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    Há coisas que só se dizem a rir. Não porque sejam ligeiras, mas porque são pesadas demais para caber noutra língua. O humor pode ser linguagem de afeto, ferramenta de aproximação, ou a única forma de enfrentar o que mais pesa. Nesta conversa, Eduardo Madeira falou da cadência que separa o riso da dor, da persona pública que se despede quando se fazem cinquenta anos, e de uma cisterna emocional que, admitiu em direto, está prestes a transbordar.
    Destaques desta conversa:

    O comediante como ornitólogo das pessoas e do comportamento humano
    O que faz uma piada funcionar: cadência, silêncio e o momento certo
    Aos 50 anos, a decisão de despedir a persona pública e contar as histórias verdadeiras
    A distinção entre o Eduardo público e o Eduardo real: "tudo o resto és tu a funcionar perante o outro"
    O ego do artista: dos píncaros do palco ao camarim vazio
    A cisterna emocional cheia, prestes a transbordar
    Rir da morte do irmão e do pai que faleceu na noite da estreia
    A ironia que se perde e o que a linguagem perde com ela
    O pior veneno: hesitar antes de dizer a piada inconveniente
    Depois do riso vem a cova

    "Quando te ris da morte, estás a desafiá-la. Estás a dizer-lhe que ela não te paralisa."
    ๐Ÿ”— Episódio · https://www.perguntasimples.com/para-que-serve-o-humor-quando-a-vida-doi-eduardo-madeira

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    Há palavras que ficam. Uma frase de uma série, uma linha de diálogo que aparece na nossa conversa semanas depois, como se fosse nossa. Alguém escreveu aquilo. Neste episódio, esse alguém tem nome: Henrique Cardoso Dias, o argumentista por trás do Pôr do Sol e do Sr. Engenheiro. Uma conversa sobre o que trinta anos a construir linguagens para outros usarem ensinam sobre a forma como as pessoas comunicam.
    Destaques desta conversa:
    Por que razão a invisibilidade dos guionistas tem uma parte bonita e uma parte injusta
    O que é que a formação em Direito fez ao escritor: "Em Direito aprendemos a medir as palavras. Na comédia aprendemos a fazê-las tropeçar"
    Como o Pôr do Sol foi feito: "Tentámos fazer bem para mostrar o absurdo. Ao contrário do que seria fazer mal à partida"
    Por que razão o clichê é "uma memória coletiva em repeat que perdeu o sentido"
    O contrário do humor não é a seriedade, é a solenidade, e o que isso diz sobre o poder
    A liberdade de expressão protege a pessoa, não a opinião
    A decisão autoral de parar o Pôr do Sol: "Prefiro que nos perguntem porque é que parámos"
    O que "alegadamente" diz sobre a relação dos portugueses com o poder
    A criatividade como irresponsabilidade deliberada
    "Em Direito aprendemos a medir as palavras. Na comédia aprendemos a fazê-las tropeçar."
    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/como-se-escreve-para-outros-dizerem-henrique-dias/
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    Há um adolescente de catorze anos que, numa aula de cidadania, disse que o amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas. Não era um miúdo sem amor. Era um miúdo que cresceu dentro de um conflito parental — e que aprendeu, pelo que viu e ouviu em casa, que o compromisso não vale a pena. Rute Agulhas conta esta história com a naturalidade de quem a ouviu muitas vezes. E é aí que esta conversa se torna diferente de tudo o que se diz habitualmente sobre psicologia, violência e infância.
    Destaques desta conversa:
    A carapaça que a profissão obriga a construir — e o preço que se paga em casa
    O conflito de lealdade nas crianças de pais divorciados — a criança que só consegue ser ela própria depois de virar a esquina
    "O meu pai separou-se de nós" — como as crianças processam o que os adultos lhes comunicam sem querer
    Como se ouve uma criança que não fala — fantoches, chão, paciência e o sapo que contava o que ela não conseguia dizer
    "Não tem escrito na testa" — a desconstrução do estereótipo do agressor
    Trabalhar com agressores — porque a prisão não resolve e o que isso significa
    A violência emocional e sexual dentro das relações que ainda não é reconhecida como violência
    O humor negro como estratégia de sobrevivência — os narizes de palhaço na secretária
    As cenouras — a imagem de um abuso que ficou para a vida
    "O amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas."
    — um adolescente de 14 anos, citado por Rute Agulhas
    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/o-que-as-criancas-ouvem-quando-pensas-que-nao-ouvem-rute-agulhas/
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    Há uma diferença entre humor e sarcasmo que a maior parte das pessoas nunca pensou até alguém a formular em voz alta. O humor é uma forma de ver o mundo. O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada. É uma das muitas ideias desta conversa que ficam a ecoar muito depois de terminada.
    Destaques desta conversa:

    O que significa ser um optimista informado — e porque é que qualquer outra coisa não funciona
    A diferença entre humor e sarcasmo — e o que isso revela sobre o tempo em que vivemos
    A casta intelectual que desdém as redes sociais — e o que isso diz sobre quem tem direito a ter opinião
    A história do avô preso pela PIDE e do bairro que o denunciou — e depois protegeu a família
    Como a inteligência artificial está a apagar a luz interior — e porque o pobre deve desconfiar de tudo o que é grátis
    As cadeiras da treta — português, música, desenho — e porque são as únicas que ensinam a viver
    O que o Clube dos Poetas Mortos com o Diogo Infante tem a dizer sobre o essencial e o acessório
    Os preconceitos que vivem dentro de nós sem que saibamos — e o momento em que aparecem na montra
    A metáfora da moeda e o tempo feio em que vivemos
    O que é uma vida boa — e porque só se sabe quando termina


    "O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada."

    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/como-salvar-o-mundo-rui-zink/
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    Fernando Pessoa publicou em vida um único livro de poesia em português. Quarenta e quatro poemas, preparados durante quase vinte anos. O resto ficava numa arca. E o resto era quase tudo. Ricardo Belo de Morais passou os últimos anos dentro dessa arca e encontrou um retrato de Pessoa que não é celebração nem inventário — é uma interrogação sobre o que significa comunicar bem, sobre o preço de uma vida entregue à obra, e sobre quantas pessoas consegue uma pessoa ser ao mesmo tempo.
    Destaques desta conversa:

    A Arca de Fernando Pessoa foi vendida em 2008 para um colecionador privado que ainda hoje ninguém sabe quem é
    O perfeccionismo como comunicação: Pessoa só publicava o que considerava 200% perfeito; o resto ficava guardado
    O derrotado-resistente: "Até nos meus exércitos sonhados sofreram derrotas, até em sonhos"
    Pessoa antecipou a narrativa publicitária e as relações públicas décadas antes de existirem como conceitos
    Os apócrifos pessoanos: frases que nunca escreveu circulam como suas, incluindo o famoso "pedras no caminho"
    Os heterónimos como tabuleiro de xadrez: multiplicação consciente, não divisão patológica
    O fingimento como verdade: "Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente"
    Ofélia: "Culpa tem o Fernando que um dia tivesse a triste ideia de gostar de si"
    A missão monástica: a obra primeiro, tudo o resto depois, incluindo o amor e a saúde
    O Nobel: Pessoa desejava-o, tinha autoconsciência da qualidade do trabalho, e não chegou a tempo

    "Fernando Pessoa escreveu o que escreveu. Não escreveu aquilo que nós gostávamos que ele tivesse escrito."
    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/quantas-pessoas-cabem-dentro-de-uma-pessoa-ricardo-belo-morais/
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    Há uma diferença pequena entre as perguntas que acabam em ponto de interrogação e as que acabam em reticências. Uma obriga a responder. A outra dá espaço para se dizer o que já se queria dizer. Carlos Daniel faz perguntas em direto há mais de trinta anos, em momentos altos da vida do país, e nesta conversa explica como esta distinção mínima define grande parte do estado actual da comunicação pública.
    Destaques desta conversa:
    A pergunta como ofício: porque uma boa pergunta acaba em ponto de interrogação, nunca em reticências
    A lealdade do jornalista: ao público, não ao chefe nem ao patrão
    A profissionalização da resposta: eles apostam na resposta, nós apostamos na pergunta
    A agressividade certa: está no conteúdo, não no tom
    Credibilidade por acumulação: anos a construir, um instante a destruir
    A escrita oral: porque se escreve para dizer, não para ler
    O primeiro Jornal da Tarde: o dia a seguir à morte de Ayrton Senna, com vinte e quatro anos
    O peso do direto: trabalhar sem rede, com as redes a vir até nós
    Sociologia e jornalismo: a regularidade é mais relevante que o episódio
    O serviço público hoje: porque importa mais do que importou antes
    "Uma boa pergunta acaba com um ponto de interrogação, em vez de acabar com reticências."
    Episódio: https://perguntasimples.com/como-se-pergunta-bem-carlos-daniel
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  • ๐Ÿ”” Receba novos episódios ๐ŸŽง|๐Ÿ“บ https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma pergunta que raramente fazemos sobre quem fala em público. Não sobre o que diz, nem sobre como diz. Sobre quem lhe disse que podia dizer. Maria Castello Branco cresceu numa casa onde a sua voz foi tratada como algo que valia a pena ouvir. E argumenta que isso, mais do que qualquer talento ou formação, explica tudo o que veio a seguir.Destaques desta conversa:
    A voz como herança, não como talento: quem a dá, e o que acontece a quem não a recebe
    O que se perde em trinta segundos: a rapidez mediática e o custo da ideia pontiaguda
    A técnica televisiva: porque começa sempre pela conclusão, e o que isso revela sobre comunicação
    Rádio vs. televisão: o peso da imagem e a intimidade do ouvido
    O problema do racionalismo: porque a razão não chega quando o medo já chegou primeiro
    O pensamento clássico chinês: a coexistência do nada e do algo, e o que Aristóteles não consegue explicar
    Portugal e a falta de cultura cívica: Tocqueville, o bowling e o vizinho que não conhecemos
    O ego domado pelo absurdo: como se vive com o erro em público
    Os tribunais medievais de animais: e o que o Descartes matou quando criou o sujeito moderno
    "O maior privilégio de todos é sentir que a minha voz importa."๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/falar-em-publico-e-um-privilegio-maria-castello-branco/
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  • ๐Ÿ”” Receba novos episódios ๐ŸŽง|๐Ÿ“บ https://perguntasimples.com/subscrever/
    João Maria Jonet é analista, comentador televisivo, estudioso das eleições americanas e vereador eleito em Cascais. Viveu a linguagem do poder de todos os lados — como quem estuda, como quem explica, como quem prepara candidatos e como quem se candidata. Nesta conversa fala sobre o degrau entre quem governa e quem é governado, sobre o que as palavras fazem quando servem para proteger quem as diz em vez de chegar a quem as ouve — e sobre o que se perde quando se entra no sistema que se criticava.
    Neste episódio:

    "As coisas difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem"
    O político treinado a não se comprometer — e que deixou de saber o que pensa
    A omissão estratégica: não mentir, mas não dizer tudo
    Trump como comunicador — o que percebeu antes de toda a gente
    As redes sociais e o que fizeram ao pensamento de quem as praticou
    O dado que muda tudo: quanto mais informação, melhor a decisão — por 30 pontos
    "Não sou isento — vocês é que concordam comigo"
    Contribuíste para o problema que dizes querer resolver?

    "As coisas que são difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem."

    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/quem-decide-o-que-mereces-perceber-joao-maria-jonet/
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    Tânia Laranjo é repórter há trinta anos. Chegou à televisão quando lhe disseram que não tinha figura nem voz para o ecrã. Ficou na mesma. Hoje é um dos rostos mais reconhecidos do jornalismo português, não porque aparece, mas porque vai. Aos incêndios, aos temporais, aos tribunais, às aldeias que ninguém visita. Nesta conversa falámos sobre o que se perde quando o jornalismo deixa de sair à rua e sobre o que ainda sobra quando alguém decide ir à janela.

    Neste episódio:

    O jornalismo que se aburguesou e o que se perde quando ninguém chega primeiro
    Ser a primeira a chegar e porque isso define a qualidade do que se conta
    O incêndio em Gramassa e a decisão de sair do papel de jornalista
    As fontes como relações sagradas e a única razão para quebrá-las
    O segredo de justiça contra o interesse público e o processo que ganhou no Tribunal Europeu
    A entrevista de 45 minutos ao Presidente Marcelo durante o temporal
    O que é uma boa pergunta e porque é sempre simples
    A filha que quis ser jornalista apesar de tudo
    "O jornalista tem que ir à janela e dizer se está a chover ou se está a sol. Não serve para fazer perguntas, serve para dar respostas."

    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/para-que-serve-um-jornalista-tania-laranjo/ ๐ŸŽฆ YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1 ๐ŸŽง Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm ๐ŸŽ Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084 ๐Ÿ“บ RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples ๐ŸŒ Website: https://www.perguntasimples.com

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    Desidério Murcho é filósofo e uma das vozes mais incómodas do pensamento contemporâneo em língua portuguesa. Nesta conversa diz que a linguagem humana evoluiu principalmente para enganar, que raciocinar bem é contra-natura, e que dizer "é a minha opinião" é o pior argumento possível. Não é uma conversa tranquilizadora. É uma conversa necessária.

    **Neste episódio:**

    - **Por que razão a filosofia nasce com fake news**
    - **Como o cérebro humano evoluiu para enganar e não para raciocinar**
    - **Por que razão as opiniões não valem todas o mesmo**
    - **O que é a diferença epistémica apropriada e porque a perdemos**
    - **O experimento do mesmo vídeo visto de forma oposta por dois grupos**
    - **Por que razão dizer "não sei" é um ato de coragem**
    - **Eudaimonia: a palavra portuguesa que perdemos e devíamos ressuscitar**
    - **Por que razão "penso logo existo" é uma falácia**

    *"Nós somos pavões. Só que os pavões fazem essa coisa com as penas. Nós fazemos com o discurso."*

    ---

    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/a-tua-opiniao-vale-alguma-coisa-desiderio-murcho
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    Conceição Calhau perdeu a paciência depois de 30 anos de investigação. Não com a ciência, com o ruído. Com os influenciadores a vender dietas milagrosas, com os produtos light a aparecerem no frigorífico da filha de 12 anos, com um sistema de saúde que trata mas não previne. Nesta conversa, a professora catedrática da NOVA Medical School desmonta o paradoxo central do nosso tempo: nunca soubemos tanto sobre alimentação e nunca comemos tão mal. A resposta, diz ela, não está na falta de informação. Está na falta de condições, e no que engolimos emocionalmente antes de chegarmos ao prato.
    Destaques do episódio:

    O paradoxo — quanto mais informação, mais confusão: porque é que o conhecimento não muda comportamentos
    A filha e o TikTok — como descobriu produtos light no frigorífico e percebeu que andava distraída
    A microbiota intestinal — 3 milhões de portugueses com saúde digestiva comprometida e o jardim zoológico que não estamos a alimentar
    A adição ao açúcar — porque a fome emocional é bioquímica, não fraqueza de vontade
    "Falta de condições" — o maior determinante das escolhas alimentares é financeiro, não educacional
    A fome holandesa — como a Segunda Guerra Mundial provou que o que a mãe come programa o metabolismo do filho
    O relógio biológico — Portugal janta depois das 9 da noite e isso tem consequências que não vemos
    O novo livro — Engolir Sapos Engorda: as emoções, o stress e o metabolismo


    "Mais importante do que dizer não aos outros com culpa é dizer sim a mim próprio."

    ๐Ÿ”— Episódio: https://perguntasimples.com/quem-nos-manda-comer-mal-conceicao-calhau/
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    Júlio Isidro nunca planeou nada. Foi para a televisão porque um padre lhe disse para ir. Ficou em Portugal em abril de 1974 porque o chefe lhe disse que dava para voltar. E leu os primeiros comunicados do MFA ao microfone porque trocou um turno com um colega. Nesta conversa, uma das vozes mais reconhecidas de Portugal fala sobre comunicação, sobre a arte da metáfora sob censura, sobre o que se perde quando uma televisão apaga a sua própria memória — e sobre a pergunta que nunca ninguém lhe tinha feito.
    Destaques do episódio
    Como se constroem cem mil horas de voz — e o que isso revela sobre caráter.
    A noite de 24 para 25 de Abril no Rádio Clube Português.
    A arte da metáfora como forma de resistência à censura.
    Como descobriu António Variações num cabeleireiro.
    Porque é que o coração de um homem de televisão bate pela rádio.
    O acordo ortográfico como "o maior desacordo que se conseguiu criar."
    A felicidade como ponto de passagem — e o conceito de ser vs. ter.
    A pergunta que nunca ninguém lhe fez — e a resposta que ficou.
    Citação de Ouro
    "A arte da metáfora é dizer mais ou menos aquilo que se pode dizer, mas com vontade de dizer um bocadinho mais. E as pessoas percebem isso também."
    ๐Ÿ”— Episódio com Júlio Isidro:
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    Júlio Isidro apresenta o podcast https://podcasts.apple.com/pt/podcast/gera%C3%A7%C3%A3o-40/id1874732476

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    A história que contamos sobre nós nem sempre é nossa. Sílvia Baptista passou mais de vinte anos a ouvir o que as pessoas não conseguem dizer — e a ajudá-las a reescrever essa história com a sua própria voz. Nesta conversa, a psicanalista explica por que o sofrimento se esconde nas palavras certas, como o desejo morre quando não há falta, e por que a vulnerabilidade não se pede.
    Destaques do episódio
    — A diferença entre ter uma dor e ter uma patologia — e porque importa.
    — O que a psicanálise ouve que as outras terapias não ouvem.
    — Por que a história que contamos sobre nós pode não ser nossa.
    — A paixão como estado narcísico — e o que sobra quando passa.
    — O desejo que nasce da falta — e o que perdemos quando tudo está disponível.
    — Por que a vulnerabilidade não se pede. Constrói-se.
    — A única coisa que, na sua experiência, cura tudo.
    Citação de Ouro
    “Na psicanálise não interessa o que as pessoas estão a dizer. Interessa é o que não estão a dizer.”
    ๐Ÿ”— Episódio com Sílvia Baptista:
    https://perguntasimples.com/e-se-a-tua-dor-nao-for-tua-silvia-baptista/
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    ๐ŸŽ™๏ธ Podcast da Sílvia Baptista — Chaise Longue Não É Diã:
    https://podcasts.apple.com/pt/podcast/chaise-longue-n%C3%A3o-%C3%A9-div%C3%A3/id1649299050

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    Já sabes o que vais escolher antes de escolher. João Blumel passou vinte anos a estudar exatamente isso — e a transformar essa descoberta em espetáculo. Nesta conversa, o mentalista português explica como a linguagem molda decisões, como as microexpressões traem o que tentamos esconder, e por que a nossa mente segue caminhos muito mais previsíveis do que gostamos de admitir.
    Destaques do episódio

    A diferença entre um mentalista e um mágico — e por que importa.
    Como traçar o perfil psicológico de alguém em dois minutos.
    O que as redes sociais têm em comum com um truque de mentalismo.
    Reframing: a técnica que muda a forma como vês o que te acontece.
    Por que nunca faz truques fora do palco — e o que isso diz sobre limites.
    O espetáculo que ainda não fez e que é o seu maior objetivo.

    Citação de Ouro
    "Somos todos previsíveis. A questão é saber para quê usar isso."
    ๐Ÿ”— Episódio com João Blumel:
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    A rádio não é para as massas; é para uma pessoa de cada vez. Nesta conversa com Pedro Ribeiro, exploramos como a rádio sobrevive à era dos algoritmos através da autenticidade e da relação humana. Num tempo de ruído digital, a rádio afirma-se como uma comunidade invisível que oferece companhia e uma ligação orgânica que nenhuma máquina consegue replicar.

    Destaques do episódio

    A rádio como relação: por que comunicamos para um ouvinte de cada vez.

    Bastidores das Manhãs: a gestão de egos e o papel de "cola" na equipa.

    Resiliência do meio: como a rádio resiste à curadoria das Big Techs.

    O fator humano: a autenticidade de figuras como Nuno Markl e Cândido Costa.

    Rádio como serviço: o papel crucial da antena em momentos de crise.

    O poder do silêncio: a ferramenta mais eficaz para captar a atenção.

    Citação de Ouro
    “O megafone maior da rádio é o silêncio.”

    ๐Ÿ”— Episódio com Pedro Ribeiro:
    https://perguntasimples.com/porque-a-radio-ainda-nao-morreu-pedro-ribeiro/

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    O que comunica a música quando as palavras não chegam? Nesta conversa com Rita Redshoes, refletimos sobre criatividade, silêncio, medo e finitude. Num tempo saturado de discurso, talvez a música seja uma linguagem anterior à frase — uma forma de comunicação que vibra antes de explicar.

    Destaques do episódio
    • Como nasce uma canção: do sonho ao desassossego
    • A música como linguagem emocional e biológica
    • Criatividade como exercício de escuta
    • Medo, finitude e consciência do tempo
    • Maternidade e transformação da identidade
    • O palco como espaço de comunhão

    Citação de Ouro
    “Se nós tivéssemos mais presente que vamos morrer, se calhar vivíamos mais.”

    ๐Ÿ”— Episódio com Rita Redshoes:
    https://perguntasimples.com/comunica-musica-quando-palavras-nao-chegam-rita-redshoes

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    Quem matou o herói no futebol? Nesta conversa com Luís Cristóvão, mergulhamos no paradoxo do desporto de elite: um mundo onde a exposição total destrói a mística, os craques vivem isolados em "aquários" e a ditadura da tática ameaça sufocar a criatividade juvenil. Uma reflexão sobre a perda da dimensão humana num jogo cada vez mais formatado como espetáculo e negócio.

    Destaques do episódio

    A morte do herói no tempo do ecrã: Por que é impossível manter o mito quando vemos cada minuto da vida do atleta?

    O "atleta de aquário": O isolamento de figuras como Cristiano Ronaldo face à liberdade perdida de Eusébio.

    A cultura da zanga: Como as redes sociais e o comentário televisivo transformaram o futebol numa guerra tribal.

    Matraquilhos humanos: O perigo da formatação tática que castra a criatividade desde a infância.

    Rádio vs. Televisão: A responsabilidade de narrar a emoção e o contexto para quem não está a ver.

    O erro como espetáculo: Porque preferimos discutir a falha do árbitro em vez da beleza da jogada.

    Citação de Ouro
    “Hoje em dia é quase impossível ser herói, porque nós vemos todos os minutos que cada jogador joga na sua carreira e ninguém é herói durante toda a vida.”

    ๐Ÿ”— Episódio com Luís Cristóvão:
    https://perguntasimples.com/quem-matou-o-heroi-no-futebol-luis-cristovao

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    O conforto digital está a aproximar-nos, ou a isolar-nos? Nesta conversa com Inês Lopes Gonçalves, refletimos sobre o paradoxo da conveniência automática, a implosão silenciosa das competências sociais e a força da rádio como último reduto de humanidade num mundo cada vez mais automatizado.

    Destaques do episódio
    • A rádio como porto seguro em tempos de crise
    • A “máquina invisível” por trás da simplicidade da voz
    • O medo do “auto-tudo” e da implosão social
    • Carga mental, liberdade e condicionamento feminino
    • Honestidade em direto como forma de criar comunidade
    • O papel da escuta real num tempo de ruído permanente

    Citação de Ouro
    “Qualquer dia acho que implodimos.”

    ๐Ÿ”— Episódio com Inês Lopes Gonçalves:
    https://perguntasimples.com/o-conforto-digital-esta-a-fazer-nos-implodir-ines-lopes-goncalves

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    Num mundo acelerado, polarizado e saturado de ruído, o humor continua a ser uma forma séria de ler a realidade. Nesta conversa longa e acessível, falamos de rádio, sátira política, voz, escuta e do trabalho invisível por trás do riso.
    A partir da experiência diária na rádio pública e do palco, reflete-se sobre o humor como escape e como arma, sobre os limites da ironia num tempo de cancelamento e sobre a rádio como um dos últimos lugares onde a imaginação ainda trabalha sozinha.
    A conversa passa também pelo teatro e pela atualidade política, com os ensaios de Senhor Engenheiro — uma espécie de musical, um espetáculo satírico onde a realidade insiste em acompanhar a ficção.
    Uma conversa de serviço público sobre humor, rádio, escuta e o tempo em que vivemos.

    Temas abordados
    • Humor como leitura do presente
    • Sátira política e polarização
    • O papel da rádio na vida pública
    • Voz, silêncio e timing
    • Imitação, caricatura e criação
    • Limites do humor e cancelamento
    • Teatro, atualidade e memória coletiva
    • O palco como espelho do país

    Citação de Ouro

    “O humor hoje em dia é um escape da realidade que estamos a viver.
    E às vezes também é uma arma.”

    ๐Ÿ”— Episódio completo:
    https://perguntasimples.com/ainda-podemos-rir-de-tudo-manuel-marques

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    O que é que a inteligência artificial está a fazer à nossa mente — à atenção, à memória e à forma como nos relacionamos com os outros? Nesta conversa clara e inquietante, Miguel Oliveira ajuda a pensar o impacto psicológico da IA num tempo de aceleração, comparação permanente e delegação cognitiva.

    Fala-se de fadiga mental, ansiedade, identidade, automatismos emocionais e da tentação de usar a tecnologia como muleta para evitar o esforço de pensar. A ideia central é simples e exigente: a inteligência artificial não nos substitui — expõe aquilo que deixámos de treinar.
    • Atenção fragmentada e cansaço cognitivo
    • Delegação mental e perda de esforço
    • Ansiedade, comparação e autoimagem
    • Tecnologia como espelho psicológico
    • Responsabilidade individual no uso da IA

    Citação de Ouro
    “A tecnologia não pensa por nós — pensa onde nós deixámos de pensar.”

    ๐Ÿ”— Episódio com Miguel Oliveira:
    https://perguntasimples.com/o-que-faz-a-inteligencia-artificial-a-nossa-mente-miguel-oliveira

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