Эпизоды
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Para compreender o que Espinosa chama de afeto, é preciso distinguir o conceito da ideia habitual que fazemos dos sentimentos. A alegria não tem imagem; a tristeza tampouco. Podemos sorrir de desespero, tanto quanto chorar de admiração. Em outras palavras, não é simples correlacionar as expressões costumeiras de felicidade e infelicidade aos afetos de alegria e tristeza. A conclusão lógica é que uma poesia, mesmo triste, pode ser resultado de um processo expansivo, que o filósofo chamaria de alegria. Mas permanece um incômodo: a tristeza nunca pode ser boa?
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Rafael LauroRafael TrindadeGabi JacquesLinks
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Capa: Felipe Franco
Edição: Pedro Janczur
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No travessias de hoje, conversamos sobre a injustiças do cárcere a partir da história de duas irmãs presas injustamente, que na liberdade formaram um coletivo para acolher mulheres regressas do sistema prisional. Uma luta que é de todos e por todos nós.
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MeireBatiaFlávia SaianiBru AlmeidaRafa LauroLinks
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Edição: Pedro Janczur
Coordenação: Bru Almeida
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Partimos de alguns textos de Eduardo Galeano para conversar sobre a da teologia e moral cristãs, que tentam balizar a existência pela lógica do castigo e recompensa. Discutimos como o cristianismo operou uma domesticação dos corpos, transformando o desejo em pecado e a culpa em uma ferramenta de controle social e de reprodução de mão de obra. O título do programa é uma brincadeira com a frase de Nietzsche ("Eu só acreditaria em um deus que soubesse dançar").
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Edição: Pedro Janczur
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A partir do encontro entre o Existencialismo de Simone de Beauvoir e o Behaviorismo de B.F. Skinner, conversamos sobre a frase "Seja Homem!" como uma imposição de performance que esconde a inexistência de uma essência masculina. Como seria uma vida que não se submete à cartilha de comportamentos imputados a um corpo, mas que se entende como um feixe de relações bio-psico-sociais em constante construção? É possível escapar dessa coação que tenta transformar hábitos culturais em naturezas imutáveis, reduzindo a potência singular a uma categoria pré-fabricada? Partimos da análise da seleção pelas consequências para entender que o "tornar-se homem" não é um destino, mas a condição de possibilidade para que possamos, finalmente, recusar os modelos dados e florescer em múltiplas almas e caminhos.
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A metáfora triangula. Pela sobreposição de duas imagens heterogêneas, ela abre na selva da linguagem uma trilha misteriosa que leva de uma à outra. Assim, vamos do A ao B, mas nos vemos obrigados a desviar pelo desvario do C. No programa dessa semana, partimos da brincadeira de diferenciar as metonímias e metáforas para pensar a linguagem.
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Matheus GuimarãesPedro TinéRafael LauroRafael TrindadeLinks
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A partir da História da Loucura de Michel Foucault, conversamos sobre o círculo antopolígico, isto é, sobre o pensamento moderno como uma armadilha que, ao tentar compreender o mundo, acaba sempre encontrando um reflexo de homem. Como seria um pensamento que não busca o homem como medida de todas as coisas? É possível escapar dessa dobra onde o sujeito e o objeto se confundem em uma busca incessante por uma "essência" que talvez não passe de uma invenção histórica? Partimos da análise arqueológica para entender que o "fim do homem" não é um apocalipse, mas a condição de possibilidade para que novas formas de vida e novos saberes possam, finalmente, respirar fora do círculo.
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No travessias de hoje, mergulhamos na história de um quilombo urbano e suas muitas intersecções. Um espaço erguido pelo suor das ancestras que, como um fio, vem sendo DESemaranhado pela Maria e toda uma coletividade que soma junto a esse centro cultural. Mais que um território, é uma herança viva que se expande através das suas raizes.
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A ética epicurista tem a noção de prazer como princípio e finalidade. Além de ser bom, o prazer é o bem, ou seja, é o móvel da ação humana tanto quanto o objetivo dela. No entanto, nem todos os prazeres conduzem à felicidade, assim como nem todas as dores a atrapalham. Essa qualificação dos prazeres e dores se dá numa ideia que conduz, de maneira geral, toda a filosofia helênica: a eudaimonia. O hedonismo eudaimonista de Epicuro foi nosso tema nesse programa.
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Qual a função de uma boa análise? Não é colocar em questão um saber que tornou-se opressivo e inquestionável? O psicanalista faz perguntas estranhas, usa termos que conduzem a vários caminhos diferentes. No entanto, no caso Dora, Freud parece fazer justamente o contrário: tenta, por diversas vezes, convencer a paciente de que ela está apaixonada por Sr. K (e portanto por seu pai, e portanto por ele mesmo, o pai da psicanálise). Comentamos esse descaso clínico, pensando o gênero de maneira crítica.
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Cedo ou tarde, sozinhos ou acompanhados, todos nós temos a necessidade de declarar nossos interesses. Nestes momentos, nada mais natural do que dizer: “gosto disso”, “odeio aquilo”. Estas declarações nos organizam, e através delas podemos nos conhecer e reconhecer como parte de um grupo. Aos poucos, o que era um conjunto de interesses se transforma em uma declaração de identidade: “sou isso”, “não sou aquilo”. A partir daí, os nomes que nos atribuímos – ou que nos são atribuídos – ganham uma nova força. O problema é que ela é dúbia. Neste programa, comentamos a tensão entre desejo e identidade.
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No Imposturas desta semana, trazemos a primeira aula do módulo "Esquizoanálise - Conceitos Fundamentais", que inaugura o novo projeto: Seminários Deformação. Fizemos uma contextualização histórica e biográfica da obra de Deleuze e Guattari, e uma breve exposição do conceito de desejo para os autores.
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No episódio de hoje do Filosofe com Isso, comentamos o Oscar 2026: a paranoia revolucionária de Uma Batalha Após a Outra, a resistência sob vigilância no Recife de O Agente Secreto, o luto místico e sensorial de Hamnet e o psicodrama da vida real em Valor Sentimental. Entre estatuetas e tapetes vermelhos, rimos do irônico espetáculo de celebrar bons filmes dentro da maior engrenagem da indústria cultural capitalista.
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O que nos sustenta quando o chão parece faltar? Talvez não seja uma base sólida, mas a força dos fios que insistimos em tecer. No episódio de hoje, partimos do poetexto da Bru Almeida, "Fios por te(SER)", para conversar sobre como o patriarcado molda nossos corpos e estrangula nossas existências, do lar à empresa, do sutil ao literal.
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Bru AlmeidaRafa DornellasRafael LauroLinks
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Se você pudesse mandar uma carta para você dez anos atrás, o que escreveria? Foi isso que fizemos pensando em uma das linhas teóricas que nos formaram, a esquizoanálise. Trouxemos cinco recomendações para uma apropriação mais interessante dessa abordagem hoje. Isso talvez sirva a quem estiver começando seu percurso na crítica da psicanálise
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O testemunho dos outros é uma maneira pela qual nós afirmamos a beleza. No entanto, não é fácil dizer o quanto essa partilha é fundamental para os outros. Por isso, temos andado por aí a pergunta: nos momentos mais bonitos, você estava sozinho ou acompanhado? É um dos casos em que a resposta importa menos do que a pergunta. Dispor a qualidade da experiência em um espectro de sociabilidade é só uma desculpa para falar de amor.
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Rafael LauroRafael TrindadeLinks
Texto lidoOficinas (Terças 19h)Oficinas (Quartas 15h)Outros LinksFicha Técnica
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Este é o Travessias, um podcast que nasceu da parceria entre o coletivo Ima Iná e o Razão Inadequada. Neste episódio, conversamos sobre o Quilombo Seu Gustavo, um espaço cultural e educacional voltado para crianças na Cidade Tiradentes.
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TatianeAna PaulaBru AlmeidaRafael LauroLinks
Quilombro Seu GustavoBiblioteca Assata ShakurIma InáOutros linksFicha Técnica
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A palavra Zazen significa “meditar sentado”. Na teoria é fácil, você se senta em uma almofada (zafu) em posição ereta e as pernas cruzadas, se volta para a parede, permanece com os olhos semicerrados e presta atenção na respiração. Pronto, começou, você está meditando. Então você é carregado pelos pensamentos como quem pula num rio tempestuoso. Conclusão, sentar em silêncio e observar os pensamentos pouco a pouco se transforma num pesadelo. “Falhar é parte do processo”, replica o monge em voz compassiva. Neste programa, conversamos sobre o zen budismo em tempos ansiogênicos.
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Amar é uma aposta. Coletivamente, erguemos uma imagem do que significa vencê-la. O prêmio não é nada tímido: Reciprocidade plena. Em algum momento, porém, algo parece mudar. Encarando o desejo do outro, você vê não mais um espelho do seu, mas um deslocamento estranho. Algo (ou alguém!) estoura a bolha que envolve o par em unidade. As paixões da pessoa amada estão sendo movidas – e não é sobre você. No programa desta sexta, conversamos sobre ciúmes a partir da definição de Espinosa.
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São tantos os jeitos de fazer. Qualquer coisa, mas na ocasião deste podcast nos referimos à filosofia. Embora essa opinião incomode boa parte dos reverentes estudiosos do cânone, o fato é que a filosofia se manifesta de diversas formas: vai do colóquio de especialistas à conversa pelo whatsapp, passando pela mesa de bar. Dada a diversidade, é preciso pensar sobre os modos de fazer filosofia. Recusamos a carreira acadêmica alguns anos atrás, e estamos aqui para contar como foi esse processo, e também para pensar o que temos feito.
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A vergonha por chorar não é um traço de personalidade, é o resultado de um conjunto de ideias normativas sobre o que significa ser homem. E não é mera questão de lágrimas, o que está em jogo no chorar é a vulnerabilidade, ser colado à ideia de alguém que amolece frente aos sentimentos e, portanto, é fraco. No programa desta semana, conversamos sobre o choro como força que pode irromper o corpo organizado, e promover novos vínculos consigo e com os outros.
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Edição: Pedro Janczur
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