Episodes

  • Novos investimentos abriram o mundo do agronegócio para pessoas comuns. A partir de R$ 100, você pode entrar em fundos de investimento que compram terras, grãos e ferrovias, ou comprar títulos do agro. O segundo episódio da série “Muito além da porteira” investiga como bilhões de reais estão sendo movimentados por pessoas físicas. A ideia de que “o Brasil alimenta o mundo” serve para atrair dinheiro e evitar qualquer explicação sobre o agravamento do cenário de fome, inflação e concentração de terras.

    A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação usadas neste episódio, está disponível em nosso site.

    Você já entrou no canal do Prato Cheio no Telegram? Ele é nosso fórum de discussão sobre o podcast, onde a gente também manda bastidores e curiosidades sobre a produção dos episódios e divulga com antecedência tudo que estamos fazendo. Aliás, pro Prato Cheio seguir produzindo conteúdo independente e de qualidade, a gente precisa da sua ajuda. Se puder nos apoiar financeiramente, todos os caminhos estão aqui. Se não puder, divulgue a Prato Cheio pra família e amigos, isso nos ajuda muito!

  • Exclusivo. Uma longa investigação revela como o agronegócio e o mercado financeiro se uniram. O crescimento vertiginoso do volume de negócios, na casa de centenas de bilhões de reais, já tem impactos sobre terras indígenas, a agricultura familiar, a produção e o preço dos alimentos. Essa série especial do Joio, em quatro episódios, conta por que o futuro é sombrio. E o que pode ser feito. No primeiro episódio, vamos atrás das origens desse casamento.

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  • No coração da Amazônia, a alimentação de comunidades ribeirinhas passa por uma mudança importante. Comida industrializada chega, alimentos tradicionais vão embora. Entre as causas da transição pode estar um dos principais programas de combate à desigualdade do Brasil. A ciência explica como chegamos até aqui e o que pode ser feito para reverter a situação.

    Esta temporada do Prato Cheio tem o apoio do Instituto Serrapilheira. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação usadas neste episódio, está disponível em nosso site.

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  • Cobb 500 ou Ross 308: qual foi o frango que você comeu esta semana? Pouco importa onde você comprou, qual a marca, quando. Os frangos produzidos pela avicultura de precisão são basicamente uma cópia de matrizes controladas por três empresas. Nesse episódio, a gente explica como foram desenvolvidas as aves que permitiram fornecer frango barato à população mundial, mas com impactos ambientais e muitos problemas de bem-estar animal. Esse frango acelerado, que nasce e morre em no máximo 42 dias, já não tem quase nenhuma semelhança com nossas galinhas caipiras, e se transformou numa máquina que converte ração em carne.

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  • Doko: quatro letrinhas que mudaram a história do Brasil. Quatro letrinhas que você provavelmente nunca ouviu falar. A soja doko, desenvolvida pela Embrapa nos anos 70 e 80, foi uma inovação improvável: um grão originário de climas temperados aprendeu a se desenvolver no Cerrado. Casada com o boi, a soja abriu o caminho para o milho e tudo o que veio em seguida, com a devastação de imensas áreas e uma alteração drástica nos rumos sociais, ambientais e políticos do país.

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  • De ouro branco da colônia a sinônimo de problema, o açúcar está na história do Brasil. Há quem diga que o reino dele está com os dias contados, mas, até onde a vista alcança, não existem sucessores prontos para ocupar o lugar. Adoçantes, açúcares mirabolantes e novos aditivos tentam cumprir a promessa. Sem sucesso. E agora, o que será do futuro do açúcar?

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  • Hoje, no mundo, existem mais garrafas plásticas do que gente, do que mamíferos, prédios, carros, e mais garrafas do que tudo isso junto. Garrafas que, na maior parte das vezes, não serão coletadas e recicladas. Terminarão sua vida útil em pedaços, em algum canto desse planeta, junto com outras embalagens plásticas da Coca-Cola, Nestlé, Pepsico, Unilever - algumas das maiores poluidoras do mundo. Nesse episódio explicamos o que a ciência já sabe sobre o impacto de toda essa sujeira e as alternativas ao plástico.

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  • O ambiente à nossa volta influencia a maneira como comemos muito mais do que parece. A abundância da oferta de um determinado tipo de alimento, em detrimento de outros, importa muito mais do que a capacidade de escolha individual. Nesse episódio do Prato Cheio, partimos em uma viagem imersiva pelo ambiente alimentar, um conceito que pesquisadores utilizam para explicar como o mundo ao redor determina nossas escolhas alimentares.

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  • Descobertas científicas recentes jogaram luzes sobre os primeiros 1.000 dias de vida, que passaram a ser conhecidos como uma janela de oportunidades fundamental. Nada disso passou despercebido pelas corporações de várias áreas, que chegaram trazendo um caminhão de produtos para explorar medos e ansiedades de uma fase naturalmente delicada para mães e pais. Fabricantes de fórmulas infantis mostram que não aprenderam nada com os erros do passado, e mais uma vez adotam estratégias que podem afetar a saúde de recém-nascidos.

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  • Está cada dia mais difícil defender a pecuária tradicional. O sofrimento dos animais, os impactos ambientais e as doenças contagiosas são um pedregulho no sapato dos produtores de carne. Mas a solução pra isso tudo pode estar surgindo dentro de laboratórios e startups que prometem a mesma carne de sempre, mas sem os problemas de sempre. Será que é isso mesmo?

    Esta temporada do Prato Cheio tem o apoio do Instituto Serrapilheira. A ficha técnica completa, com todas as fontes de informação usadas neste episódio, está disponível em nosso site.

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  • Já pode tirar o fone de ouvido da gaveta! No dia 17 de agosto, às 10h, começa a quarta temporada do Prato Cheio, podcast de alimentação de O Joio e O Trigo. Desta vez, os oito episódios falam do encontro entre a comida e a ciência.

    Se você quiser saber de tudo com antecedência, interagir com quem produz o Prato Cheio e conversar sobre os episódios com outros ouvintes, entra no nosso canal no Telegram.

    A quarta temporada tem o apoio do Instituto Serrapilheira, que incentiva a ciência e a divulgação científica aqui no Brasil.

  • O maior programa de combate à fome do país, que fornece alimentação escolar para milhões de pessoas, está ameaçado pela sanha bolsonarista. Essa não é a primeira vez que o programa está em risco e, provavelmente, também não será a última. Afinal, ele tem um orçamento bilionário e sempre chamou a atenção de grandes empresários. Essa é uma história quase centenária, que começa nos mangues de Recife e passa pela Casa Branca, nos Estados Unidos, pelo Palácio do Planalto, pelas terras indígenas e quilombolas.

    Este é o segundo e último episódio de uma série especial sobre o PNAE que conta com o apoio da Fian Brasil, uma organização que luta pelo direito à alimentação e à nutrição adequadas no país há 20 anos.

    Entrevistados

    Sandro Pereira Silva - Técnico de planejamento e pesquisa na Diretoria de Estudos e Políticas Sociais (Disoc) do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). Regina Miranda - Nutricionista da Emater/RS e ex-membra do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea). Vanessa Schottz - Nutricionista, professora adjunta do Curso de Nutrição da Universidade Federal do Rio de Janeiro, faz parte do FBSSAN e da Articulação Nacional de Agroecologia.

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    Trajetória e padrões de mudança institucional no Programa Nacional de Alimentação Escolar - IPEAPrograma Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): controvérsias sobre os instrumentos de compra de alimentos produzidos pela Agricultura familiarSessão de votação do PL 3.292/2020 na Câmara dos Deputados

    Para saber mais…

    Filme: Josué de Castro - Cidadão do mundo (1994), de Silvio Tendler

    Entrevista com Regina Miranda: Alimentação escolar: esperança em meio à fome é alvo de disputas ontem e hoje

    Linha do tempo da merenda: Da política ao prato: entenda a história da merenda escolar

    Roteiro Luiza Miguez | Pesquisa Mylena Melo | Narração Marina Yamaoka| Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto e Clara Borges | Mídias Sociais Amanda Flora e Juliana Mastrascusa

    Trilha sonora Blue Dot

    Trilha adicional

    - The Imperial March - John Williams
    - Da Lama ao Caos - Chico Science e Nação Zumbi
    - Singing in the Rain - Singing in the Rain Soundtrack
    - O bêbado e a equilibrista - Elis Regina (João Bosco/Aldir Blanc)

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente pelas redes sociais ou pelo e-mail podcast.pratocheio@gmail.com

    O Prato Cheio tem o apoio do Google Podcast Creator Program e do Instituto Serrapilheira. Os projetos de O Joio e O Trigo são apoiados por: ACT Promoção da Saúde, Instituto Ibirapitanga, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e Fian Brasil. Sua ajuda também é muito importante. Se quiser apoiar nosso trabalho, considere a possibilidade de fazer uma doação pelo Pix ojoioeotrigo@gmail.com.

  • O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) é uma das políticas públicas mais antigas do Brasil. Atende mais de 40 milhões de pessoas. Mas durante a pandemia ele sofreu um baque. De um lado, muita gente ficou sem merenda. Do outro, agricultores familiares viram suas vendas para o programa despencarem. O cenário é de caos: diretrizes do programa ignoradas, direitos violados e o prato vazio na mesa dos estudantes e agricultores que dependem do programa.

    Este é o primeiro episódio de uma série especial sobre o PNAE que conta com o apoio da Fian Brasil, uma organização que luta pelo direito à alimentação e à nutrição adequadas no país há 20 anos.

    Entrevistados

    Garigham Amarante - Diretor na Diretoria de Ações Educacionais, do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE);Neneide Lima - Apicultora no assentamento Mulunguzinho, coordenadora da rede xique-xique e da cooperxique;Francisca Miguel - Pescadora de Remanso (BA);Tarires Rodrigues - Apicultora de Remanso (BA);Mariana Santarelli - Relatora nacional para o direito humano à alimentação da Plataforma DHESCA; Emerson Inácio Cenzi - Coordenador de Acesso a Mercados, Agroindústria e Cooperativismo, da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural e da Agricultura Familiar (SEDRAF), do Rio Grande do Norte.

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    Violações ao direito à alimentação escolar na pandemia de Covid-19: casos do estado do Rio de Janeiro e do município de Remanso (Bahia) - Plataforma DhescaDe olho na alimentação escolar: Como andam as compras da agricultura familiar no semiárido durante a pandemia? - ASA + FBSSANInquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil

    Reportagens

    Decepção com kit de alimentação escolar - TV Sol Pais de alunos de escolas estaduais do RJ reclamam de 'cesta básica' com menos de 3 kg de alimentos - G1Pais protestam contra o Kit Alimentação fornecido pela prefeitura de LEM. Faltou até feijão! - TV Sigi

    Roteiro Luiza Miguez | Pesquisa Mylena Melo | Apoio de pesquisa Nathália Iwasawa | Narração Marina Yamaoka | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto e Clara Borges | Mídias Sociais Amanda Flora e Juliana Mastrascusa

    Trilha sonora Blue Dot Sessions

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente pelas redes sociais ou pelo e-mail podcast.pratocheio@gmail.com

    O Prato Cheio tem o apoio do Google Podcast Creator Program e do Instituto Serrapilheira. Os projetos de O Joio e O Trigo são apoiados por: ACT Promoção da Saúde, Instituto Ibirapitanga, Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor e Fian Brasil. Sua ajuda também é muito importante. Se quiser apoiar nosso trabalho, considere a possibilidade de fazer uma doação pelo Pix ojoioeotrigo@gmail.com.

  • Vinte anos sem Milton Santos. Para mostrar a atualidade absurda do professor de Geografia da USP, um dos maiores pensadores do Brasil em todos os tempos, nada melhor do que confrontar as teorias dele com aquilo que se apresenta como mais moderno. O que ele diria do iFood e de todas as empresas-símbolo da uberização? O Prato Cheio te convida a um diálogo inédito (e nunca ocorrido) entre Milton Santos e o diretor financeiro da empresa que simboliza um modelo precário não apenas de trabalho, mas de vida.

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    iFood declara ter 160 mil entregadores diretos e 270 mil restaurantes parceirosDe acordo com a Pnad, do IBGE, quase quatro milhões trabalham para plataformas de serviços onlineO artigo “Transformações do trabalho no Brasil” estima que, trabalhando 30 dias seguidos, um entregador do iFood ganha R$ 1.500

    Reportagens

    Do osso de caça ao app de delivery, a exploração do trabalho evoluiEntregadores de comida fazem fila para receber marmitas doadas em São PauloTrabalhadores invisíveis: as vítimas dos epidêmicos aplicativos de entrega

    Para saber mais…

    Vídeo - entrevista de Milton Santos no Roda Viva

    Vídeo - documentário “O mundo global visto do lado de cá”, de Silvio Tendler

    Podcast - Vidas Negras aborda a vida de Milton Santos

    Créditos dos vídeos

    - Palestra TED de Diego Barreto, diretor financeiro do iFood

    - Entrevista de Milton Santos a Boris Casoy

    - Palestra organizada pela Faculdade de Serviço Social da UERJ em 1995

    - Palestra "Da paisagem ao espaço", dada em 1995 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP

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    Roteiro João Peres | Pesquisa Hugo Fanton | Narração Victor Matioli | Edição de Som Victoria Zanardi | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora

    Trilha sonora Blue Dot Sessions

  • O McDonald’s agora quer ser chamado de Méqui e dizer que todo mundo tem uma mequizice. Mas a gente não se engana com essa tentativa de se mostrar coisa nossa. Esse episódio investiga o poder colonial por meio do estômago, partindo da violência da colonização portuguesa, dos ataques a culturas alimentares e chegando aos aplicativos de comida. Muito mais sutil que a pólvora, a rede de fast-food vem no combo da Guerra Fria, operando como uma espécie de embaixada dos valores que os Estados Unidos buscaram levar a cada rincão do planeta.

    Entrevistados

    Elaine de Azevedo, nutricionista, socióloga da alimentação e professora da Universidade Federal do Espírito Santo, apresentadora do podcast Panela de ImpressãoSandra Guimarães, cozinheira, escritora e militante pela alimentação vegana (@papacapim_sandra)Gabriel Morais, publicitário e pesquisadorIghor Prado, jornalista

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    O artigo acadêmico "Fast food: as competências necessárias para o trabalhador do McDonald´s" explora a maneira como a empresa tenta incutir nos funcionários uma subjetividade na maneira de pensar e nos valoresEsse texto da revista Foreign Policy explora a Teoria de Paz do McDonald’s cunhada por Milton FriedmanO que o preço do Big Mac sobre a moeda de um país? Entenda nesse artigo da InfoMoney o que é o índice Big Mac.Para saber mais sobre a transformação cunhada pelas praças de alimentação, recomendamos a leitura desse artigoSe o assunto é a tão falada comensalidade, esse artigo de 2010 fala sobre aspectos históricos e antropológicos relacionados ao comer em companhia

    Reportagens

    Sob os Arcos Dourados: como o McDonald's se espalhou pelo BrasilJornadas longas e salários baixos: a vida dos funcionários do McDonald's

    Para saber mais…

    Podcast - Panela de Impressão, de Elaine de Azevedo

    Podcast (em inglês) - Invisibilia. Changing Social Norms Could Save Your Life

    Vídeo - Por que quebró McDonald’s en Bolivia

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.com

    Roteiro João Peres | Pesquisa Marina Yamaoka e Nathália Iwasawa | Narração Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora | Narração adicional Alfredo dos Santos Rollo

    Trilha sonora Blue Dot Sessions

    A lista completa das músicas usadas neste episódio estão em nosso site.

  • Este episódio registra o encontro entre dois espaços marcados por dominação e disputas de poder: o corpo e a alimentação. Usando como base o conceito de “nutricionismo”, criado pelo australiano Gyorgy Scrinis, falamos sobre culto ao corpo e distúrbios alimentares, sobre desnutrição e ajuda humanitária e sobre como o Brasil venceu o cabo de guerra contra a fome sem se render a uma visão reducionista da alimentação.

    Entrevistados

    Marina Nogueira, nutricionista e criadora do instagram @naocontocalorias;Inês Rugani, doutora em Saúde Pública pela Universidade de São Paulo e professora associada do Instituto de Nutrição da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (INU/UERJ);Ligia Amparo, nutricionista, antropóloga e autora do livro O corpo, o comer e a comida;Douglas Lambert, editor de vídeo que testou uma dieta de Soylent durante três dias em 2014;Vini Büttel, modelo, apresentador e influenciador digital.

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    Tese de doutorado 'O corpo, o comer e a comida', de Ligia Amparo.Dissertação de mestrado 'Os alimentos funcionais entre ciência e comunicação', de André BiancoArtigo 'Causas do declínio da desnutrição infantil no Brasil', de Carlos Monteiro e outros pesquisadores.'Uma comida nova', reportagem sobre o Soylent na Gazeta do PovoMatéria 'Uma nova era para os suplementos alimentares' na Veja SaúdeQuais os suplementos mais comprados no Brasil? Veja texto no site do Manual do Homem Moderno.Mercado de suplementos vai além do 'marombeiro', reportagem do Valor EconômicoMatéria do The N.Y. Times sobre 'a pasta de amendoim milagrosa', o Plumpy'Nut (em inglês)Reportagem no The Conversation sobre o fiasco da lacuna protéica global (em inglês)Artigo sobre a abordagem tripartite da má nutrição (em inglês)

    Para saber mais…

    Filme: No Mundo de 2020 (1973);Reportagem: Soylent, a comida líquida do futuro, Folha de S.Paulo;Podcast: Superalimentos, episódio da primeira temporada do Prato Cheio.

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no e-mail podcast.pratocheio@gmail.com

    Roteiro e narração Victor Matioli e Marina Yamaoka | Pesquisa Marina Yamaoka | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora

    Trilha sonora Victor Oliveira | Trilha adicional Blue Dot Sessions;

  • Arquitetura, alimentação e poder estão em constante diálogo. Esse episódio analisa como a arquitetura acompanhou a transformação da sociedade brasileira ao longo dos últimos dois séculos. Ou melhor, como a casa brasileira se transformou para manter um traço vergonhoso da nossa sociedade. Da senzala ao quartinho de empregada, chegando ao iFood, um percurso histórico e sociológico sobre cozinha, gênero e racismo.

    Entrevistados

    Nabil Bonduki, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP Sirleite Alves Rocha Costa, serviços domésticosConceição Santos Nascimento, serviços domésticosRiva Feitoza, arquiteta, designer de interiores e ex-empregada doméstica

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    Artigo sobre a relação entre o quarto de empregada e a varanda gourmetArtigo sobre o quarto de empregada e seu lugar na morada brasileiraArtigo sobre o movimento recente dos entregadores de aplicativos e a escravidão moderna na era digitalArtigo sobre o negro na arquitetura brasileira e a escrita de Lúcio CostaArtigo sobre o quarto de empregada em apartamentos modernistas na Orla de João Pessoa e as relações de trabalho

    Para saber mais…

    Livro - O que é Arquitetura, de Carlos Lemos. São Paulo Brasiliense, 2007

    Vídeo - Palestra TED de Preta Rara - Eu, empregada doméstica

    Minidocumentário conta a história de Laudelina de Campos Melo, e sua luta pelo direito das mulheres e das empregadas domésticas

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.com

    Roteiro João Peres | Pesquisa Luisa Coelho | Narração Amanda Flora e Guilherme Zocchio | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora

    Trilha sonora Victor Oliveira | Trilha adicional Blue Dot Sessions;

  • O diálogo entre cultura caipira e monocultura é um bocado tenso. Uma é marcada pelas relações locais e de compadrio. A outra, pela exportação aos quatro cantos do mundo, sempre de olho no maior lucro possível. O avanço dos eucaliptais pelo Vale do Paraíba, no interior de São Paulo, fornece um exemplo de como o agronegócio pode destroçar aspectos sociais, ambientais e culturais formados ao longo de séculos. Hoje, uma área do tamanho de Pernambuco está coberta por florestas plantadas no Brasil. Seguindo o exemplo do boi e da soja, o eucalipto empreendeu a grande marcha ao oeste.

    Entrevistados

    Izaltino Lobo de Oliveira, agricultorMarcelo Toledo, vereadorLeda Nardi, professoraRildo Moreira, pesquisador na Estação Experimental de Ciências Florestais Itatinga da Esalq-USP

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados

    IBGE: áreas de floresta plantada do Brasil somam dez milhões de hectares, dos quais 9,6 milhões com eucalipto e pinusLivro Problema vital, Jeca Tatu e outros textos fala que foram impressos cem milhões de exemplares do material sobre o Jeca até 1982, apresentando a “preguiça” do caipira como problema causado por verminosesLivro A culinária caipira da paulistânia aborda a culinária caipira como herdeira de hábitos indígenas, e estendendo-se por uma ampla região que abarcava boa parte do BrasilLivro Parceiros do Rio Bonito, de Antonio Cândido, aborda os traços fundamentais da cultura caipira e analisa as perdas diante do avanço do paradigma do desenvolvimentoMestrado na Universidade do Vale do Paraíba aborda avanço do eucalipto no Vale do Paraíba e tensão com cultura caipira e produção de alimentosDoutorado “Eucalipto, água e sociedade: a construção de representações no Vale do Paraíba”

    Reportagens

    Deserto verde

    Para saber mais…

    Filme — A marvada carne, de André Klotzel

    Podcast — Sai feijão, entra soja

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    Roteiro Virginia Toledo e João Peres | Narração João Peres | Edição de Som Victor Oliveira | Produção executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora

    A lista completa das músicas usadas neste episódio estão no nosso site.

    Trilha sonora Blue Dot Sessions

  • A comida ocupa um papel central nas religiões afro-brasileiras. No Candomblé, são os alimentos do Padê de Exu, ofertado no início de cada celebração, que abrem a comunicação entre nosso mundo e o mundo das divindades. É pela comida que os adeptos dessas religiões se conectam com os orixás. No passado, foi a comida a responsável pela liberdade física e financeira de muitas matriarcas de terreiro. Neste episódio do Prato Cheio, falamos sobre essa centralidade que a comida ocupa nas religiões afro-brasileiras, sobre como os alimentos sacralizados saíram dos terreiros e ganharam as ruas brasileiras e sobre o preconceito que atinge os símbolos dessas religiões — inclusive a comida.

    Entrevistados

    Rita Santos, presidente da Abam (Associação Nacional das Baianas de Acarajé);Doné Eleonora, mãe de santo e cozinheira;Helia Januária Bispo, baiana de acarajé;Rafael Camaratta, antropólogo;Luiz Antônio Simas, historiador e escritor.

    Fontes de informação citadas no episódio

    Dados e trabalhos acadêmicos

    A Circulação de Axé através do Movimento da Comida: uma etnografia em um terreiro de candomblé da Bahia, de Rafael Camaratta.“Cozinha também é lugar de magia”: alimentação, aprendizado e a cozinha de um terreiro de Candomblé, de Marcos Alvarenga.Livro Tia Ciata e Pequena África no Rio, de Roberto Moura.Comida de Santo e Comida de Branco, de Vilson Caetano de Sousa Júnior.

    Reportagens

    Proibido usar branco50% dos brasileiros são católicos, 31%, evangélicos e 10% não têm religião, diz DatafolhaTraficantes evangélicos fecham pacto com milícia para expandir 'Complexo de Israel'"Traficantes de Jesus": polícia e MPF miram intolerância religiosa do RioValdomiro Santiago culpa “Exu Corona” por não pagar aluguel de templos

    Para saber mais…

    Livro O Corpo Encantado das Ruas, de Luiz Antônio Simas;Livro Mitologia dos Orixás, de Reginaldo Prandi;Livro História social do samba, de Nei Lopes e Luiz Antonio Simas;Batuque Na cozinha;Pierre Verger: mensageiro entre dois mundos.

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.com

    Roteiro Amanda Flora e Victor Matioli | Narração Amanda Flora e Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto e Clara Borges | Mídias Sociais Amanda Flora | Imagens da capa bahia97 (CC) & Julio Cezar Winkler (CC).

    Trilha sonora Blue Dot Sessions. As músicas usadas no episódio estão listadas em nosso site.

  • Carne e masculinidade têm tudo a ver? E carne e machismo? Esse episódio do Prato Cheio liga os pontos entre heteronormatividade e o consumo de animais. Do pecado capital às bruxas nas fogueiras da Idade Média, do exercício de caça dos nobres europeus à 1ª Guerra Mundial, do churrasco de fim de semana à publicidade na televisão, nossa pesquisa passa a limpo a construção social em torno do consumo de carne.

    Entrevistados

    Carolina Barreto, criadora de 'As braseiras'Larissa Morales, apresentadora do primeiro canal de churrasco apresentado por uma mulherRolf Ribeiro de Souza, professor Adjunto da Universidade Federal Fluminense, autor da dissertação de mestrado “A Confraria da Esquina: O que os Homens de Verdade falam entre si em torno de uma carne queimando - Uma etnografia de um churrasco numa esquina do subúrbio carioca”

    Dados

    IBGE, Censo Agropecuário de 2017. Brasil tem 215 milhões de cabeças de gado e 155 milhões de hectares ocupados por pastagens.IBGE, Pesquisa de Orçamentos Familiares 2017-18: homens consomem 54 quilos de carne por ano, contra 38 quilos das mulheres.Para saber mais sobre a caça às bruxas na Idade Média, recomendamos Calibã e a Bruxa, de Silvia FedericiPara uma análise sobre o papel do churrasco na construção da masculinidade no Brasil, recomendamos a leitura da dissertação de mestrado “A Confraria da Esquina: O que os Homens de Verdade falam entre si em torno de uma carne queimando - Uma etnografia de um churrasco numa esquina do subúrbio carioca”

    Para saber mais…

    Livro — A política sexual da carne, de Carol Adams

    Podcast — 1ª temporada do podcast Outras Mamas

    Publicidade "I'm a Man", do Burger King.

    Se você tiver alguma dúvida, comentário ou sugestão sobre o episódio, fala com a gente nas redes sociais ou no email podcast.pratocheio@gmail.com

    Roteiro e narração Marina Yamaoka e João Peres | Pesquisa Marina Yamaoka | Narração adicional Denise Mota | Edição de Som Victor Oliveira | Produção-executiva Marina Yamaoka | Design Denise Matsumoto | Mídias Sociais Amanda Flora

    Trilha sonora Victor Oliveira, Xácara das Bruxas Dançando - Victor Oliveira e Amanda Gonsales; Blue Dot;