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  • Entrevistados: Sérgio Rodrigues, escritor; e Natalia Fingermann, professora de relações internacionais da ESPM. O primeiro dia do cessar-fogo anunciado por Estados Unidos e Irã na guerra no Oriente Médio expôs a fragilidade do acordo —que, em tese, prevê uma pausa de duas semanas nos ataques e a reabertura do estreito de Hormuz. Em meio à promessa de rodadas de negociações no Paquistão, Donald Trump e o regime de Teerã cantaram vitória. Israel fez a maior ofensiva até aqui contra o Líbano, ignorando parte da trégua; o Irã disse ter sido atacado e viu países do golfo Pérsico o acusarem de lançar mísseis e drones. No estreito de Hormuz, falou-se em reaberturas e novos fechamentos. As incertezas refletem o caos na retórica do conflito —evidenciado pelo próprio cessar-fogo, que representou um recuo de Trump depois de ele ter falado em “matar uma civilização”. A declaração se somou a outras ameaças de crimes de guerra e foi repudiada. O episódio desta quinta-feira (9) do Café da Manhã analisa os impactos do discurso de Trump e discute a fragilidade do cessar-fogo. O escritor e colunista da Folha Sérgio Rodrigues trata da banalização que o republicano promove da linguagem. E a professora de relações internacionais da ESPM Natalia Fingermann explica as perspectivas para a situação no Oriente Médio. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Entrevistado: Gabriel Vaquer, colunista da Folha. A Globo lançou nesta segunda-feira (6), nas redes sociais da TV Globo, a novela vertical “Loquinha”. Estrelada por Alanis Guillen e por Gabriela Medvedovsky, a trama é um spin-off da novela das 9 “Três Graças”, no ar desde outubro do ano passado. O sucesso do casal, especialmente na audiência mais jovem, foi tanto que rendeu uma nova produção só sobre elas. O lançamento diz sobre o momento das novelas brasileiras, em que o sucesso deixou de ser medido só por pontos de audiência e passou a incluir números nas redes sociais e um conteúdo mais curto, vertical, e totalmente pensado para as redes sociais. Mas o mundo da teledramaturgia também passou por outras mudanças nos últimos anos. O investimento de plataformas de streaming no formato criou novos concorrentes e provocou uma debandada de atores conhecidos das emissoras de TV. O Café de hoje fala sobre o estado das novelas no Brasil. O colunista da Folha analisa a aposta no formato vertical, a entrada do streaming no mercado mais tradicional da TV e o que é considerado pelo mercado um parâmetro de sucesso. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices

  • Entrevistado: Victor Lacombe, repórter da Folha. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira (9) que a disparada no preço do petróleo não afeta os americanos de verdade. A tentativa de minimizar o problema não convenceu nem opositores, nem aliados do republicano, que estão preocupados com os efeitos econômicos da guerra no Irã. Mais cedo, na própria segunda-feira, em meio à subida do barril, Trump chegou a dizer à rede CBS que o conflito estava "praticamente encerrado" –declaração que fez o preço do petróleo começar a cair. O anúncio do republicano veio também depois de uma conversa com Vladimir Putin. Segundo o Kremlin, o líder russo compartilhou propostas para uma resolução rápida da guerra no Irã. Analistas americanos e israelenses ouvidos pela Folha dizem ver divergências entre os objetivos e interesses de Estados Unidos e Israel, o que pode levar também a uma falta de consenso sobre o momento de interromper os ataques. Para eles, Benjamin Netanyahu preferiria derrubar o regime iraniano; Trump, na busca por uma guerra mais rápida, consideraria uma troca da liderança, ainda que o regime dos aiatolás ficasse de pé. Nesta semana, as ruas de Teerã ganharam imagens de Mojtaba Khamenei, escolhido o novo líder supremo do país. Filho de Ali Khamenei, morto por ataques americanos e israelenses, Mojtaba é visto como alguém pouco propenso a negociar –inclusive por ser próximo à Guarda Revolucionária do Irã, força militar que tem papel central no caráter repressor do regime. O Café da Manhã desta quarta-feira (11) fala dos objetivos de Israel e dos EUA na guerra no Irã e das perspectivas para que o conflito termine. O repórter da Folha conta o que ouviu de analistas americanos e israelenses, explica o que mudou nos últimos 11 dias e discute como movimentos recentes podem acelerar ou adiar o fim da guerra. Learn more about your ad choices. Visit podcastchoices.com/adchoices