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  • Encontros inesperados podem virar a vida de cabeça pra baixo. Ainda que a virada venha com calma, método e com suspensões no tempo. Tsukiko é uma mulher de 38 anos imersa na solidão da cidade. O excesso de vida do cenário urbano parece deixar tudo morto, há uma apatia que ronda a vida dela, assim como uma inércia que comanda a rotina. O reencontro com um professor do colégio, com quem ela começa a beber com frequência em um bar local, impõe freios às rodas que girava sem que a jovem nem percebesse. Neste encontro entre Tsukiko e o professor estão histórias do passado e perguntas sobre o futuro. Há uma aura de mistério e um flutuar sem pressa nesta relação de contornos borrados e indefinidos. A Valise do Professor, de Hiromi Kawakami, é tema do oitavo e último episódio desta temporada do Põe na Estante sobre literatura japonesa. Para a conversa, a mediadora Gabriela Mayer recebe a escritora Carina Bacelar e o jornalista Luis Henrique Marcondes.

    Este é um podcast produzido por Rádio Guarda-chuva.

    Produção, roteiro, edição e apresentação: Gabriela Mayer
    Mixagem de som: João Victor Coura
    Capa: Arthur Mayer
    Artes para o Instagram: Júlia Maciel
    Trilha: Getz me to Brazil, Doug Maxwell

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  • Knut nasceu junto com a própria fama. Ao ser rejeitado pela mãe no zoológico de Berlim, o filhote de urso polar ganhou o mundo e conquistou admiradores nos diferentes continentes. A história, verdadeira, inspirou a ficção e reuniu em um mesmo livro a avó, a mãe e ele próprio, o pequeno Knut. Cada um procurando jeitos de contar a própria história, de se fazer conhecer no tempo e no espaço, de atravessar muros de Berlim, Cortinas de Ferro, palcos, picadeiros e jaulas. Memórias de um urso-polar, de Yoko Tawada, é tema do sétimo episódio do Põe na Estante, que tem como convidadas as jornalistas Juliana Yamaoka e Mariana Agunzi.

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  • Shimamura é um bon vivant de Tóquio que vai a uma hospedaria de águas termais nas montanhas, cenário de um triângulo amoroso pouco concreto, daquelas relações para bons entendedores. Komako, uma gueixa, e Yoko, uma jovem que vive no povoado, completam o trio. Shimamura vive fechado em um universo individual com espaço para mais ninguém inteiro, o que sabemos sobre ele são fragmentos da impressão que ele faz do mundo e das pessoas. A capacidade de observar, ressaltar detalhes, enxergar a beleza não tornam o protagonista comovido ou comovente; aliás, ele é mais gélido do que o pico das montanhas que o rodeiam. Vez ou outra, parece inerte. O País das Neves, de Yasunari Kawabata, é tema do sexto episódio do Põe na Estante, no qual a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, recebe como convidados os escritores Mariana Brecht e Jacques Fux.

    Este é um podcast produzido por Rádio Guarda-chuva.

    Produção, roteiro, edição e apresentação: Gabriela Mayer
    Mixagem de som: João Victor Coura
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    O que acontece quando o Põe na Estante e o Finitude se juntam? Um clube do livro em podcast só sobre envelhecimento, saúde mental, cuidados paliativos, morte e luto.

    Este é o terceiro episódio do Finitude na Estante: os jornalistas Gabriela Mayer, Renan Sukevicius e Juliana Dantas foram convidados pela Editora Planeta para ler o mesmo livro e conversar sobre as impressões que tiveram. As reflexões extrapolam as páginas da obra e querem te provocar a pensar sobre a sua própria vida, o seu próprio cotidiano.

    A conversa é sobre o livro "Pra quando você acordar", escrito por Bettina Bopp.

    O Põe na Estante e o Finitude são dois dos podcasts de fundação da Rádio Guarda-chuva, a primeira rede brasileira de podcasts exclusivamente jornalísticos.

  • Quem não quer uma boa companhia? Klara é como eu, como você. Na verdade, um pouco mais jovem que eu. É uma menina. Que anda, que fala, que ri, que acompanha o movimento do sol. Klara é uma menina-robô. Uma AA, diz o rótulo, uma amiga artificial. E é isso que ela quer: ser amiga de alguém, ser escolhida para ser amiga. O encontro com Josie é uma promessa de relação e uma oportunidade de aprendizado. A convivência com os humanos ensina sobre o cenho franzido, os olhos marejados, os punhos cerrados, os dentes à mostra... Nuances que a programação não alcançou, Klara busca na observação. As emoções, que Klara reproduz e nomeia, são emuladas. Mas e nós? Emulamos ou sentimos? Klara e o Sol, de Kazuo Ishiguro, é tema deste quinto episódio do Põe na Estante, que recebe os jornalistas Cynthia Martins e Eduardo Frumento como convidados.

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  • Há muitos jeitos de viver o amor. E há também jeitos de fingir vivê-lo. Midori e Saiko estão ligadas à Josuke. O caçador solitário foi um dia casado com uma e amante de outra. Hoje, restaram a ele as cartas que ambas deixaram. Esta é uma história que conhecemos em versões, em recortes. Sabemos por uma. Sabemos pela outra. E sabemos também por Shoko, filha de Saiko, que descobriu o triângulo com surpresa – não pelo caso extraconjugal, pela capacidade de manter um amor submerso por tantos anos. As cartas são como o eco de um tiro em floresta silenciosa: o estrondo já foi, mas os resquícios dele ficam. O Fuzil de Caça, de Yasushi Inoue, é tema do quarto episódio desta temporada. Nesta conversa, a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, recebe a diretora cultural da Japan House São Paulo, Natasha Barzaghi Geenen, e o empresário e fotógrafo Vinícius Neves.

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  • Ah, que saudade que eu tenho da aurora da minha vida, da minha infância querida, que os anos não trazem mais... Não é só o Casimiro de Abreu, não. Maria também é saudosa de seus tempos de juventude, da sua praiana em que vivia, da vida singela de uma comunidade pequena e da amizade intensa com uma prima que passou os primeiros anos de frente com a finitude. Tsugumi, grosseira e por vezes cruel, é dona de um corpo frágil e de uma personalidade robusta. Apesar de uma doença crônica - ou, talvez, por causa dela. Maria, narradora-personagem que agora vive em Tóquio, nos deixa às voltas com as lembranças desta relação ambivalente no último verão passado na cidade-natal. Tsugumi, de Banana Yoshimoto, é tema deste terceiro episódio da temporada. Para esta conversa, a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, recebe a tradutora Rita Kohl e o jornalista Walter Porto, autor da coluna Painel das Letras, na Folha de S.Paulo.

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    O que acontece quando o Põe na Estante e o Finitude se juntam? Um clube do livro em podcast só sobre envelhecimento, saúde mental, cuidados paliativos, morte e luto.
    Este é o segundo episódio do Finitude na Estante: os jornalistas Gabriela Mayer, Renan Sukevicius e Juliana Dantas foram convidados pela Summus Editoral para ler o mesmo livro e conversar sobre as impressões que tiveram. As reflexões extrapolam as páginas da obra e querem te provocar a pensar sobre a sua própria vida, o seu próprio cotidiano.
    A conversa é sobre o livro "Quando a morte chega em casa", organizado por Teresa Vera de Souza Gouvêa e Karina Okajima Fukumitsu, que conta com diversos coautores - entre eles Tom Almeida, criador do movimento inFINITO e colunista do Finitude.
    O Põe na Estante e o Finitude são dois dos podcasts de fundação da Rádio Guarda-chuva, a primeira rede brasileira de podcasts exclusivamente jornalísticos.

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  • Há coisas que perduram com a humanidade. Não importante onde estejam, quando estejam: se há pessoas, há guerra, há violência, há pestes, há destruição e há... histórias. As histórias são os que nos fazem presentes, mas também o que nos fazem passado, memória. Somos porque fomos. E seremos porque somos. São as histórias que ligam os tempos, que ligam os espaços, que ligam as vidas. Os livros são um recipiente destas histórias que nos conectam. Cinco pessoas estão ligadas por uma mesma obra. Por um livro que resistiu às intempéries, às ameaças e aos tempos. Um livro que fez dos sobreviventes, viventes. Na antiga Constantinopla, nos palcos de um teatro em uma biblioteca americana nos dias de hoje, em uma nave espacial que escapou de um planeta inabitável... A fábula grega da Cuconuvolândia atravessou gerações e uniu os personagens que constroem Cidade nas Nuvens, de Anthony Doerr, tema deste episódio bônus do Põe na Estante, que reúne a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, e as jornalistas Renata Della Nina e Juliana Dantas, apresentadora do Podcast Finitude.

    Link para o livro - https://amzn.to/3KCfOUv

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  • Keiko Furukura é uma mulher de trinta e poucos anos que trabalha em uma konbini, uma loja de conveniência. Só donas de casa que precisam complementar a renda do marido trabalham em uma konbini com essa idade. Mas não é o caso. Keiko nunca se casou. Aliás, nunca se relacionou com ninguém. Também não tem muitos amigos. É distante da família, que passou a vida desejando que ela se curasse da inadequação. A konbini é a vida de Keiko. Um mundo hermeticamente fechado na konbini. Sem comunicação com o lado de fora, onde estão as expectativas, as normas sociais, os contratos de convivência e os silêncios. Keiko quer o som da konbini. Lá fora, ela mal existe. Mas na konbini, ela é inteira. Querida Konbini, de Sayaka Murata, é tema do segundo episódio desta temporada. Para esta conversa, a jornalsita Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, recebe a psicanalista e crítica literária Fabiane Secches e a tradutora Anna Ligia Pozzetti, autora da página @komorebitranslations no Instagram.

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  • Os caminhos as vezes entortam e a gente para na curva. Mas depois o fluxo segue e a gente aprende a percorrer os novos trajetos. Tsukuru Tazaki achou que a vida seguiria por um rumo, mas foi surpreendido pela rejeição do grupo de amigos do ensino médio. O vínculo íntimo e profundo que os cinco compartilhavam enquanto viviam em Nagoia se desfez de repente e sem explicações. Em Tóquio, onde foi fazer faculdade, Tsukuru, o único dos cinco a não carregar no nome uma cor, escondeu a ferida com um tampão e passou sem 16 anos sem fazer perguntas sobre o passado, ainda que as histórias o acompanhassem diuturnamente. Mas não há tampão que dure para sempre. Uma hora a cola acaba, o tampão desprega e a ferida está lá, semi-aberta. As buscas internas são também as missões de um peregrino. O Incolor Tsukuru Tazaki e Seus Anos de Peregrinação, de Haruki Murakami, é o tema do episódio de estreia da sexta temporada do Põe na Estante, que vai ser uma viagem pelo Japão. Para esta conversa, a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do podcast, recebe os jornalistas Victoria Mantoan, fundadora da Livraria do Brooklin, e Tomás Chiaverini, idealizador e apresentador do podcast Rádio Escafandro.

    Este é um podcast apresentado por B9 e produzido por Rádio Guarda-chuva.

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  • As fronteiras nem sempre são claras. Há horas em que mudam as cidades, mudam os tempos, mudam os ventos. E nem notamos. Mas sentimos quando uma nova estação se aproxima. Especialmente se for o inverno, que sopra frio e escurece o céu. Na pequena e fronteiriça Corrientes, diferentes núcleos familiares se encontram nessas divisas difusas e rumam lado a lado, ainda que tão diferentes, a momentos de sombra em que a poesia e a palavra são punidas, por revolucionárias. A patente, o batente, o parente farão a diferença entre prender e soltar, viver e morrer. Não há escape. As regras são vigiadas na Terra e em outros planos e aqueles – aquelas – que as quebram ficam entre padres e grades. O Inverno de Gunter, de Juan Manuel Santos, é tema deste último episódio da temporada do Põe na Estante. Para esta conversa, a jornalista Gabriela Mayer recebe a jornalista paraguaia Carolina Ramírez Molina, que atua na área de cultura e turismo do Consulado do Paraguai em São Paulo, e a editora Laura Del Rey, uma das sócias da editora Incompleta, responsável pela revista Puñado.

    Este é um podcast apresentado por B9 e produzido por Rádio Guarda-chuva.

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  • No dia da Consciência Negra, o podcast Mamilos ocupa o feed de diversos programas da Rede B9 para uma reflexão sobre escuta, memória e legado. Saiba mais acessando mamilos.b9.com.br.

    Todo mundo tem pai e mãe. Seu pai e sua mãe têm pai e mãe. Os pais e mães deles também. E assim por diante. Formalmente, é essa linha que tende ao infinito que forma o que chamamos de antepassados. Os nossos ancestrais. Os estudos de História revelam que grande parte das culturas, em algum momento, sentiram necessidade de se relacionar com eles, se conectando e reverenciando as sabedorias, os sorrisos, as memórias - boas ou ruins - faziam falta, e precisavam se manter vivas de alguma forma.

    Nós não somos diferentes, mobilizando até mesmo a ciência e pesquisas em genética em busca de quem nos antecedeu. Mas o que uma família, uma tribo, um povo perdem quando essa linha do tempo é apagada, borrada ou até mesmo roubada? De que formas é possível romper essa conexão com o passado? Hoje, como um conteúdo especial da Rede B9 de podcasts para o Dia da Consciência Negra, reunimos os nossos ouvintes, nossas vozes e nossas plataformas para um debate sobre o significado, a importância, as estratégias e as lições do povo negro brasileiro no culto à ancestralidade como ferramenta de luta, autocompreensão e resistência. A advogada e escritora Juliana Souza e o apresentador do podcast "História Preta", Thiago André, fazem esse diálogo com Cris Bartis e Ju Wallauer. Vamos juntos.

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    EQUIPE MAMILOS

    Mamilos é uma produção do B9

    A apresentação é de Cris Bartis e Ju Wallauer

    Pra ouvir todos episódios, assine nosso feed ou acesse mamilos.b9.com.br

    Quem coordenou essa produção foi a Beatriz Souza.

    O apoio à pauta e pesquisa foram de Hiago Vinícius e Jaqueline Costa.

    A edição foi de Gabriel Pimentel e as trilhas sonoras, de Angie Lopez.

    A identidade visual é de Helô D’Angelo.

    A curadoria nos programas de história é realizada por Déia Freitas.

    A publicação ficou por conta do Agê Barros.

    O B9 tem direção executiva de Cris Bartis, Ju Wallauer e Carlos Merigo.

    A coordenação digital é do Pedro Strazza, Soraia Alves, Matheus Fiore e Costa Gustavo e o atendimento e negócios é feito por Rachel Casmala, Camila Mazza, Greyce Lidiane, Luzi Santana e Telma Zenaro.

  • Um país real e um país sonhado. Voltar à terra natal depois de 20 anos de exílio é se reencontrar com o que existe e redesenhar o que se desejou que existisse. O jornalista que narra foi embora para Montreal. Lá, buscou refúgio de uma ditadura. Ao retornar, voltar à casa da mãe, dividir o espaço com aquela mulher antes ingênua, hoje uma fera, não há alternativa senão escrever. E uma história que corre de boca em boca, na noite misteriosa, o empurra para a caneta imaginária. É que há uma revolta em curso. Pessoas que não morrem, que resistem à fome, que morreram mas seguem em pé. O que acontece nesta terra onde morrer não vale a pena? Como colocar no papel o que não conseguimos nem nomear? Escrever é iluminar a noite ou é contar da escuridão em oposição à luz do dia? País Sem Chapéu, de Dany Laferrière, é tema do sétimo episódio do Põe na Estante. Nesta nova parada pela América Latina, a jornalista Gabriela Mayer recebe como convidadas a internacionalista Camila Asano e a psicóloga haitiana Fredcarme Tima.

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  • Omitido, proibido, constrangido. Tem assuntos que saem aos sussurros, que só despontam em mesas à meia luz, que só eclodem em quartos fechados, que circulam por cantos tímidos. Até que chega uma jornalista que estampa os segredos em textos de páginas inteiras ou, pior, de mais de uma página. Mas segredo para quem? Gabriela Wiener é uma experimentadora, uma curiosa sobre o sexo, sobre a sexualidade e sobre as relações afetivas. Ela desvenda corpos e desejos e, mais do que isso, mapeia ideias, modelos, formatos, experiências. Constrói uma documentação dos tipos de relações, dos diferentes encontros, dos jeitos de transar, de desejar, de gozar. O que a gente fala baixinho, ela escreve em voz alta. Sexografias, de Gabriela Wiener, é tema deste sexto episódio da temporada. Nele, a jornalista Gabriela Mayer recebe a jornalista Eliz Oliveira, autora do perfil @nossaliteratura no Instagram, e o ator peruano Pedro Pablo Corpancho.

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  • A liberdade está à venda – e custa baratinho. A privacidade, em compensação, vale uma fortuna. A internet que o bielorrusso Evgeny Morozov desenha é um lugar escuro e sombrio, um caminho para a disseminação de notícias falsas e propaganda extremista, o controle social e a repressão política, para a vigilância em massa. A tecnologia, por sua vez, é muito mais uma criadora de problemas do que uma solucionadora deles. Aliás, os debates sobre ela caem, vira e mexe, em lugares similares: aqueles que sancionam aspectos perversos e cruéis do neoliberalismo. E o Vale do Silício? Ah, ele nos dá motivos de sobra para ser odiado. Mas odeie baixinho, porque eles têm os seus dados e conhecem o que você diz, pensa e sente, até. Mas calma, não se assuste tanto. Porque a emancipação talvez tenha jeito. E talvez haja pistas para ela em Big Tech – A ascensão dos dados e a morte da política, livro de Evgeny Morozov, tema do episódio de estreia do Põe na Estante – Ler o Mundo, braço de não-ficção do podcast. A jornalista Gabriela Mayer recebe o professor da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp Diego Vicentin, que pesquisa a relação entre tecnologia e política, e a diretora-executiva do Olabi, Silvana Bahia, que pesquisa a democratização da tecnologia.

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  • A alma é um lugar sombrio. Ou pelo menos é o que nos indicam os livros que nos permitem mergulhar nessa parte escondida, misteriosa e talvez inexplicável de quem somos. O horror não precisa de efeitos especiais, o suspense não depende de trilha sonora, o gótico não se submete ao jogo de luz e sombra. Estar vivo já basta para acessar o aterrorizante. As fantasias, especialmente aquelas que nos lembram de que só há vida porque logo vem a morte, são nosso espelho do espanto, são o que dão forma à escuridão. Quem precisa de vampiros, zumbis, bruxas, duendes e fadas, quando há o ser humano? Seis contos conectados pela tensão da violência concreta e simbólica, ligados pela espreita do morte e pela pulsão da vida, compõem Terra Fresca da Sua Tumba, de Giovanna Rivero, tema do quinta episódio desta temporada. Na conversa, a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do Põe na Estante, recebe a engenheira, designer e ativista Jobana Moya e a jornalista e escritora Jéssica Balbino.

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  • A devoção alimenta os egos, as estátuas, as estrelas. E alimenta as Luminosas, seres mitológicos que transformam roqueiros em lendas. Festejados, adorados, idolatrados. Seguidos de perto pelo Enxame de fãs que fazem filas com dias de antecedência, acampam, tatuam, gritam. O culto aos músicos fortalece estas mulheres imortais, cujos corpos não suam, não arfam, não pulsam. Helena é uma delas e James Evans está em suas mãos. Mal sabe ele que seu destino é a missão desta ambiciosa figura, que flerta com a morte quando convém. Luminosas são nome-disfarce. É nas sombras que elas agem, acionando os gatilhos da devoção e articulando um futuro de memórias perenes. Este é o Mar, de Mariana Enriquez, é tema do quarto episódio da temporada, em que a jornalista Gabriela Mayer conversa com a escritora Vanessa Vascouto, autora de Terra Dentro, e com a editora argentina Cecilia Arbolave, uma das fundadoras da Lote 42.

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  • A animalidade que vive em nós é por vezes incontornável. Damares quer ser mãe, mas ela chega aos 40, idade em que as mulheres secam, sem os filhos com os quais sonhou. A negação de seu desejo de vida abre as portas para o que há, nela, de sombrio, aquilo que todos nós guardamos bem no fundo, torcendo para que nunca dê as caras. Mas no caminho havia uma cachorra. Um filhote dengoso, que ela carrega no colo, espreme no peito, acolhe na cama. A cachorra é como uma sombra, companheira de Damares no cenário feroz das ondas que batem no rochedo, lambendo as casas ricas, cuidadas por gente pobre, que beiram o Pacífico. A cachorra cresce e desbrava e descobre. Damares sente e ressente. A Cahorra, de Pilar Quintana, é tema do terceiro episódio da temporada. Nesta conversa, a jornalista Gabriela Mayer, apresentadora do Põe na Estante, recebe o professor de político Sebastian Ronderos e a jornalista Aline Midlej.

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  • Episódio patrocinado: o que acontece quando o Põe na Estante e o Finitude se juntam? Um clube do livro em podcast só sobre envelhecimento, saúde mental, cuidados paliativos, morte e luto.

    Este é o primeiro episódio do Finitude na Estante: os jornalistas Gabriela Mayer, Renan Sukevicius e Juliana Dantas foram convidados pela Editora Nacional a ler o mesmo livro e conversar sobre as impressões que tiveram. As reflexões extrapolam as páginas da obra e querem te provocar a pensar sobre a sua própria vida, o seu próprio cotidiano.

    O Põe na Estante e o Finitude são dois dos podcasts de fundação da Rádio Guarda-chuva, a primeira rede brasileira de podcasts exclusivamente jornalísticos.

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    Talvez você não saiba, mas há uma palavra que nomeia uma unidade de cuidados paliativos: hospice. É em um deles que Rachel Clarke trabalha. Todos os dias, ela cuida de pessoas que sabem que estão perto do fim da vida, gente que tem doenças que fragilizam o corpo e levam à morte. Parece desgastante – e é. Mas é também uma experiência de contato extremo com os afetos, com as demonstrações de amor, com os desejos mais profundos e mais sinceros. Com que você se importaria no seu leito de morte? Os pacientes ensinam a Rachel Clarke que esta, sim, é uma questão relevante de ser respondida – ela vai apontar para o que realmente importa. Mas uma coisa é ser médica especialista em cuidados paliativos e compartilhar com pacientes e familiares o conforto e a dignidade como condição mais relevante do que o prolongamento da vida a qualquer custo. Outra é vestir a roupa de parente e ver a vida se esvair de quem se ama intensamente. Aqui, Clarke entrelaça os dois caminhos, o que deixa a sua experiência e a sua vivência ainda mais humanas. A Vida Perto da Morte, de Rachel Clarke, é tema deste episódio de estreia do Finitude na Estante, que reúne os jornalistas Gabriela Mayer, apresentadora do Põe na Estante, e Juliana Dantas e Renan Sukevicius, apresentadores do Finitude.

    Trilha sonora: Blue Dot Sessions