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  • Com a ascensão do nazismo na Europa, pessoas LGBTQIA+ passaram a ser perseguidas de forma sistemática. Apesar disso, essa é uma dimensão menos conhecida da história no contexto do Holocausto. Por quê? Visando o resgate dessa narrativas silenciadas, o Museu do Holocausto de Curitiba realizou, no último dia 23, a visita temática “Além do Silêncio: existências LGBTQIA+ durante o Holocausto”. Para aprofundar o tema e nos contar como foi o processo de pesquisa para essa visita, convidamos o Michel Ehrlich, que é historiador, educador e coordenador de História do Museu do Holocausto de Curitiba.

  • Estados Unidos e Irã assinaram na semana passada um memorando. O documento previa a paralisação imediata dos ataques entre Israel e Irã e também entre Israel e Hezbollah. Entre outros termos, a negociação diz que o Irã não pode comprar armas nucleares, mas não esclarece como fica o enriquecimento de urânio no país. Em contra-partida, os iranianos, reabriram o Estreito de Ormuz. O documento fala sobre Israel, mas a negociação em si não teve israelenses.

    É consenso entre os analistas de que o memorando fortalece o Irã e enfraquece Israel. Como fica a situação da relação entre Estados Unidos e Israel com Donald Trump escanteando Benjamin Netanyahu das negociações? A partir da assinatura, os países têm 60 dias para entrar em um acordo definitivo. Quais as tendências para o futuro? Pra conversar com a gente hoje, recebemos o jornalista Henrique Cymerman, que cobre o Oriente Médio há mais de três décadas.

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  • Faz anos que a sociedade israelense vive um dilema em relação a convocação dos ultraortodoxos para o Exército. Teoricamente, o serviço militar em Israel é obrigatório. Mas, na fundação do Estado, o então primeiro-ministro David Ben Gurion permitiu que jovens ultraortodoxos ficassem de fora do Exército. Mas, na época, eram cerca de 400 jovens. Esse panorama mudou muito após 78 anos. Os ultraortodoxos já são milhares. E a isenção do serviço militar causa grande desconforto em Israel. Mas será que faz sentido que esses jovens sejam incorporados ao exército israelense? E se não forem, como fica o número de soldados? São muitas perguntas, poucas respostas, mas dilemas importantes de serem encarados.

    Nosso convidado é Eitan Gottfried, cientista político e primeiro sargento (res.) da unidade dos Paraquedistas do Exército de Israel. Desde o 7 de Outubro ja serviu mais de 300 dias, incluindo a batalha no Kibutz Kfar Aza, e operações dentro da faixa de Gaza e Libano. Mora em Israel há quase 11 anos e trabalha no Israel Democracy Institute, um instituto de pesquisa que tem como objetivo proteger o caráter judaico e democratico de Israel através de pesquisa aplicada e políticas públicas baseadas em dados.

  • Ao longo dos últimos anos, a palavra “representatividade” passou a ocupar um espaço maior no nosso dia a dia. Basicamente, é o conceito que fala sobre presença e visibilidade de diferentes grupos sociais na comunicação. E no audiovisual, como é ser judeu ou criar personagens judeus? Há algum tipo de resistência a essas figuras? E o que significa ser judeu hoje no meio da cultura? Nossa convidada é Iafa Britz, produtora de cinema, sócia da Migdal Filmes, psicóloga e uma autêntica iídiche mame! Bem-vinda.

  • Quando Israel e Hezbollah aceitaram um cessar-fogo, muita gente imaginou que a guerra na fronteira entre Israel e Líbano finalmente havia chegado ao fim. Mas os últimos acontecimentos mostram uma realidade diferente. Ataques de drones continuam acontecendo, tropas israelenses avançaram para novas posições no sul do Líbano e o governo de Benjamin Netanyahu afirma que está ampliando uma zona de segurança para proteger as comunidades do norte de Israel.

    Ao mesmo tempo, o Hezbollah continua presente na região, acusa Israel de violar o acordo e mantém sua capacidade de atacar o território israelense. Afinal, esse cessar-fogo existe apenas no papel? O que está acontecendo na fronteira norte de Israel? E quais os riscos de uma nova escalada regional? Nosso convidado de hoje é Henry Galsky, brasileiro que vive em Israel, jornalista, correspondente da CNN Portugal e editor do portal Israel de Fato.

  • Na semana passada, um vídeo de apenas 56 segundos movimentou o mundo diplomático e fez Israel estampar manchetes por todo o mundo. As imagens mostravam um político israelense humilhando ativistas de uma flotilha, que buscava furar o bloqueio de Israel à Faixa de Gaza. Hoje, nós vamos te contar aqui a história desse político.As imagens publicadas nas redes dele geraram choque em todo mundo, mas só surpreende quem não conhece a história dele. Nesse episódio um pouco diferente, a gente vai te apresentar Itamar Ben Gvir pra além do nome e do cargo, contar uma história que começa há 31 anos e discutir por que ele é um personagem bastante representativo sobre o momento político de Israel.

  • Recentemente, aqui no podcast, falamos das eleições em Israel, que devem acontecer em outubro. No mesmo mês, acontece a eleição aqui no Brasil. Neste ano, votaremos para presidente, governador, deputado federal, estadual e dois senadores. Não é incomum que Israel apareça como tema eleitoral - ou eleitoreiro. Mas será que Israel e os judeus são assuntos que realmente têm impacto na votação que define o futuro político do país? Nosso convidado é Bernardo Sorj, Professor titular de sociologia da UFRJ, conselheiro do IBI e diretor da plataforma democrática da fundação Fernando Henrique Cardoso.

  • A prisão do ativista brasileiro Thiago Ávila em Israel gerou forte repercussão, mobilizou o governo brasileiro e reacendeu as discussões sobre os limites do ativismo internacional, o direito de Israel de interceptar embarcações e a disputa de narrativas em torno do conflito.Para entender esse episódio, é preciso olhar para o contexto mais amplo: o bloqueio imposto à Faixa de Gaza, as tentativas de rompê-lo por flotilhas humanitárias e as diferentes interpretações jurídicas e políticas sobre esse tipo de ação. Afinal, o que diz o direito internacional sobre o bloqueio e sobre essas embarcações? E como interpretar a escalada política e jurídica em torno desse tema nos últimos anos? Nosso convidado é João Paulo Charleaux, jornalista, escritor e analista político. Autor de "As Regras da Guerra”.

  • As eleições em Israel devem acontecer em outubro, mas a corrida eleitoral já começou. Novas alianças movimentam o tabuleiro, enquanto o governo de Benjamin Netanyahu se mexe para, de alguma forma, manter-se no poder.

    Em Israel, a população vota em listas de partidos. O número 1 de cada lista é o candidato à primeiro-ministro. Mas só é possível formar o governo se houver um acordo, se o vencedor formar uma coalizão que some ao menos 61 cadeiras, o que dá maioria no parlamento. Ou seja, não necessariamente o vencedor conseguirá formar coalizão. Pra falar sobre esse tema, nosso convidado é João Miragaya, mestre em história pela universidade de Tel Aviv, apresentador do podcast “Do lado esquerdo do muro” e assessor do IBI.

  • No cenário legislativo brasileiro, o antissemitismo está em pauta. Houve uma sequência importante de fatos nos últimos tempos: o Brasil deixou a Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Depois, a deputada Tabata Amaral apresentou um projeto de lei que define o antissemitismo. e mais recentemente, houve um seminário em Brasília para debater o tema. E esse cenário é o nosso assunto hoje. Nosso convidado é Fernando Lottenberg, advogado, Comissário da Organização dos Estados Americanos para o monitoramento e combate ao antissemitismo, e conselheiro do IBI.

  • No dia em que esse episódio vai ao ar, 22 de abril, o calendário gregoriano lembra Iom Haatzmaut, ou seja, o Dia da Independência de Israel. Nesta data em que celebramos os 78 anos da independência de Israel, entendemos que é importante fazer um questionamento: faz sentido ser sionista hoje?

  • Era véspera do feriado judaico de Pessach. O plano dos nazistas era, em poucos dias, acabar com o que restava do Gueto de Varsóvia. Mas encontraram uma resistência inesperada. Jovens, em especial de movimentos juvenis, decidiram se organizar e, armados, resistiram o quanto puderam. Durou um mês. E este se tornou, para sempre, o grande símbolo de resistência judaica durante o Holocausto .

    Dia 19 de abril é o dia em que lembramos o Levante do Gueto de Varsóvia, quando a revolta começou, no ano de 1943, no calendário gregoriano. No calendário judaico, é também esta a data que inspira do Iom Hashoá. E é sobre a relevância deste evento histórico que vamos conversar. Nossa convidada é Thais Lancman, que é escritora, mestre em Literatura Judaica pela USP e doutora em Literatura Comparada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. E pra sempre uma bogeret do Habonim Dror

  • Uma série de episódios antissemitas em todo o mundo fazem com que os judeus entrem em estado de alerta. Sinagogas foram incendiadas na Europa e até ambulâncias de serviços voluntários da comunidade judaica foram alvo. No Brasil, episódios começam a aparecer: no Rio de Janeiro, o dono de um estabelecimento foi acusado de dizer que não queria que judeus frequentassem o local.

    A cada novo episódio, seja onde for, de Bondi Beach, na Austrália, ao Rio de Janeiro, cresce o medo de judeus de exporem como judeus. Hoje, nossa conversa é sobre isso. E convidamos Lia Vainer Schucman, psicóloga e pesquisadora de relações étnico raciais.

  • A situação na Cisjordânia é grave e tem chamado atenção no mundo inteiro. Líderes de comunidade judaica da diáspora endereçaram uma carta ao presidente de Israel, Isaac Herzog, pedindo que ele tome ações para acabar com a violência de colonos judeus contra palestinos.

    Qual a situação na Jordânia hoje? Algo está sendo feito de fato para mudar este cenário? E como a violência contra os palestinos pode afetar também Israel? Nosso convidado é Marcos Gorinstein, apresentador do podcast “Do lado esquerdo do muro”.

  • Nas últimas semanas, muita gente falou sobre Itacaré, no litoral sul da Bahia. A cidade virou assunto por ser destino de muitos israelenses. É comum que, ao terminar o serviço militar obrigatório, jovens de Israel viagem pelo mundo. O Brasil é destino comum e, especificamente, Itacaré está entre os preferidos. A onda antissionista, majoritariamente de fora da cidade, fez de Itacaré palco de uma manifestação contra os israelenses.Quando as notícias chegam pelas redes sociais, parece que havia uma revolta geral em Itacaré pela presença dos israelenses. Mas será que era isso mesmo? Em vez de ficar se baseando só nas redes, o IBI foi a Itacaré. Ou melhor, o nosso querido João Torquato foi até lá. E hoje ele participa aqui com a gente pra contar o que ele viu, ouviu e sentiu em Itacaré.

  • Como lidamos com a morte? Como seguimos vivendo com aqueles que já se foram, com suas histórias, suas ausências e aquilo que deixaram em nós? Essa é a pergunta que atravessa Viver com nossos mortos, livro da rabina reformista francesa Delphine Horvilleur, em que entrelaça experiências de luto com referências bíblicas, tradições judaicas e humor. O livro se tornou um fenômeno editorial na França, com mais de 250 mil exemplares vendidos, e foi descrito pelo jornal Le Monde como “um poderoso hino à vida”.

    Inspirada nesse universo, a série A Rabina cria uma personagem ficcional, a jovem rabina Léa, e acompanha os encontros com pessoas que a procuram em momentos de crise, perda ou dúvida. Entre histórias de luto, conflitos familiares e heranças difíceis de carregar, a série acaba tocando em temas como memória, a transmissão e a forma como seguimos vivendo com nossos mortos. Nossa convidada hoje é a Ilana Feldman, professora adjunta da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura da mesma instituição. Possui pós-doutorado em Meios e Processos Audiovisuais pela Universidade de São Paulo (USP) e pós-doutorado em Teoria Literária pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). É doutora em comunicação pela USP, com passagem pelo Departamento de Filosofia, Artes e Estética da Universidade Paris 8.

  • A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã abriu uma nova fase de instabilidade no Oriente Médio. Desde o final de fevereiro, ataques militares, ameaças de escalada regional e disputas estratégicas entre potências voltaram a colocar a região no centro da política internacional. Mas como acontece com frequência no Oriente Médio, guerras entre Estados também acabam reativando conflitos históricos que atravessam fronteiras nacionais. Um desses conflitos é a chamada questão curda. Espalhados por países como Turquia, Iraque, Síria e Irã, os curdos formam um dos maiores povos do mundo sem um Estado próprio.A questão curda atravessa toda a história política do Oriente Médio moderno.

    Ao longo do último século, os curdos estiveram envolvidos em diferentes conflitos regionais e também em alianças estratégicas com potências externas. Agora, com a guerra envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel, volta a surgir a pergunta: até que ponto os movimentos curdos podem influenciar os rumos desse conflito? E quais seriam as consequências regionais de uma mobilização curda nesse momento? Para conversar sobre tudo isso com a gente, recebemos hoje Monique Sochaczewski, doutora em História, Política e Bens Culturais, professora do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e Cofundadora e Pesquisadora Sênior do Grupo de Estudos e Pesquisa sobre o Oriente Médio (GEPOM).

  • No dia 28 de janeiro, Israel e os Estados Unidos realizaram ataques coordenados contra alvos estratégicos no território do Irã. Segundo o governo de Israel, o objetivo era atingir estruturas militares e capacidades consideradas ameaças diretas à segurança israelense. A resposta iraniana veio pouco tempo depois, com o lançamento de mísseis e drones que atingiram não apenas alvos militares, mas também áreas civis em Israel. O confronto, que já vinha se desenhando há anos, entrou novamente em uma fase aberta e direta. Não estamos falando de uma ação pontual. Estamos falando de dois Estados que já haviam cruzado linhas vermelhas no passado recente e que agora voltam a testar os limites da dissuasão.Essa nova escalada reacende uma pergunta central: até onde esse confronto pode ir?

    O Irã sustenta uma rede de aliados armados na região, como o Hezbollah, enquanto Israel afirma que não aceitará a consolidação de ameaças estratégicas em suas fronteiras. Para entender o que está acontecendo agora, quais são os riscos de ampliação desse conflito e como a sociedade israelense está vivendo esse momento, recebemos hoje a jornalista e correspondente do IBI em Israel, Daniela Kresch.

  • No dia 28 de janeiro, o governo Lula realizou uma reunião com diversos representantes da comunidade judaica para discutir o combate ao antissemitismo no Brasil. Por parte da sociedade civil, estiveram presentes instituições, figuras e nomes relevantes, entre eles, o Instituto Brasil-Israel. Por parte do governo, estiveram o vice-presidente, Geraldo Alckmin - que estava no exercício da presidência na ocasião, a ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, da Gestão, Esther Duek, e a ministra substituta das Relações Exteriores, Maria Laura. Por que essa reunião aconteceu? Qual era o objetivo? O que pode mudar depois desse diálogo?Além da reunião, a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, esteve em São Paulo e visitou instituições judaicas como o Memorial do Holocausto e a Casa do Povo. Para saber mais sobre essa ponte de diálogo, a gente conversa com uma parte fundamental deste processo: Clara Ant, chefe da Assessoria Especial de Apoio ao Processo Decisório da Presidência da República.

  • O caso Jeffrey Epstein voltou ao centro do debate público depois da divulgação de novos documentos ligados à sua rede de contatos. O que deveria ser uma discussão sobre abuso de poder, impunidade e responsabilidade institucional rapidamente se transformou em algo maior. No Brasil, o sociólogo Jessé Souza publicou um vídeo associando o caso a um suposto “lobby judaico” e ao sionismo, ampliando o escândalo para uma narrativa de controle global. A repercussão foi imediata, e revelou algo que vai além de um episódio isolado: o retorno de velhas teorias conspiratórias com nova linguagem. O que está em jogo quando um crime real vira combustível para o antissemitismo?

    O caso Epstein envolve vítimas reais, redes de poder reais e falhas institucionais que precisam ser investigadas com seriedade. Mas o que estamos vendo agora é um deslocamento preocupante: o escândalo passa a ser usado como prova de uma suposta conspiração judaica global, às vezes explicitamente, às vezes sob o rótulo de “sionismo” ou “elite financeira internacional”. Esse tipo de narrativa não nasce em um campo político específico. Ele aparece tanto em setores da extrema-direita, que reciclam mitos clássicos sobre controle judaico do mundo, quanto em setores da esquerda, que revestem a mesma estrutura conspiratória com linguagem anti-imperialista ou antissionista. Em comum, está a lógica de transformar indivíduos em símbolos e símbolos em explicações totalizantes. Para entender como esse mecanismo funciona, e por que ele reaparece com tanta força em momentos de crise institucional, convidamos Daniel Feldmann, professor da Universidade Federal de São Paulo.