpo é o início de uma longa batalha contra ele e de quedas nas armadilhas pesadas da cultura da dieta. Segundo porque, apesar de promover resultados a curto prazo, está comprovado que 95% das pessoas voltam ao peso anterior ou superior em um período de até cinco anos e, para piorar, mesmo entre aqueles que foram bem-sucedidos porque não recuperaram o peso, muitos desenvolvem transtorno alimentar. O terrorismo nutricional e a obsessão com a magreza esconde que o equilíbrio do corpo vai muito além de calorias ou IMC. É sobre fazer as pazes com a comida, com o corpo e não permitir que a vida gire em torno do que vamos comer. Dividindo a provocação que a minha convidada traz no livro, "Os 7 Pilares da Saúde Alimentar", quem você acha que tem a saúde em equilíbrio: uma pessoa com diabetes controlada que sai com os amigos, convive em família, namora, trabalha ou aquela que não tem nenhuma patologia mas deixa de viver momentos importantes como aniversários, jantares, porque está obcecada por "comer saudável"? Mas se mesmo consciente de tudo isso, você deseja estar mais magra, existe um caminho realmente saudável? Bom Dia, Obvious. Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, recebe Dr Sophie Deram, nutricionista e autora do best seller "O Peso das Dietas".

  • Pode ser cheirando produto de limpeza no supermercado, pagando seus boletos ou assinando o contrato de aluguel. A primeira voz interna "virei adulta?" a gente nunca esquece. O questionamento ao final da frase provavelmente é resultado da crença de que conquistas específicas estariam atreladas a essa fase da vida: casar, ter filhos, conquistar sua casa própria, tudo antes dos 30, que é quando também nos ensinaram que já estaríamos "velhas" para tantas outras coisas. "Porque na sua idade eu já tinha filhos, meu apartamento e uma vida estável", a frase clássica das gerações mais velhas para destruir nossa auto estima ou apenas alimentar com violência nossa ansiedade. Mas será que estamos vivendo uma síndrome do peter pan coletiva ou os marcos da vida adulta apenas não são mais desejos universais? Se vivemos tantos ciclos diferentes, como vamos respeitá-los se os tempos da vida ficaram categorizados de maneira tão simplista quanto "criança - adolescente - adulto - velho"? Será que não podemos apenas deixar de lado esses números que identificam os tempos e apenas viver o agora em paz? Bom Dia, Obvious, eu sou Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious e hoje converso com a artista e comunicadora Yedda Affini.

  • Se o português do Brasil é ouro em criar gírias e memes, o inglês é prata na criação de termos que resumem aquilo que precisamos de várias palavras para explicar. Trainwreck, termo que vem sendo utilizado para definir mulheres como Whitney Houston, Amy Winehouse e até Britney Spears, é um desses. Por definição, trainwreck é o trem que sai dos trilhos, causando um desastre que exerce um fascínio peculiar para os observadores. Nessa analogia, é sobre as mulheres que saíram dos trilhos que a sociedade impôs a elas e o desastre é a punição pública por isso, deixando claro qual jogo estamos jogando e quais são as regras. Anitta, te colocamos nos trilhos de gostosa, como ousa ser inteligente? Juliette, te colocamos nos trilhos de vítima, como ousa ser uma cantora de sucesso? Se observarmos algumas das mulheres consideradas mais complicadas e consequentemente mais injustiçadas da história, veremos que elas foram consideradas pouco merecedoras, muito ofensivas, muito sexuais, muito emocionais, muito metidas ou simplesmente malucas. Vivemos em uma sociedade em que não odiamos ‘mulheres de sucesso’. Odiamos mulheres, ponto final - só que, quanto mais visível uma mulher se torna, mais atraente ela se torna como um potencial alvo de agressão. Por isso não são só esses nomes gigantes que passam por isso: são todas aquelas que atingem algum nível de visibilidade no seu campo de atuação. Então, uma vez ciente disso, como manter saudável a balança da autocrítica versus "não me importo com o que os outros pensam"? Como separar opiniões externas de discurso de ódio para que o segundo não destrua a nossa espontaneidade? Posso abraçar a Luísa Sonza? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious, conversa com a futurologista, criadora e comunicóloga Clara Fagundes.

  • Você sente uma pontada no estômago só de pensar em abordar um assunto complicado com uma amiga? E aqueeeela DR, te dá um nó na garganta que dá vontade de deixar tudo como está - mesmo que esteja ruim? Não te culpo. Conversas difíceis, ou como quero chamar a partir de hoje, conversas corajosas, não são divertidas. Mas a falta de prazer não anula a importância de aprender a lidar com confrontos de uma maneira saudável. Engolir sentimentospode transformá-los em ressentimentos que, quando mal resolvidos, se tornam culpa, raiva, projeção e, não poucas vezes, até em doenças relacionadas ao estresse. Assustador, né? Ainda no tópico saúde, conversas difíceis para a maioria das mulheres são aquelas que ainda são consideradas tabus: libido, prazer, educação sexual. A consequência da falta de diálogo aqui consegue ser pior que ressentimento: a gravidez precoce é um fator propagador de pobreza para as gerações seguintes. Segundo dados da Fundação Abrinq, quase 30% das mães adolescentes, com até 19 anos, não concluíram o ensino fundamental, ou seja, estudaram menos de sete anos. Se o contrário de medo não é coragem, e sim, liberdade, o que está faltando para abrirmos diálogos que libertem as mulheres? Bom Dia, Obvious! Hoje, Marcela Ceribelli, CEO e diretora criativa na Obvious conversa com a atriz Alice Wegmann.

  • Nosso terceiro episódio da série é sobre a liberdade que conquistamos quando estamos em paz com a nossa autoestima. Abro logo com um alerta importante: dificilmente esse processo, em uma sociedade como a nossa, vai ser linear. Encontrar harmonia com a auto-estima não é se amar absolutamente todos os dias. É sobre conseguir se tratar com carinho e, quando surgir um sentimento ruim sobre o seu corpo, observar o sentimento, não criar outros pensamentos que servem como lenha nessa fogueira. Agora, se todas estão tão preocupadas com a própria aparência, quem mesmo está se importando com a dos outros? Um vortex difícil de desembaralhar mas uma coisa é certa: quando nos libertamos da ideia de que os outros estão nos julgando o tempo todo ou que a opinião alheia deve servir como bússola, firmamos um acordo, que mesmo entre altos e baixos, é de amizade com nossos corpos. Bom Dia, obvious! Hoje, Marcela ceribelli, CEO e diretora criativa na obvious, conversa com a influenciadora e estudante de nutrição, Mariana Goldfarb.