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  • Sapiens | Yuval Noah Harari

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    O livro do professor Yuval Noah Harari “Sapiens: uma breve história da humanidade” (L± tradução de Janaína Marcoantonio; 464 páginas; 45 reais) trata da trajetória do sapiens desde sua pré-história até o presente momento. Além de apresentar a história da espécie, Yuval busca interpretar os motivos por trás de tamanho sucesso e dominação. O homo sapiens conquistou o planeta e se fez soberano no mundo animal. Delineando o curso da história, provocando severas mudanças ecológicas, extinguindo espécies e hoje tornando-se senhor da sua própria biologia, seu DNA. Uma espécie pouco expressiva habitava nosso passado ancestral. Há 100 mil anos, grupos de hominídeos percorriam vastas extensões de terra em busca de alimentos, território e segurança. Muitos deles coabitavam o planeta com um hominídeo curioso: o homo sapiens. Esse hominídeo pouco expressivo vivia sua vida pacata, sem causar grandes impactos no mundo e em suas comunidades. Como muitos animais, vivia preso a sua natureza, seu programa existencial; não inovava, não quebrava regras, não transcendia sua natureza. Dentre esses hominídeos estavam o Australopithecus, Homo Habilis, Homo Erectus, Homo Neanderthalensis e outros. Nenhum deles expressivos até o momento, nem o sapiens era digno de nota. Mas por volta de 70 mil anos uma revolução provocou uma mudança severa no modo de ser de um hominídeo em particular: o homo sapiens. Essa revolução é denominada revolução cognitiva. Nesse período o sapiens começou a pensar o mundo de forma abstrata. Ele foi capaz pela primeira vez de criar histórias, ficções, mitos, religiões, etc. Essa transformação essencial, permitiu que pessoas diferentes, conectadas a partir de uma crença em comum, colaborassem entre si, a fim de um objetivo maior. Este fenômeno recebe o nome de realidade intersubjetiva. Mas antes de falar da intersubjetividade, é importante entender outros dois fenômenos: realidade objetiva e subjetiva. Um fenômeno objetivo existe independentemente da consciência humana. A gravidade, por exemplo, não é um mito. Se uma pessoa acreditar nela ou não, tanto faz, ela continua sendo algo real, objetivo. Caso uma pessoa que não acredita na gravidade pule do primeiro andar de um apartamento, vai sofrer uma queda e um grande impacto, tendo acreditado na existência da gravidade ou não. Um fenômeno subjetivo é algo que existe dependendo da consciência e das crenças do indivíduo. Um amigo imaginário é de realidade subjetiva. O fato de você conversar com um e acreditar na existência dele, não faz deste algo real. Já o fenômeno intersubjetivo é aquela realidade subjetiva, mas agora, compartilhada com diversos indivíduos. Um exemplo da nossa vida cotidiana? O dinheiro. Objetivamente ele não tem valor nenhum. Uma nota de cinquenta reais não serve para comer, mal serve para fazer fogo ou servir de calço para uma mesa bamba. Mas na consciência intersubjetiva, quando todos nós cremos no seu valor, ele passa ser real. O dinheiro é um sistema de confiança mútua. O  dinheiro é o mais universal e eficiente sistema de confiança mútua já inventado. Diferentes culturas, religiões, credos, todos têm um grande apreço por dólares, inclusive inimigos, quando se trata de dinheiro, as barreiras baixam e as pessoas conversam. Essa capacidade de criar mitos, religiões, instituições, etc., dá ao sapiens um poder muito grande de coesão social, pois há uma evolução cultural em curso durante todo o tempo. Imagine uma colméia de abelhas. Em um determinado dia as operárias se rebelam, matam a rainha e reivindicam direitos iguais, colocando em curso uma revolução do proletariado. Isso não acontece. Os animais não têm essa flexibilidade que é a grande sofisticação do sapiens. Só o sapiens tem essa capacidade de cooperação e flexibilidade. As abelhas são altamente cooperativas, mas elas não flexibilizam, não resolvem problemas, nem mudam o curso e a hierarquia de suas colméias. Com a revolução cognitiva o sapiens dá um salto e passa ser def...

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  • Homo deus | Yuval Noah Harari

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    O livro do professor Yuval Noah Harari “Homo deus: uma breve história do amanhã” (Companhia das Letras; 448 páginas; 36 reais) descreve a trajetória do homo sapiens, a conquista do planeta e sua soberania no mundo animal. O avanço da ciência promete um novo mundo e novos rumos para a espécie humana. Através da biotecnologia, inteligência artificial e novos progressos científicos, acredita-se que a espécie humana será superada. Não há dúvidas que o homo sapiens é uma espécie bem sucedida. Em um curto espaço de tempo, estima-se que por volta de 100 mil anos, o sapiens começou sua escalada no mundo animal e à conquista da terra. O período que o ser humano provoca profundas mudanças no ecossistema é denominado antropoceno. A partir desse período, o ser humano altera o meio ambiente, não somente dominando e exterminando espécies, como construindo canais, alterando cursos de rios e derrubando florestas. O grande salto do sapiens viria com sua primeira e fundamental transformação: a revolução cognitiva. Essa revolução daria uma capacidade sem precedentes para o sapiens, que em alguns milhares de anos provocaria mais duas revoluções: a agrícola e a científica. Antes da revolução cognitiva, o homo sapiens era uma espécie sem brilho. Um bando fechado, não muito expressivo, e sem toda inteligência social que hoje é sua marca fundamental. A revolução cognitiva vai legar ao sapiens a capacidade de abstração, de criar mitos, histórias, ideologias, instituições, etc. O sapiens não dominou o planeta porque é mais esperto ou mais ágil que outros animais, e sim porque é a única espécie capaz de cooperação flexível e em grande escala. E essa cooperação flexível é resultado de uma estrutura intersubjetiva como a família, o bando, os clãs, o imperador, etc. A partir do momento que o sapiens pôde conviver com outros sapiens estranhos, por uma conexão intersubjetiva como leis, código moral, punições, etc, ele foi capaz de cooperar e criar junto. O poder do império faraônico não estava no indivíduo faraó. Este era um humano falível e mortal. O que conferia unidade e poderio era a crença generalizada que ele representava um deus, ele era uma deidade viva. Essa crença compartilhada permitia uma cooperação massiva entre os habitantes deste grupo. O faraó representava a ordem, segurança, fartura e paz. Sem a figura do faraó, não existe unidade, não há uma teia intersubjetiva que una as pessoas, e o resultado é o caos, a convulsão social. Com os modernos não é diferente. Hoje temos poderes institucionais, o estado, a nação soberana, as leis, o dinheiro e a propriedade privada. Nada disso é real em si mesmo. Todas essas coisas são convenções sociais, estabelecidas na confiança e na convicção que serão mantidas por um estado. Mas o estado também é uma intersubjetividade, ele não é real em si mesmo, ele só se torna real quando cremos nele e representantes desse mito trabalham para que esse organismo simbólico continue vivo. Um exemplo moderno e pertinente usado pelo autor é sobre Sousa Mendes, diplomata e cônsul português, que carimbou e permitiu a entrada de aproximadamente 30 mil refugiados dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial para Portugal. Depois de carimbado, nenhum burocrata ou oficial ousou recusar os vistos. Sousa Mendes foi exonerado pois descumpriu ordens de seus superiores, não era para ter concedido os vistos. Mas Sousa Mendes foi subversivo e se tornou um herói. Sua arma? Um carimbo. As ideologias sempre foram fundamentais para gerar coesão social. Sem crenças compartilhadas nós não conseguimos viver. A religião mais forte do mundo hoje, segundo o autor, é o humanismo. É a crença generalizada que temos direito à felicidade, à liberdade, ao amor próprio e ao consumo. Ninguém deve se meter nas escolhas alheias. Somos educados desde o berço com os slogans humanistas. Ouça a voz interior. Siga seu coração. Faça o que você gosta. Ame-se. Essa centralidade no Eu, o humanismo,

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  • A vida que vale a pena ser vivida | Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci

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    O livro dos professores Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci “A vida que vale a pena ser vivida” (Editora Vozes; 234 páginas; 33 reais) apresenta uma série de reflexões sobre a vida e seus sentidos. Através de um passeio pela história da filosofia, os autores discorrem sobre a possibilidade de felicidade e dos caminhos para encontrar a boa vida. De leitura fluída e enriquecedora, viajamos através do pensamento dos filósofos gregos aos pós-modernos. Será que existe uma maneira geral de definir a vida boa? Ou será a vida boa, particular para cada um? Qual é a vida que vale a pena ser vivida? Esses e tantos outros questionamentos permeiam o livro do começo ao fim. De leitura dinâmica e muito bem humorada, o leitor diverte-se e aprende. A jornada pela história do pensamento dá suporte para o leitor refletir sobre a vida, seus desafios e angústias. Durante toda a história da humanidade uma questão se fez presente: qual é o sentido da vida? Afinal, por que estamos aqui? Como devo viver, conviver, qual é a conduta justa, valorosa, qual seria a boa vida? A dificuldade para responder essas perguntas continua grande. Filósofos brilhantes dedicaram suas vidas na busca por essas respostas e no percurso nos legaram profundas e belas reflexões. Pela filosofia grega não deveríamos buscar formas de nos ocupar. Isso seria pecar contra a ordem do mundo, uma vez que todos nós temos nosso lugar comum. Enquanto um nasce para líder, outro nasce para músico, outro para marceneiro e outro para servo. Tudo debaixo do sol tem seu propósito, tudo é como só poderia ser. Aquele que foge à ordem cósmica é triste pois está fora de lugar. O indivíduo que é um ótimo escultor, faz belas peças de mármore, mas larga sua arte para ser um operário na indústria, não poderá ser feliz, pois ele está fora de lugar. Esse escultor precisa buscar o encaixe, somente naquilo que é ótimo, que nasceu para fazer, aquilo que é inegavelmente sua vocação, essa é a vida feliz, a vida harmonizada, encaixada. Logo, uma vida feliz é uma vida harmonizada com a natureza. Como diz o professor Clóvis: o sapo sapeia, a maré mareia, e nesse caso o escultor esculpe. Tudo como deveria ser. A boa vida, diriam os estóicos, necessita de uma reconciliação com o real. Uma vida vivida, na expectativa de ser outra, de conquistas exageradas e de insatisfações, jamais será uma boa vida. Todo indivíduo precisa se reconciliar com o real. Aceitar a natureza da vida. A vida é imprevisível. Controlamos muito pouco da realidade. Devemos somente colocar nosso coração na vida que podemos dirigir, naquilo que está ao nosso alcance e controle. O que foge do nosso controle deve ser aceito como é. A reconciliação com o real é importante pois a vida é repleta de escolhas. Cada escolha que fazemos é em detrimento de outra. Cada escolha são muitas renúncias, muitas vidas que não serão vividas. A vida portanto deve ser pensada, cabe aqui a máxima socrática “conhece-te a ti mesmo”. Por ser tão complexa e curta, a vida precisa ser cuidada e trabalhada. Os manuais de boa vida, os livros de autoajuda e os gurus, estão sempre prescrevendo a vida boa. Corra alguns quilômetros, coma linhaça, tenha os hábitos das pessoas eficazes, e tantas outras peripécias. Mas somos tão diferentes, seria possível um guia de boa vida para todos nós? Alguns são felizes correndo, outros caminhando, outros lendo, outros dançando, etc. A vida boa para um, não é necessariamente boa para outro. A vida dedicada à reflexão dá ao indivíduo condições de pôr todas essas ideias na balança e definir a vida que vale a pena ser vivida; sendo capaz de reconciliar-se com o real. Fica para o leitor o desafio de criar sua própria vida. Criar sentido para sua jornada. A leitura, reflexão e a vida vivida no presente, são todas formas poderosas para enfrentar as angústias e desafios da vida. Então a vida que vale a pena ser vivida vai ser única para cada um, logo, cabe a cada um encontrar a boa vida.  

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  • Força de vontade | Roy Baumeister e John Tierney

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    O livro do psicólogo social Roy Baumeister e do jornalista John Tierney “Força de vontade: a redescoberta do poder humano” (Editora Lafonte; tradução Claudia Gerpe Duarte; 320 páginas; 35 reais) traz uma nova visão em relação à força de vontade e autocontrole. Dotados de uma força de vontade limitada e muito requisitada no mundo moderno, nos deparamos com inúmeros desafios no dia a dia: família, carreira, saúde, etc. Viver é tomar decisões; deliberações essas que nos custam energia e autocontrole. Pesquisas realizadas nas últimas duas décadas têm trazido à luz informações importantes para a vida moderna. Em um mundo que demanda tanto de nós, como podemos escolher melhor, equilibrar as diferentes esferas e encontrar a boa vida? Diz Baumeister “a pesquisa da força de vontade e do autocontrole é a maior esperança da psicologia para contribuir para o bem-estar humano”. Neste livro, Baumeister busca defender a tese de que a força de vontade é limitada e que as diferentes demandas que exigem uma tomada de decisão depletam esta energia, esgotando nosso autocontrole; o que leva à decisões ruins, estresse e paralisia. A metáfora que veste bem o conceito do psicólogo é entre a força de vontade e nossos músculos. A força de vontade seria como um músculo que por ser requisitado durante todo o dia, cansa-se e passa a entregar baixos resultados. Seria como a perna que falha ao descer as escadas depois de um treino de academia ou uma boa corrida. Uma força de vontade fatigada nos expõe a mais riscos, más escolhas e condutas sociais negativas. Dentre muitas pesquisas, o autor apresenta uma que em particular traz muita clareza ao entendimento da força de vontade e a depleção do ego. Alunos foram submetidos a um experimento chamado teste do rabanete. Metade dos candidatos foram sorteadas entre dois pratos: uma porção de cookies recém assados ou uma porção de rabanetes. Os candidatos do rabanete não viam os cookies e vice-versa. Porém, todo o ambiente de teste estava impregnado pelo cheiro dos cookies recém assados. Inicia-se o experimento e os candidatos começam comer a porção que lhe é oferecida, sem ter acesso aos outros participantes. Após o esforço para comer os rabanetes, mediante o cheiro delicioso de cookies recém assados, os candidatos são levados a um quebra-cabeças. A questão é que de propósito é escolhido pelos cientistas um quebra-cabeças insolúvel. O curioso é que os candidatos que comeram os cookies suportaram mais tempo a tentativa de solucionar o quebra-cabeças. Os que comeram rabanete, algo não muito prazeroso, principalmente ao cheiro de cookies, desistiram rapidamente. O esforço exigido aos candidatos para comer o rabanete ao cheiro dos cookies consumiu grande energia, o que minou seu autocontrole. Ao longo do livro o autor vai apresentar diversas pesquisas que demonstram como nossa energia é limitada e de qual forma as diferentes demandas do dia a dia consomem todo esse estoque. A complexidade da vida moderna torna difícil lembrar que todas essas tarefas e exigências (whatsapp, facebook, contas a pagar, carreira, relacionamento, família, animal de estimação, carro, etc.) demandam uma energia absurda, levando-nos à escolhas ruins, atitudes grosseiras no trânsito, com amigos, família e cônjuge. Estima-se que o cérebro humano consuma aproximadamente 20% da energia absorvida através da alimentação. Um órgão que pesa 5% do nosso corpo demanda 20% dos alimentos que consumimos. Fica claro o esforço que esse órgão realiza e o custo disso para o organismo. Nosso cérebro se alimenta de glicose e sua carência gera uma diminuição da capacidade de decisão e estresse. Baumeister diz que sem glicose não há força de vontade. Fica claro com essa informação o porquê de estar estressados e explosivos quando estamos com fome. Próximo do almoço todo mundo fica meio a flor da pele, arisco e irritadiço. A criança é um exemplo disso, com sono e fome ela fica perturbada.

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  • Aprender a Viver | Luc Ferry

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    O livro do filósofo Luc Ferry “Aprender a viver: filosofia para os novos tempos” (Editora Objetiva; tradução Véra Lucia dos Reis; 240 páginas; 25 reais) introduz o leitor ao universo da filosofia. Através de uma abordagem leve, sem excessos técnicos, o autor nos presenteia com uma rica aula sobre a história do pensamento. O homem não nasce pronto; precisa aprender a viver. Diferentemente de qualquer outro animal, o homem nasce frágil, dependente e pobre de instintos para sobrevivência. Uma pequena tartaruga ao romper o ovo que a protege, ruma em direção à água, sem nenhuma instrução ou proteção. A pequena tartaruga sabe viver, seu programa instintivo a capacita para o mundo. Um gato ou um cachorro, por exemplo, são tão únicos, e no entanto, tão fiéis à sua natureza que não nos espantamos por seu comportamento. Já notou como um gato é irritantemente gato? Gato faz coisa de gato. O gato é em essência, seu programa instintivo lhe confere uma conduta previsível e fechada. O gato não supera sua própria natureza, assim como o passarinho, o cachorro, etc. O ser humano é outra história. Luc Ferry cita um exemplo muito divertido e curioso que define bem o homem. A pomba faminta diante de um filé, passa fome, o gato diante do alpiste, passa fome, a pomba e o gato não inovam, diante dessas situações eles morrem. O homem se passar fome, ele come o filé, come o alpiste, come a pomba e o gato. O homem inova, empreende, transforma, subverte, ele escolhe e por isso altera o curso da vida. Por não ter um programa rígido e definido, o ser humano não sabe viver. Ele precisa aprender a viver. Não existe escola para gato ou cachorro, mas existe para ser humano. Embora os animais aprendam, sua janela é bem curta. O ser humano é o único animal que é educado. A educação do ser humano dura a vida toda, até seu último dia de vida o ser humano é afetado, transformado e educado. É preciso aprender a viver pois a vida é curta e complexa. Somos finitos, não temos todo tempo do mundo, não podemos sentar e esperar pela felicidade. Se fossemos eternos poderíamos aguardar pela felicidade. O carro, a casa, o barco, tudo que desejamos poderia um dia eventualmente chegar. Mas como não somos eternos, precisamos aprender a viver, a ser feliz. O ser humano é o único animal que tem consciência dos seus limites. Ele sabe que vai morrer e que seus próximos, aqueles a quem ama, também. Não é possível evitar questionar-se sobre o sentido da vida. Através da sabedoria e da reflexão, os filósofos gregos propunham ideias para lidar com a morte. A mais famosa dela é de Epicuro: “não se deve pensar nela, pois, das duas, uma: ou estou vivo, e a morte, por definição, não está presente, ou então ela está presente, e, também por definição, eu não estou presente para me afligir!”. Não há nada que perturbe mais o ser humano do que a morte. Somos finitos e a consciência da morte nos desespera. Buscamos soluções para lidar com ela; seja na filosofia ou nas religiões. Luc Ferry traz as diversas interpretações da morte e da salvação que filosofias e religiões trouxeram à luz. Todas como forma de lidar com o abismo que é a morte. Precisamos aprender a viver, a amar como adultos, a enfrentar as dores da existência e seus questionamentos dolorosos. E como diz o autor, inspirado pelo filósofo Sponville, “devemos esperar menos e amar mais”. O desafio é imenso, uma vida de altos e baixos, de sucessos e frustrações, porém, de profundidade, compreendendo a natureza da vida, de sua impermanência, de sua imprevisibilidade. Através da sabedoria e da reflexão transformamos a vida.   Top 5 Aprendizados 1 - Por sermos finitos o pensamento sobre a vida e o seu sentido não pode ser desprezado. 2 -  Dois freios impedem a felicidade humana: o apego pelo passado e pelo futuro. 3 - Precisamos pensar na morte. Não por fascinação mórbida, ao contrário, para procurar fazer o que convém aqui e agora.

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  • Silêncio | Thich Nhat Hanh

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    O livro do monge zen-budista Thich Nhat Hanh “Silêncio: O poder da calma em um mundo barulhento” (Editora Casa dos Livros; tradução Rodrigo Peixoto; 160 páginas; 20 reais) nos chama para a reflexão e meditação. Vivemos em um mundo tão agitado e veloz que através desta confusão perdemos o contato com nosso íntimo, nos afastando do auto conhecimento e apreciação da vida. Qual foi a última vez que você fez silêncio ou esteve em um lugar silencioso? É perturbador pensar que quase não vivemos situações que culminam em silêncio e calma. Mas o curioso é que diante do silêncio, nossa mente ocidental e barulhenta, rapidamente se desespera e procura fuga em aparelhos eletrônicos ou outros remédios para o caos interior. Fugimos do silêncio por vários motivos, o mais gritante é o medo de enfrentar nossas maiores dores ou questões existenciais. A vida parece tão curta e rápida que perder-se em devaneios filosóficos é um ultraje para nossa sociedade atarefada e pragmática. Tudo precisa fazer sentido e qualquer ócio traz um peso emocional muito grande. Pensamos que deveríamos estar estudando, vendo uma palestra, aplicando o tempo de forma produtiva, o tempo ruge e o ditado popular diz que “tempo é dinheiro”. A grande questão é que este é um erro de interpretação enorme. Não podemos absorver muita informação o tempo todo. Nosso cérebro tem limitações e o excesso nos causa diversas perturbações, seja física ou psicológica. Estar em constante barulho, com estímulos intermináveis, não é um atalho para o sucesso ou crescimento pessoal. Na verdade é uma via expressa para conflitos pessoais, doenças psíquicas e físicas. O cérebro, como qualquer outra parte do nosso corpo precisa de fases de repouso e atividade. Estar sob constante atividade causa o estresse cognitivo, que por conseguinte gera redução na performance. Como um corpo que após muito exercício não é capaz de render e continuar na atividade. O silêncio que o monge apresenta no livro é libertador e curativo. Não é fácil e leva tempo para o praticante desenvolver uma mente capaz de encarar o desafio do silêncio. A prática que o monge cita vem do zen-budismo e recebe o nome de silêncio nobre. Um silêncio consciente, que traz a respiração para o foco, junto com os demais sentidos. Praticar o silêncio nobre enquanto faz uma refeição é conseguir respirar, sentir os sabores, texturas, temperaturas e estar profundamente envolvido com a atividade. Não é almoçar tagarelando, engasgado pela pressa, quando não, perdido na timeline das redes sociais. O silêncio nobre nos lança para o agora e nos pede para viver com intensidade a única vida que existe: a do momento presente. Outra prática é caminhar. Não é correr, nem andar apressado. É caminhar, sentindo a vida, o impacto dos pés ao solo, e a sincronia entre a respiração e os passos. O silêncio pode ser praticado em muitas tarefas do dia, como por exemplo, ao lavar louças. Estar atento ao fluxo de água, o sabão, os movimentos da mão e claro, tudo isso alinhado a uma respiração consciente e calma. O autor diz que um dia de silêncio é milagroso: “Um dia sem alimentos sensoriais como e-mail, vídeos, livros e conversas é uma chance de limparmos nossa mente e aliviarmos o medo, a ansiedade e o sofrimento que podem entrar em nossa consciência e acumular-se por lá.” O silêncio reorganiza nossa mente, coloca pensamentos em dia, quebra paradigmas e deixa a mente forte, preparada para os desafios da vida.   Top 5 Aprendizados 1 - Viver no agora é o único jeito de ser feliz. 2 - Muitas vezes silenciar é mais rico para a mente que tumultua-la de saberes e preocupações. 3 - A atenção plena leva humanidade aos pequenos gestos e tarefas. 4 - Respire consciente para trazer sua mente para o presente. 5 - O hábito de fazer as coisas correndo rouba muito da experiência de viver.   Confira mais no vídeo e podcast abaixo: https://youtu.be/BkiYKSc-1eo

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  • A felicidade, desesperadamente | André Comte-Sponville

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    O livro do filósofo André Comte-Sponville “A Felicidade, Desesperadamente” (Editora Martins Fontes: tradução de Eduardo Brandão; 148 páginas; 30 reais) traz inúmeras reflexões filosóficas em torno da felicidade e da boa vida. O autor diz que o assunto da felicidade interessa a todos, inclusive aos filósofos, que desde o princípio da filosofia a tinham como objeto de reflexão. A felicidade interessa a todos nós e a busca pela boa vida é um desafio intenso e custoso. Montaigne em “Ensaios” diz que "não há ciência tão árdua quanto a de saber viver bem e naturalmente esta vida". Todos nós buscamos ser felizes, até mesmo o homem que comete suicídio busca a cessação do sofrimento. A vida é curta e complexa, e nessa breve estadia precisamos enfrentar um turbilhão de sentimentos, instintos e confrontos com a realidade. Sponville acredita que o principal papel da filosofia é a busca pela sabedoria e boa vida. A filosofia Grega influenciou profundamente o mundo e a história do pensamento, sendo seu principal objetivo a filosofia moral, ou seja, a filosofia da vida. Sponville define a filosofia com um pensamento calcado profundamente em Epicuro e que diz: “a filosofia é uma prática discursiva (ela procede "por discursos e raciocínios") que tem a vida por objeto, a razão por meio e a felicidade por fim”. Segundo o autor precisamos da filosofia e da sabedoria por dois motivos: porque somos infelizes e porque somos mortais. Se fossemos imortais não precisaríamos ter pressa, talvez um dia a felicidade chegaria. Mas como somos mortais e infelizes precisamos da sabedoria para poder lidar com as dores da vida. O autor define sabedoria como a alegria na verdade ou a alegria que nasce da verdade, “só é verdadeiramente filósofo quem ama a felicidade, como todo o mundo, mas ama mais ainda a verdade - só é filósofo quem prefere uma verdadeira tristeza a uma falsa alegria”. Já notamos que não basta ter tudo para sermos felizes. Afinal, o que falta para sermos felizes quando temos tudo mas não somos? Falta-nos a sabedoria. No “Banquete” Sócrates traz uma definição de amor que permeou o pensamento ocidental por séculos. Sócrates define o amor como desejo, amamos tudo aquilo que desejamos, sendo o desejo a falta. Amamos aquilo que nos falta. O carro na concessionária, o notebook na loja, a roupa na vitrine. Desejamos aquilo que nos falta e essa angústia de não ter nos enche de desejo e expectativa. Sponville reflete sobre a felicidade na sociedade moderna, onde a busca por bens materiais e por experiências definem o que é felicidade. Logo, somos felizes quando encontramos o que buscamos, mas logo nos damos conta que essa felicidade foge de nós. Como na reflexão de Sócrates, o amor é por aquilo que nos falta, sendo assim, quando alcançamos o objeto de desejo, ele não nos falta mais, deixamos de ter interesse e a felicidade evapora. O autor fala sobre a criança que durante todo o ano pergunta aos pais quando é o natal. O tempo passa e o natal chega. O interesse da criança pela chegada do natal era o presente. O brinquedo que lhe faltava e que agora vai saciar seu desejo. O brinquedo que a criança amava era o que ela não tinha. Ela tinha muitos brinquedos mas o que queria ainda não estava em sua posse. Chega o natal e com um pouco de sorte seus pais lembram e acertam o presente. A criança voa em direção a caixa e se deleita no brinquedo que faltava. Algumas horas depois o brinquedo está no canto. Não demora nada para a criança chamar pelos pais e perguntar quando é o próximo natal. Ela já tem o que faltava e não é mais feliz pelo que tem. Essa dinâmica desejante é o modo que o homem encara sua vida e sem a sabedoria e a reflexão não é capaz de fugir desse círculo ingrato que desconfigura a felicidade assim que tomamos posse pelo que nos faltava. O desafio é desenvolver a sabedoria para ser felizes com o que temos. Sponville chama isso de “Felicidade em ato”, desejar o que temos, o que fazemos, o que é - o que não falta.

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  • Ansiedade: como enfrentar o mal do século | Augusto Cury

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    O livro do psiquiatra Augusto Cury “Ansiedade: como enfrentar o mal do século” (Editora Saraiva; 160 páginas; 9 reais) traz reflexões sobre os desafios da nossa era tecnológica e superabundante de informação, uma era repleta de recursos, mas adoecida pela falta de inteligência emocional e autoconhecimento. Estamos o tempo todo cercados por novidades e estímulos. A tecnologia se expandiu rápido e ganhou formas incríveis, contudo, biologicamente o homem mudou pouco ao longo da história. Não temos clareza da capacidade intelectiva de nossos antepassados, mas pelas obras filosóficas e de arte, é bem possível afirmar que seu potencial intelectivo era o mesmo de nossos gênios da atualidade; não somos mais inteligentes ou evoluídos. Quer dizer que temos muito mais estímulos e informação nos dias de hoje, mas nosso maquinário continua primitivo para lidar com tudo isso. Neste momento fica claro a importância do autoconhecimento e da informação de qualidade, pois munidos disso nós somos capazes de enfrentar os desafios com maior lucidez e maturidade. Embora vivamos em um período tecnológico e com muitos amigos nas redes sociais, raramente conhecemos as pessoas em profundidade. O pouco contato conosco e com os outros nos faz rasos e imaturos. O autor apresenta no livro um estudo realizado pelo instituto de pesquisa social da universidade de Michigan que traz um número alarmante: uma em cada duas pessoas deve desenvolver transtornos psiquiátricos. Esse número impressionante é confirmado diariamente pelos médicos e estudiosos da mente e do comportamento. Estamos adoecendo, consumindo mais remédios, nos afastando dos outros, mergulhados em um estado ansioso, com dificuldades para dormir e nos relacionar. O livro serve de plataforma para o autor apresentar suas teses, sendo a principal e guia mestra do livro a SPA (Síndrome do Pensamento Acelerado). Nossa ansiedade é mais constante e o autor diz que vivemos uma ansiedade crônica, que nunca cessa. O pivô dessa crise é a SPA, um pensamento acelerado, descontrolado e excessivo. Uma preocupação constante com tudo que nos cerca, uma mente turbulenta que não consegue ouvir os outros, pensar suas particularidades e até mesmo dormir. Deitamos a cabeça no travesseiro e não conseguimos dormir, pensamos sobre o dia, sobre o trabalho, faculdade, relacionamento, etc. Atolamos nossa mente em expectativas e medos. O excesso é marca do nosso tempo, produzimos e consumimos demais. Queremos ouvir vários podcasts, ler vários livros e artigos, assistir muitas palestras e aulas, tudo em um desespero ansioso por saber mais e alcançar novas coisas. Precisamos estar atentos para o excesso, cuidando do que consumimos e da direção que nossa vida está seguindo. O excesso está por todos os lados. Nas ruas, TVs, computadores, celulares. Estamos o tempo sendo bombardeados pelo novo. Tudo isso compete por nossa atenção e divide espaço com tantas outras demandas da vida. Além de viver atarefados e sobrecarregados, temos que viver a vida, alinhar nossas expectativas e lidar com toda a tsunami emocional que é viver. Por isso a inteligência emocional se tornou a palavra de ordem, e a cada dia fica mais claro sua importância. Dicas Pegue leve, não fique obcecado por ler, ver vídeos, podcasts. O excesso de informação não acelera o aprendizado, na verdade ele retarda e paralisa a mente. Diminuir a expectativa de retorno. Fazer nossas atividades, mas não criar excessiva esperança do resultado é mais saudável e menos danoso caso as coisas não se realizem. Meditar, respirar fundo, diminuir o uso do celular e fazer exercícios são ótimas formas de acalmar a mente e mantê-la saudável.   Top 5 Aprendizados 1 - Consumir mais informação não garante aprendizado, na realidade isso causa menos aprendizado e uma possível paralisia por estresse cognitivo. 2- O melhor investimento e seguro de vida é uma mente lúcida e madura, capaz de resolver conflitos,

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  • Nova Meta 2017

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    No início do ano defini uma meta de leitura com 3 principais tópicos: economia digital, digital e negócios. Senti ao longo dos meses muita repetição de pesquisas e assuntos, e isso estava refletindo nos vídeos, com conteúdo repetitivo e entediante. Por isso, mudança de plano! Esse segundo semestre vai ser focado em desenvolvimento pessoal. Deixe seu comentário, vamos bater um papo sobre. Skoob: https://www.skoob.com.br/usuario/3243865 Facebook: http://facebook.com/livrosnegocios/ Newsletter: http://livrosenegocios.com.br/email O post Nova Meta 2017 apareceu primeiro em Livros & Negócios.

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  • A vida em Rede | Ronaldo Lemos e Massimo di Felice

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    O livro dos autores Ronaldo Lemos e Massimo di Felice “A vida em Rede” (Editora Papirus 7 Mares; 144 páginas; 32 reais) traz um debate intenso sobre tecnologia, comunicação, vida em sociedade e os desafios nessa era da superabundância de informação. Estruturado em formato de debate o livro percorre temas centrais e urgentes do universo digital sem tirar os olhos das agendas sociais. A discussão é muito produtiva e o leitor ganha muito em repertório e novos temas para estudo e leitura. A experiência dos autores fica clara durante o debate, e com uma dinâmica muito interessante, eles vão flutuando entre os temas, sem perder o foco das perguntas e tópicos apresentados. O debate percorre sete tópicos principais: Homo tecnologicus; Economia de mercado e redes informativas; A tecnologia e as novas formas de comunicação; Mercado e democracia nas redes; Tecnologias colaborativas, educação e conhecimento; Valor, dinheiro e influência nas redes; Brasil, direitos e sensorialidade. O conhecimento dos autores se complementam, sendo Lemos mais técnico, com conhecimento mais profundo de tecnologia, direito digital e pesquisas relacionadas à democracia, e di Felice pesquisador, sociólogo, antropólogo e com um repertório imenso nas ciências sociais. O debate torna-se produtivo por esses saberes compartilhados, mas muito mais por saberes complementares. A sensação após a leitura é de ter saído de uma aula de graduação, com dois excelentes professores, profundos conhecedores de suas áreas, apaixonados e comprometidos com a pesquisa. Lemos discute o perigo da superabundância da informação, nossa falta de controle e as crises de ansiedade. Revela que nos Estados Unidos morrem mais pessoas por dirigir e mexer no celular do que beber e dirigir. As coisas que competem por nossa atenção cresceram muito, enquanto nossa capacidade de lidar com a tecnologia, o excesso, continua sendo meramente humana. A nova era trouxe vários desafios. Nada mais será o mesmo, a educação, a democracia, o mercado, o consumo, tudo mudou nas últimas décadas e tudo indica que continuará mudando muito. Todas essas mudanças exigem novas formas de encarar o mundo, di Felice fala sobre a queda do poder das empresas, estamos assistindo à transição para um novo modelo econômico, no qual não existe mais o poder absoluto das empresas. Percorrendo as principais estruturas sociais os autores vão pontuando problemas e soluções. O livro é muito rico e o debate muito diverso, com isso a leitura se torna dinâmica e prazerosa. A leitura é importante para todo profissional de marketing digital e para os que estudam e se interessam pelos campos das ciências sociais.   Top 5 Aprendizados 1 - A tecnologia passou ser uma infraestrutura de nossa vida. A tecnologia já passou ser aquilo que intermedia nossa relação com o mundo. O uso hoje é intenso e em todas áreas temos a conversa entre nós e o mundo intermediada pela tecnologia. 2 - A rede força a democracia. A mensagem pode ser debatida, ressignificada, alterada e ganhar novos relevos. A abertura da rede e sua forma fácil de dialogar permite um debate que inclui mais pessoas, ideias e visões de mundo. 3 - A tecnologia permitirá conectar o mundo e ouvir através dela diferentes áreas da natureza. Vigiar a natureza e verificar seus indicativos o tempo todo não é fácil para o indivíduo, mas com a tecnologia podemos ter sensores, bancos de dados e plataformas fazendo análises em tempo real. 4 - Nada mais será o mesmo: o mercado, a educação, a comunicação e o jeito de viver. A tecnologia deu voz para as pessoas, governos e empresas têm perdido seu poder de influência e de forçar medidas. Compramos menos em loja, mais na internet; falamos mais por mensagem do que pessoalmente. 5 - Nossa capacidade de lidar com a tecnologia e o excesso continua sendo meramente humana. O excesso de informação e estímulos vem em nossa direção como uma ...

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  • Você é o que você compartilha | Gil Giardelli

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    O livro do professor Gil Giardelli “Você é o que você compartilha” (Editora Gente; 168 páginas; 29 reais) discute sobre o digital, seus desafios e impacto em nossa sociedade. Vivemos um período de mudanças profundas, não somente no Brasil, mas no mundo todo. As pessoas estão mais conectadas umas às outras, têm maior consciência e conhecimento dos fatos do mundo e lutam cada vez mais de forma organizada. Gil Giardelli é profundamente otimista em relação à internet e apresenta argumentos fortes para tal. A internet tem impactado positivamente todo o mundo e gerado mudanças profundas na democracia e nas agendas sociais. Através da internet o indivíduo percebeu que tem voz, que pode unir-se a outros e exigir mudanças, seja do estado ou das empresas. Empresas têm sido punidas e boicotadas pelo público sempre que alguma informação contundente é investigada e exposta na internet. A Zara sofreu muitas críticas e boicote do público através do ativismo digital. A Arezzo igualmente, com uma coleção pronta que explorava peças com peles de animais, muitos deles em extinção, fez o público agir com força e a marca recolheu todas as peças, assumindo prejuízos gigantescos. O mundo de fato mudou. Não somos mais coordenados pela grande mídia, a opinião dos grandes veículos já não refletem como antes no público e o marketing deixou de ser passivo, e exige agora interatividade e voz ativa do consumidor. No mundo digital compartilhamos cada vez mais e por vários motivos. A internet passou ser uma arena de debates, uma passarela, uma vitrine e um acervo gigantesco de tudo possível e imaginável. Compartilhamos para expressar um sentimento; uma crença; a fé em um ideal; para parecer descolados e ligados no mundo; ser notados e influenciar. Novas e velhas gerações estão online expressando ideias, compartilhando momentos e reforçando sua identidade. O contexto do digital mudou a forma de criar no mundo, some o gênio solitário e nascem os projetos colaborativos, onde equipes descentralizadas, espalhadas pelo mundo criam e dão manutenção em blogs, fóruns, portais e em plataformas do conhecimento como Wikipédia, Quora, etc. Projetos que não nasciam por falta de investidores e financiamento ganham o mundo e palavras novas como crowdfunding, crowdsourcing são cunhadas. Pessoas se reúnem para investir em projetos, pessoas se reúnem para investir seu tempo e conhecimento para desenvolver inovações e o mundo tem se tornado mais social. Os negócios não são mais como antes, hoje o consumidor exige postura da marca, compromisso social, resposta rápida pelas mídias sociais e um toque todo humano. Se algo deu errado o consumidor reclama, senão é ouvido grava um vídeo, junta amigos, espalha pelos quatro ventos sua dor. As pessoas compram menos produtos novos e serviços que atendem as mais diversas demandas nascem. Hoje se compra usado, doa, troca, cria e recicla. O mundo mudou e as empresas estão sendo devoradas em alta velocidade, quem não se adapta morre, essa sempre foi uma verdade, mas agora ela está acelerada. O autor é otimista e desenha um futuro interessante através da tecnologia e da integração das pessoas. A abertura e democratização mais madura cria um ambiente onde as pessoas pensam o social como meta. O autor clama por novas lideranças e chama as pessoas para um novo pensamento: “precisamos de sonhadores, utópicos, semeadores do bem, que pensem e sintam”. O mundo mudou e agora precisamos descobrir o que fazer para transformar a vida e nossos espaços em lugares mais equilibrados, justos, onde possamos viver a vida nas suas potencialidades e ser feliz.   Top 5 Aprendizados 1 - Compartilhamos e assim definimos nossa identidade. Nos dias de hoje passamos muito tempo online e através das plataformas digitais nos expressamos, aprendemos e assim vamos construindo nossa identidade. 2 - A internet dá voz e espaço para indivíduos que não conseguiriam destaque de outra forma.

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  • Tribos | Seth Godin

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    O livro do guru de marketing Seth Godin “Tribos: Nós precisamos que Você nos lidere” (Editora Alta Books: tradução de Rafael Reis; 160 páginas; 29 reais) traz fragmentos e reflexões sobre liderança. O autor fala sobre o momento único que vivemos onde a tecnologia e globalização tem horizontalizado o mundo e por conseguinte criado uma lacuna de lideranças. Um mundo rápido, hiperconectado e muito exigente tem gerado muitas oportunidades. Contudo, essas novidades criaram uma lacuna enorme em liderança. O dinamismo do século XXI e seu progresso tecnológico criaram uma obsessão pelo gerenciamento e pelos controles estatísticos. Esse movimento criou muitos técnicos e gestores, mas para lidar com as novidades e com a urgência dos novos tempos nós precisamos de líderes. Precisamos de gente que inspire, que crie movimentos, que forme grupos e abra canais de discussão. O livro de Seth Godin tem um formato fragmentado e dinâmico, onde o autor não se prende em dar profundidade às reflexões e sim lançar ideias para aspirantes a líderes ou indivíduos potenciais que ainda não despertaram. Seu apelo e fé na liderança são tão grandes que o livro toma facilmente um formato de manifesto, um grito pela escassez de lideranças e de indivíduos inspiradores. Nós vivemos em tribos, somos sociais, e isso não é mais uma novidade. Nossa tendência a se agrupar, ser uma tribo vem de um comportamento inerente a nós: a socialização. Temos uma tribo em casa, com comportamentos, crenças e rituais. Temos uma tribo na faculdade, com suas regras e tendências. E em todos campos de nossa vida nós nos reunimos. Funcionamos assim: juntamos pessoas, acreditamos em movimentos e lutamos por eles. O autor clama por indivíduos que tomem a frente, que inspirem o agrupamento, que criem movimentos em prol de inúmeras causas. Embora o mundo digital tem facilitado a comunicação, muitas vezes estamos dispersos, sem uma crença, sem algo para projetar nossa energia e viver. A tecnologia acelera o processo, barateia a comunicação e com ímpeto e paciência um indivíduo pode criar uma tribo e lutar por uma ideia. Seth Godin não acredita que para liderar você precisa ser um líder nato, na verdade ele crê que você precisa de coragem e atitude, pois o mundo é amplo e rico de oportunidades. Não precisa liderar 1 milhão de pessoas ou delirar em sonhos faraônicos, o autor sugere um número mais modesto, lidere um movimento com mil pessoas e ele vai gerar grandes resultados, alavancar o líder e impactar muitas vidas.   Quase sempre recuamos ou tememos a liderança por causa da exposição. Todo indivíduo tem medo de ser rejeitado socialmente, pesquisas indicam que tememos mais a exposição e o fracasso social do que a morte, altura ou animais peçonhentos. A liderança não tem um formato claro ou manual de uso. Tem líder sorridente, líder cara amarrada, tem líder que é mega carismático, tem líder que é discreto, tem líder de todo jeito. Por isso, acreditar que você precisa estar dentro de um conjunto de características é um grande erro e uma sabotagem. Liderar é assumir compromisso, lutar por alguma ideia e juntar as pessoas para caminhar em alguma direção. Liderar não tem a ver com dinheiro, com carisma, com posses, com nada além de uma ideia forte, clareza no discurso e um amor ao que prega e faz. Precisamos de líderes. Nós precisamos que Você lidere!   Top 5 Aprendizados 1 - Liderança não é gerenciamento Líder tem seguidores, gerente tem funcionários. Líderes inspiram coragem e movimento, gerentes fazem pressão e lutam por metas. Gerentes controlam números e rendimento, líderes motivam, abrem caminho e lutam por ideais. Nenhum é melhor que o outro, ambos fazem trabalhos diferentes, mas é bom entender que são papéis diferentes. 2 - O mundo precisa de líderes; vivemos uma crise de lideranças. Nosso mundo, para onde olhamos estamos quase sem líderes. Vivemos hoje uma crise mundial de liderança,

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  • Scrum | Jeff Sutherland

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    O livro do consultor e co-criador da metodologia ágil Jeff Sutherland “Scrum: a arte de fazer o dobro do trabalho na metade do tempo” (Editora Casa Da Palavra: tradução de Natalie Gerhardt; 240 páginas; 29 reais) discute a metodologia scrum, um processo de gestão de projetos que integra pessoas, horizontaliza o trabalho, busca o ajuste e a melhoria em cada fase do projeto. O Scrum foi desenvolvido e aprimorado ao longo dos anos para o ambiente tecnológico. Quando tomamos conhecimento desse processo de gestão fica claro o porquê dele ter nascido no ambiente de desenvolvimento de software. O ambiente tecnológico é muito veloz, empresas que perdem o timing são arrasadas pela concorrência; por isso é fundamental um pensamento dinâmico e uma metodologia ágil. Nesse ambiente fértil muitas ideias foram exploradas, mas foi no Scrum que os autores encontraram um modelo produtivo e de rápida implementação. O termo “scrum” vem do rúgbi, esporte em equipe muito intenso e competitivo – o scrum é a forma que a equipe se integra para avançar com a bola em campo. O termo está em harmonia com a metodologia, pois no scrum tudo deve funcionar em equipe. Ninguém deve deter toda a força e o poder das decisões; todos membros da equipe participam de todos processos, do começo ao fim; não se procura culpados, mas sim sistemas ruins que culminam em práticas e resultados ruins. O scrum ultrapassa outras metodologias, uma vez que seu espírito é dinâmico e está alinhado com a velocidade do mundo atual, nele não se busca planejar demais um projeto, mas apenas fazer estimativas. Não se deve pensar em grandes entregas ou processos amarrados onde muitas equipes trabalham separadas na busca de compor um grande projeto. Essa metodologia busca organizar o que é essencial no projeto, quebrando o desenvolvimento em pequenas fases, sempre com prazo definido. Dessa forma é possível no final do período ter algo testável, pronto para ser validado e adaptado na próxima fase. No processo a primeira fase é definir a equipe, Sutherland afirma que 7 pessoas é o número ideal. Equipes maiores são complicadas de gerir e a comunicação se perde, o autor afirma que “quanto maior a saturação de comunicação, ou seja, quanto mais todos sabem de tudo, mais rápida é a equipe”, dessa forma, se temos muitas pessoas, o trabalho passa ser o de manter as pessoas informadas e em sintonia. Com a equipe estabelecida, temos dois indivíduos que marcam a liderança, o dono do produto, aquele que tem total domínio sobre o projeto e cria uma ponte entre o cliente e os membros do time, sua função é pensar estratégias e manter o projeto coerente. O outro é o mestre scrum, este é responsável por manter a equipe integrada ao espírito da metodologia, criando o cenário ideal para que o processo funcione. Com o time e os líderes definidos, começa-se a busca por levantar as pendências (lista de pendências ou backlog). Uma vez que todas as pendências estão definidas, ou seja, tudo que precisa ser feito para que o projeto aconteça, o time decide quais tarefas serão realizadas primeiro. É importante entender que cada tarefa é anotada em um post-it, colado na parede em uma coluna definida como “pendências”. Outras colunas são desenhadas e juntas elas compõem a seguinte sequência: 1) pendências 2) fazendo 3) verificação 4) feito – como na imagem deste link.  Nesse momento é agrupado um conjunto de tarefas, no scrum isso recebe o nome de sprint. Todos sprints devem ter um tempo determinado, nunca passando de 1 mês, pois isso estenderia o tempo de produção e a dimensão do que é importante se perde. Quando o bloco de tarefas é concluído (sprint), o time se reúne e discute tudo que deu certo e tudo que deu errado. Isso recebe o nome de retrospectiva do sprint e o resultado é adaptação do método e melhoria nos resultados. O outro elemento fundamental do scrum são as reuniões diárias, stand up meeting, reuniões que acontecem em pé e não devem durar mais de 15 minutos...

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  • O princípio da caixa-preta | Matthew Syed

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    O livro do jornalista inglês Matthew Syed “O princípio da caixa preta: a surpreendente verdade sobre o sucesso” (Editora Objetiva: tradução de Paulo Geiger; 348 páginas; 35 reais) traz diversas reflexões sobre o fracasso e como nossa cultura punitiva estigmatiza e marginaliza o erro. O livro começa com a história do casal, Martin e Elaine Bromiley. Com 37 anos, Elaine segue para uma cirurgia simples, que tem como objetivo livrá-la de uma sinusite crônica. Na mesa de cirurgia, aplicada a anestesia, inicia-se o drama da família Bromiley. Não muito raro em pacientes pós-anestesia, Elaine teve uma contração muscular, travando a boca; sendo impossível oxigena-la. Em um completo caos, toda a equipe médica se envolve na busca por uma solução: como levar oxigênio para a paciente? Mesmo depois de aplicado relaxantes e outras drogas, não conseguem abrir a boca da paciente. Os médicos insistem no mesmo procedimento minuto a minuto. Mergulhados nessa agonia, os médicos ignoram uma proposta oferecida por uma  enfermeira, a traqueostomia (intervenção cirúrgica que abre um orifício na traqueia). Como em uma fração de segundos, 20 minutos se passam, e a paciente com uma deficiência de 90% de oxigênio entra em coma. Poucos dias depois Elaine Bromiley, mãe de dois filhos, não resistiu e faleceu. Martin, o esposo, em choque questionou o hospital, como isso poderia ter acontecido em uma cirurgia dada como simples pela equipe médica? O autor abre o livro com essa história pois ela tem tudo a ver com o fracasso e com a cultura punitiva em que muitos profissionais vivem. Os médicos esconderam e mascararam os fatos, inclusive o hospital informou a Martin que só com um processo legal teria acesso às informações do procedimento operatório de Elaine. A grande questão é que Martin é piloto de avião, inserido em uma cultura que lida de forma diferente com o erro, onde o erro é estudado e documentado – a aviação trabalha sistematicamente na documentação e correção de falhas. Martin Bromiley funda uma associação, a Clinical Human Factors Group, que com o tempo cria uma pressão intensa sobre a comunidade médica; a repercussão foi imensa e o impacto muito positivo. Com o pensamento da “caixa-preta” de documentar todos processos a fim de se analisar as falhas e prover ajustes, Martin levou uma nova forma de pensar para a comunidade médica. Hoje muitos médicos escrevem para Martin e muitos hospitais passaram a inserir novos processos, muitos deles inspirados na aviação e nos esforços de Martin Bromiley. O livro traz muitas histórias marcantes sobre o fracasso e o perigo de não tratá-lo como uma oportunidade de crescimento. Em muitas áreas o fracasso simplesmente não pode acontecer, se acontece ele acarreta terríveis perdas. E é nesses ambientes que o fracasso precisa de um tratamento diferente; a punição não inibe o erro, só força os indivíduos a escondê-lo. Quando não se pode errar, os indivíduos não experimentam coisas novas, e quando erram, buscam esconder e mascarar suas falhas. Com frequência são noticiados casos de negligência médica, onde é escondido do paciente os verdadeiros motivos de uma operação ou tratamento mal sucedidos. O princípio da caixa-preta é uma forma de pensar o fracasso, não se trata de perdoar ou aceitar todos os erros, mas de tratá-los dentro de uma forma sistemática de pensar, documentando e desenvolvendo soluções para evitá-los no futuro. A caixa-preta de um avião é o meio que as companhias e toda a indústria da aviação avalia os problemas de um vôo, encontra as falhas, identifica os motivos e cria uma solução para o problema. Como apresenta o autor, através de muitas histórias e estudos de caso, o erro pode ser um valioso componente para o sucesso. Um exemplo é a Unilever, enfrentando problemas em seu processo produtivo de sabão em pó, buscou seus melhores cientistas: físicos e matemáticos. Sua missão era criar uma tubeira, componente essencial para conversão do sabão líquido em pó,

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  • Talvez Você Também Goste | Tom Vanderbilt

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    Em “Talvez Você Também Goste” Tom Vanderbilt traz um estudo atual e rico do porquê gostamos do que gostamos. Com assuntos atuais, o autor discute sobre nossas preferências, da comida à escolha de filmes na Netflix. Em uma era de superabundância de informação, quais são nossos critérios de escolha? Por que gostamos do que gostamos? A complexidade para entender por que gostamos do que gostamos perseguiu diversos filósofos ao longo dos séculos. Os maiores pensadores da humanidade tinham uma pulga atrás da orelha sobre nossas preferências, algo tão difícil de entender e descrever, mas tão categórico; gostamos ou não gostamos. Gostamos do sabor ou cheiro de algo, mas perguntados por que, mal conseguimos explicar. Vanderbilt diz que isso está intrinsecamente ligado a verbalização de nossos sentidos, quanto mais o indivíduo está munido de um léxico rico, melhor ele consegue descrever e apreciar uma ampla variedade de coisas. Mas é claro que isso é só a pontinha do iceberg, pois nossos gostos recebem camadas e mais camadas de significados. Associar um sentido – gosto, cheiro, tato a uma memória ou palavra, é o que o autor define como preferências construídas. Ao longo do nosso contato com o mundo, vamos construindo nossos gostos, vinculando-os a memórias e a tantos outros significados. O campo dos gostos é rico e profundo, experimentos realizados com bebês, com pouco tempo de vida e um contato restrito com as pessoas e com o mundo, demonstra claramente os gostos em relação à pessoas ou alimentos. Em um estudo, os bebês escolhem entre duas comidas. Depois são exibidas marionetes gostando ou desgostando das mesmas comidas que os bebês escolheram. Quando as marionetes eram apresentadas aos bebês eles preferiam as que gostavam da comida que eles gostavam. Essa inclinação por gostar de quem compartilha nossos gostos é visível já nos pequenos e persiste ao longo da vida. O viés social é marcante no livro e através das pesquisas e referências o autor deixa evidente o quanto o gosto está ligado aos outros, e o quanto os outros estão ligados a nós, pelos nossos gostos. Nossos gostos nos ajudam a definir quem nós somos, não só por um ideal individual, mas por sermos bem vistos em diferentes grupos que participamos. Ao longo de nosso crescimento, por exemplo, as preferências musicais mudam de forma profunda. Na adolescência o gosto musical é sempre marcado por uma forte tendência por participar de grupos, assumir uma causa, algo que define identidade. Com o passar do tempo, entramos para novos grupos, participamos de momentos diferentes, e começamos a criar novos gostos, quase sempre alinhados ao grupo, ou a crença que temos sobre o momento que vivemos. Um indivíduo que sempre ouviu pop, mas com o passar do tempo passou a ser um leitor voraz, consumindo profundamente os clássicos da literatura, tende a abandonar o pop gradualmente e assumir novos gostos, gostos esses que se enquadrem no novo ideal de ser, algo alinhado a seus gostos literários. A marca mais profunda que o livro de Vanderbilt deixa é o quão intensa é a participação da sociedade em nossos gostos. Munido de diversas pesquisas e referências a sociólogos renomados, o autor demonstra em diversos campos, como nossos gostos estão condicionados aos outros – ou na oposição direta aos gostos dos outros. Um grande exemplo sobre o gosto como algo social, é o caso da cerveja. Dificilmente alguém quando bebe cerveja pela primeira vez, salve a bebida, garantindo que ela é deliciosa, imperdível. Todos têm uma certa reserva sobre a bebida, mas com a repetição, e insistência ela ganha espaço. A questão é: por que insistimos no que não gostamos de primeira? Se aquilo que não gostamos tem um significado, nós aprendemos a gostar, pois aquilo nos garante espaço no grupo. A cerveja, mais do que sabor, tem grande valor simbólico, principalmente por ser uma bebida amarga, e que esteve ao longo da história ligada à masculinidade,

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  • Wikinomics | Don Tapscott e Anthony Williams

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    Em “wikinomics” os autores Don Tapscott e Anthony Williams apresentam uma grande pesquisa sobre digital, negócios e economia. Através do pensamento do compartilhamento, da sabedoria das multidões e do fluxo aberto e pouco hierárquico da internet, os autores apresentam novas oportunidades e modelos de negócios. O termo wikinomics é inspirado no software web “wiki” que abriu diversas possibilidades de gestão de conteúdo e comunidades, e que por sua vez, vem da palavra havaiana “wiki” que significa “rápido”. Com a entrada da plataforma wiki, várias empresas, comunidades, universidades passaram explorar o software, embora de maneira tímida; pouco expressiva. O conceito foi ficar conhecido e difundido com a Wikipédia, que através de um modelo rápido, dinâmico e aberto de gestão de conteúdo mudou de uma vez por toda o conceito de informação na web. Em poucos anos a Wikipédia se transformou no maior acervo de informação da internet, com uma comunidade ativa e comprometida com a manutenção e conservação de conteúdo de qualidade. Com o avanço da tecnologia e sua respectiva democratização, tivemos uma entrada em massa de centenas de milhões de usuários. Muitos desses usuários ávidos para conhecer mais das ferramentas, compartilhar seus conhecimentos e fazer parte de uma comunidade.  Os autores marcam o início da leitura ao mostrar as possibilidades de explorar o oceano de mão de obra altamente qualificada que existe pelo mundo, mas que antes era pouco explorada por não existir meios simples e dinâmicos de comunicação. O case é da Goldcorp, uma empresa de extração de ouro que vinha sofrendo diversas crises, greves, altos custos de extração e pouca exploração das jazidas – tudo indicava uma iminente falência. Nesse período conturbado o CEO da Goldcorp estava lendo e descobriu a história de Linus Torvalds, o fundador do Linux que com toda sua inteligência teve a sacada de criar um sistema operacional livre, com programadores descentralizados e uma comunidade ativa pouco hierarquizada. Isso o inspirou a lançar o desafio Goldcorp e oferecer 500 mil dólares a quem descobrisse novos métodos de exploração dos dados e ferramentas da Goldcorp. Foi assim que a Goldcorp abriu seu banco de dados, informações sempre restritas guardadas à sete chaves pela indústria. Não demorou para muitos cientistas, engenheiros, hackers e outros indivíduos se inscreverem. Passado pouco tempo os resultados apareceram e iniciaram uma revolução na história da Goldcorp que nos próximos anos saltaria de um faturamento de 100 milhões para 9 bilhões. Os autores gostam muito desse case pois ele explora tudo de melhor que a internet tem para oferecer; uma linha aberta e de fácil comunicação, um ambiente pouco inclinado à títulos e muito mais voltado a resultados e participação. No desafio Goldcorp a empresa investiu pouco capital, abriu o desafio para milhares de pessoas altamente capacitadas e que de outra maneira não teriam criado nenhum vínculo com a Goldcorp. Seria impossível para Goldcorp contratar tantas pessoas e comandar uma equipe tão diversa e ampla de P&D.  Ao longo do livro os autores se servem de diversos cases ao estilo Goldcorp, sempre a exemplificar seu conceito “wikinomics” que são baseados em 4 pilares: abertura, peering, compartilhamento e ação global. O primeiro caso citado, o case Goldcorp é um exemplo claro de abertura. Vindo de um ambiente fechado, conservador, a Goldcorp explora essa ousada opção – abrir sua base de dados, históricos, plantas, detalhes técnicos, etc. O segundo pilar é o peering, um conceito também emprestado da tecnologia, onde duas ou mais partes se conectam, compartilham e geram resultados. O case de peering mais marcante do livro é o sistema operacional Linux. Em uma indústria altamente competitiva, com jogadores agressivos e dominantes, Linus Torvalds e uma porção de hackers criaram um sistema que dominaria a indústria de servidores, mudando completamente o cenário comercial do setor.

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  • Vertigem Digital | Andrew Keen

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    Em “Vertigem Digital” Andrew Keen faz duras críticas à grandes conglomerados de tecnologia, poderosos empresários e influenciadores, mas também não deixa de apontar o fraco de nossa sociedade moderna – centrada no eu, vaidosa e carente de relações profundas. Keen provoca, sacode, grita, e nos faz pensar sobre o digital e a diluição das relações e do que significa ser humano no século XXI. Andrew Keen é polêmico – não é querido no vale do silício e é duramente criticado por muitos magnatas e pensadores da web 2.0. Ele não mede palavras e lança julgamentos pesados e diretos à grandes nomes, como também à sociedade em modo geral. Embora seu tom radical, é possível encontrar muita lucidez em suas reflexões, um pensamento fresco e muito atual sobre o mundo das redes sociais, da centralidade no eu e de um narcisismo generalizado. Em clara oposição às ideias de Steven Johnson e Clay Shirky, autores otimistas da onda digital, Keen acusa-os de inocentes e um tanto cegos para os desdobramentos das inovações tecnológicas na sociedade. O autor impressiona com seu repertório, dando sustentação à suas reflexões através de conexões com ideias de grandes pensadores como: Foucault, Kafka, Mill e outros. Com uma bagagem cultural rica e um apetite intenso por desmascarar o mundo digital das aparências e vaidade, o autor faz diversos paralelos; o primeiro e central no livro é com o filme e obra de Alfred Hitchcock, Vertigo(um corpo que cai) onde “a vertigem”, a confusão, o caos, se alinha com os tempos atuais onde vivemos uma vida “real” e outra “digital. Mas além disso o autor faz uso de outras referências como a obra “1984” de George Orwell para tratar assuntos como a hipervisibilidade e a privacidade. Há também comentários sobre o “Show de Truman” e a vida aparente que levamos, onde os que nos vigiam veem a projeção de um “eu” que não corresponde ao real, e nessa dinâmica o indivíduo acaba perdendo a própria noção de identidade. Um trecho marcante da leitura, e uma crítica direta ao livro “O animal social” de David Brooks, é que hoje existe uma supervalorização do social, e o autor comenta que quanto mais atomizadas são as relações, mais nos sentimos atraídos pela ideia do social. Quanto mais o indivíduo evangeliza sobre o digital, sobre as relações, sobre o social, menos ele de fato vive o social e as relações. Sempre desejamos o que não temos, e os indivíduos com apetite para fazer amigos, ganhar likes e criar conexões no digital, tendem ter relações mais rasas e efêmeras. Keen relata no livro a história de um grande empreendedor do vale do silício que basicamente não interage pessoalmente com as pessoas, mas sim através de muitas telas e tecnologia. O autor brinca que embora o empreendedor seja um evangelista da total abertura no digital e inexistência da privacidade, ele mora em um condomínio seguro, muito protegido e não sabe nem o nome dos vizinhos. Keen demonstra o paradoxo que existe no vale do silício, onde os indivíduos pregam o social, mas não vivem ele fora do digital. No mundo real onde existe a decepção, coisas dão errado e há mágoas, eles evitam o contato – Keen satiriza que no mundo real não posso deletar ou deixar de seguir alguém de forma tão prática e desapegada, praticamente indolor como no digital. Essas inclinações atingem principalmente os jovens, as gerações mais inseridas no digital e que vivem grudadas às telas o tempo todo. As novas gerações conversam menos pessoalmente; algumas análises sugerem que essa é uma forma de se proteger, se fechar, evitando laços profundos e complexos. Em uma sociedade do descartável e das relações instantâneas, todo diálogo íntimo se transforma em algo pesado, e em qualquer decepção a relação é logo terminada, exclui se o vínculo.   A energia canalizada no digital leva o indivíduo a centrar-se no eu, sempre na busca por demonstrar suas preferências, pontos de vistas, lugares que frequenta, pratos que come e tudo que fortalece sua imagem,

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  • Mindset | Carol Dweck

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    Em “Mindset” Carol Dweck discute sobre o poder que as crenças e visões de mundo têm sobre a vida pessoal e profissional. A forma como enxergamos nossas capacidades têm influência direta em nossos resultados e esse estilo de pensar vai nos dar motivos para continuar ou desistir. O mindset é nosso conjunto de crenças, são ideias que temos sobre sucesso, dinheiro, felicidade, etc. É a partir do mindset que encaramos as diversas situações do dia a dia, e é através dele que tomamos decisões. A definição de mindset seria algo próximo de “configuração mental” - como está organizado nosso mundo e como devemos deliberar. No desenvolvimento do livro, a autora desdobra o conceito de mindset em duas ideias: mindset fixo e mindset de crescimento. Todos nós somos uma mistura de ambos os mindsets e em cada situação eles vão deflagrar comportamentos diferentes. Diante de um problema podemos desistir ou perseverar, sorrir ou chorar, entender os limites ou maldizer a vida. O mindset fixo crê que as coisas são como são e isso faz da vida algo permanente. Sou inteligente ou sou burro, sou bom de matemática ou não, desenho bem ou sem chance, etc. Os problemas do mindset fixo é que existe pouquíssimo espaço para o aprendizado e para a falha. Isso cria um ambiente hostil que exalta talentos “prontos” e marginaliza iniciantes. O mindset fixo é tão vaidoso que muitos jovens que estudam ou leem por horas afirmam para os outros que nem estudaram, resolvem os problemas com facilidade e escondem o custo real de seus resultados. É um tipo de vaidade que exalta o talento nato e cria uma visão limitada do desenvolvimento pessoal. Do outro lado está o mindset de crescimento, que não é perfeito, mas encara os problemas e limitações como uma oportunidade para avançar. Se não sou bom em história é porque não estudei o suficiente, sendo assim devo ler mais livros e ver mais documentários para me desenvolver. O mindset de crescimento não encara esse problema como um limite inerente àquela pessoa; ela não nasceu definida a ser ou não boa. Ela deve fazer por merecer, criar estratégias e trabalhar duro. É muito importante entender que o mindset não é algo permanente e todos nós variamos entre o mindset fixo e mindset de crescimento por toda nossa vida. Ninguém só vê o mundo como uma oportunidade constante de aprendizado, como também ninguém é absolutamente travado e fatalista. Essa visão é importante pois no dia a dia, muitos momentos vão nos levar para cima ou para baixo, e em muitos casos vamos nos sentir mal e limitados. Por isso é necessário desenvolver a autopercepção, é preciso notar nosso humor e nossa tendências. Com essa percepção seremos capazes de levar nossos esforços para o longo prazo e com isso os momentos de desânimo não vão definir toda nossa jornada. Muitas vezes vamos acertar e tantas outras errar, é o conjunto de ações de crescimento que no longo prazo vai nos garantir progresso. No livro a autora traz muitas estratégias para desenvolver o mindset de crescimento e apresenta também vastas histórias sobre grandes personalidades, como enfrentaram os desafios, como venceram em momentos difíceis e como passaram pelas fases de baixo rendimento e desânimo. Nesse conjunto de estudos de caso, histórias e pesquisas, o livro corre fluído e de leitura fácil.   Top 5 Aprendizados 1 - Ninguém é só mindset de crescimento ou só mindset fixo Ninguém está condenado a pensar e encarar a vida de um único jeito. Dependendo da situação podemos ser positivos ou negativos. Há sempre volatilidade em nossos estilos de mindset. 2 - Mudar é possível. Exige esforço, paciência e tempo, às vezes muito tempo É possível mudar e alcançar grandes resultados, mas isso exige um grande mergulho em nós mesmos. É preciso se lançar ao desafio, se esforçar e acima de tudo, ser paciente. Processos que envolvem mudança de hábitos ou crenças levam muito tempo.

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  • Lá vem todo mundo | Clay Shirky

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    Em “Lá vem todo mundo” Clay Shirky discute as mudanças sociais e econômicas provocadas pelas ferramentas digitais. A democratização da produção e distribuição de conteúdos tem mudado profundamente nossa sociedade. Esse novo contexto provocado pela difusão das tecnologias e da internet tem alterado nossa relação com o trabalho, com os outros e até com nós mesmos. Consultor, escritor e professor, Clay Shirky pesquisa e estuda tecnologia e internet desde 1996. Desde então, escreve para importantes veículos como New York Times, Harvard Business Review e entre outros, difundindo suas ideias e impressões sobre o digital. Suas ideias giram em torno de questões sociais e políticas, como a tecnologia e a internet tem mudado a estrutura de nossa sociedade, como pequenos grupos tem exercido pressão e provocado mudanças importantes em direção à democracia e liberdade de expressão. O autor identifica alguns pontos chave para democratização do conteúdo e abertura de algumas profissões na era da internet. O ponto central é o desmoronamento dos custos transacionais para reunião de pessoas, intenções e projetos. Com o progresso tecnológico muitas operações se tornaram quase gratuitas, seus custos caíram perto de zero, permitindo a inúmeros indivíduos criar plataformas online, compartilhar suas ideias e conhecimento, se reunir em torno de causas e pressionar autoridades e empresas em direção a seus desejos e necessidades. O autor acredita que o primeiro ponto da virada foi o e-mail, pois antes dele era caro contactar muitas pessoas e simplificar sua mensagem. Era preciso datilografar ou imprimir cartas, preparar envelopes, despachar e aguardar do outro a resposta. Outra opção eram as ligações, mas mesmo assim eram caras e do outro lado a chance de não existir um telefone era muito alta. Logo, o custo transacional era muito alto, e quando o custo transacional é alto as pessoas se afastam e evitam o esforço. É importante pontuar que o custo transacional não é só monetário, tem a ver também com o tempo, esforço, relações de apoio que precisam dar suporte à causa, etc. Com a criação do e-mail houve um salto na comunicação, uma vez que mais pessoas puderam se comunicar, trocar ideias, compartilhar impressões, tudo isso de forma simples e rápida. O avanço da tecnologia e o desenvolvimento de plataformas digitais como blog e wiki, permitiram um novo salto, que democratizou o meio de distribuição. Você não precisa ter um site, pagar alto por uma hospedagem para manter um blog ou wiki, existem muitas plataformas que oferecem isso de graça. Dessa forma, as massas ganharam poder de comunicar suas ideias, e tudo isso a um custo transacional baixíssimo. O autor demonstra que quando o custo transacional baixa, a escassez acaba e muitas profissões perdem espaço e são forçadas a produzir de graça. Quando todos tem acesso a fotografar, escrever e distribuir notícias e artigos, nasce uma pressão na direção dos jornalistas e fotógrafos. Essa facilidade para novos entrantes força os profissionais em outras direções, o que produz mudanças tanto na sociedade quanto na estrutura dessas profissões. Esse progresso tecnológico permitiu que pessoas que antes teriam uma chance mínima de se conhecer e criar projetos juntos, travar contato e se relacionar. Essa facilidade para encontrar pessoas como nós, com intenções, sonhos e gostos parecidos é uma grande vantagem da internet, e tudo isso a um custo baixo. Quando acontece esse movimento, pessoas com motivações parecidas podem colidir, produzindo novas ideias, projetos e até movimentos sociais. A reunião de pessoas parecidas, engajadas em algumas causas, produzem plataformas como a Wikipédia, por exemplo. Ela é uma organização descentralizada, onde qualquer indivíduo pode participar, contribuindo com um fragmento de seu conhecimento e trabalho. A somatória de intenções e realização culminam em uma plataforma com milhões de verbetes e com o maior repertório de informação que o homem a...

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  • Estratégia Competitiva | Michael Porter

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    O clássico “Estratégia Competitiva” de Michael Porter traz um profundo estudo sobre concorrência e mercado. Em um livro amplo, fragmentado e muito denso o autor apresenta técnicas para análise de indústrias e da concorrência. Lançado no início da década de 80, o livro continua ainda hoje presente em cursos de negócios, administração e marketing. Muitas coisas mudaram na indústria, contudo, o clássico de Michael Porter ainda é um poderoso instrumento para desenvolver o pensamento estratégico e entender o desdobramento das técnicas para análise da concorrência e das indústrias. O livro traz um conjunto amplo de métodos para analisar indústrias e identificar o posicionamento de fornecedores, clientes e concorrentes. As ideias de Michael Porter sobre estratégias competitivas foram condensadas no chamado “modelo das 5 forças” e nela dezenas de artigos, textos e pesquisas foram construídos, posicionamento o pensamento e planejamento estratégico como fator decisivo de sucesso e perenidade dos negócios. Pela densidade e volume de informações contidas no livro “Estratégia Competitiva” o melhor caminho é apresentar o modelo da 5 forças, do contrário o texto se alongaria profundamente, tomando forma técnica, desviando do objetivo de resumir a ideia da obra. Antes de tratar o “modelo das 5 forças” é importante definir o que é “estratégia competitiva”. A estratégia competitiva é o posicionamento da empresa no ambiente competitivo, por posicionamento devemos entender as mais diversas áreas da empresa, como: produto, vendas, marketing, logística, atendimento, etc. Entendido o posicionamento da empresa em seus diferentes aspectos, se tem então a estratégia competitiva. Logo, a estratégia competitiva, trata de como a empresa vai jogar, em quais mercados, quando e quais serão as táticas, etc. Ameaça de novos entrantes Entrantes trazem nova capacidade, seja financeira ou produtiva, desejo de ganhar parcela de mercado e recursos substanciais. Os preços podem cair e o custo aumentar, diluindo a rentabilidade dos outros concorrentes. Poder de negociação dos fornecedores Dependendo da indústria, fornecedores tem mais ou menos poder. Tudo depende da oferta e da demanda. Quando fornecedores são poderosos, eles sugam a rentabilidade, inflacionando os preços. Por total dependência, a empresa fica refém dos desejos dos fornecedores. Ameaça de produtos substitutos Todas empresas em uma indústria estão competindo com indústrias que fabricam produtos substitutos. Os substitutos reduzem os retornos em um setor, estabelecendo um teto nos preços e lucros. Poder de negociação dos compradores Quando o comprador é poderoso ele pode forçar os fornecedores a trabalhar mediante a suas regras, otimizando seus negócios e aumentando sua rentabilidade. Um comprador forte que tem uma rede de fornecedores com grande dependência e pouco poder de barganha, acaba sendo submetido ao jogo do comprador. Rivalidade entre os concorrentes Se traduz em disputa por posição, isso é feito através de táticas como concorrência de preços, batalhas de publicidade, novos produtos, aumento de serviços ou garantias.   Top 5 Aprendizados 1 - Tudo pode virar objeto do pensamento estratégico Todos desafios ou problemas podem ser abordados através do pensamento estratégico, na qual visa utilizar da melhor maneira possível os recursos disponíveis, como por exemplo, tempo ou dinheiro. 2 - As empresas nunca podem parar de aprender o setor em que atuam Muitas empresas limitam-se em seu mundo e param de aprender, muitas o fazem por ter tido grande sucesso no passado, e assim deitam em suas glorias passadas e tornam-se vulneráveis. A história está repleta de casos de grandes empresas, muitas globais, que faliram retumbantemente por não conseguir acompanhar o mercado e as inovações. O aprendizado deve ser política de uma empresa, todos devem estar alertas e em constante progress...

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