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A enxaqueca atinge cerca de 15% da população em Portugal e no mundo. Apesar do enorme impacto pessoal, social e económico, esta condição neurológica continua a ser frequentemente desvalorizada e confundida com uma ‘dor de cabeça comum’.
No último episódio desta série, a neurologista explica o que é a enxaqueca, por que existem cérebros mais predispostos para a doença e que tipos existem - com aura e sem aura, crónica ou episódica. Entre os principais gatilhos e sintomas associados, a especialista destaca que há tratamento e que é importante intervir precocemente.
A dupla aborda ainda o que distingue as cefaleias primárias das secundárias, os sinais de alarme que exigem avaliação médica e alerta para a importância de não desvalorizar a enxaqueca nas crianças.
A terminar a conversa, ficamos a conhecer dois tipos raros de dor de cabeça: a «cefaleia em salvas» - mais frequente nos homens -, e a «nevralgia do trigémeo», ambas descritas como duas das dores mais intensas que o ser humano pode ter.
Para evitar dores de cabeça maiores quando a cabeça dói, não perca este [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
SACKS, Oliver, «Migraine» (Pan MacMillan, 2023)
MACGREGOR, Anne «Compreender a Enxaqueca e Outras Cefaleias» (Porto Editora, 2006)
«Gestão das Cefaleias em Portugal: Consenso das Sociedades Portuguesas de Cefaleias e Neurologia», Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar e MiGRA»
«What happens to your brain during a migraine?», Marianne Schwarz (TED Talk)
«What causes headaches?», Dan Kwartler (TED Talk)
«Migraine (What Can’t You See)», Rita Red Shoes
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Raquel Gil-Gouveia
Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
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Quais são as profissões mais ameaçadas pela inteligência artificial? E de que forma a IA pode transformar o ensino? Bernardo Caldas e Hugo van der Ding analisam os sinais da automação no mercado de trabalho e na educação das gerações futuras.
Nos últimos três anos, as vagas para juniores em áreas mais expostas à IA caíram 30% a 40%, à medida que tarefas repetitivas, analíticas e administrativas são substituídas por algoritmos. Mas estarão apenas os empregos menos qualificados em risco?
Neste episódio, o especialista em IA e o comunicador observam que também as profissões altamente especializadas estão ameaçadas – a começar, ironicamente, pelos engenheiros tecnológicos, mas atingindo, igualmente, advogados, consultores e médicos, sobretudo em especialidades de diagnóstico.
Mas nem tudo são más notícias: numa época em que o desemprego se mantém em níveis historicamente baixos, a IA também pode ter impactos positivos na educação, ao democratizar o acesso à informação entre diferentes estratos sociais.
A dupla discute ainda os desafios e oportunidades desta revolução — e porque é que o pensamento crítico, uma visão integrada do mundo e a «motivação intrínseca» serão competências decisivas no futuro.
Para acompanhar a velocidade das transformações em curso, não perca este episódio do [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
BASTANI et al., «Generative AI without guardrails can harm learning: Evidence from high school mathematics», (PNAS 122(26), 2025)
BRYNJOLFSSON, CHANDAR & CHEN, «Canaries in the Coal Mine?» (Stanford Digital Economy Lab, 2025)
DELL'ACQUA, MOLLICK et al., «Navigating the Jagged Technological Frontier» (Harvard/BCG, 2023)
KESTIN et al., «AI tutoring outperforms in-class active learning: an RCT», (Scientific Reports, 2025)
DE SIMONE et al., «From Chalkboards to Chatbots: Evaluating the Impact of Generative AI on Learning Outcomes in Nigeria», (World Bank WPS 11125, 2025)
ACEMOGLU, Autor & JOHNSON, «The Direction of AI», (NBER WP 34854, 2026)
GARICANO-RAYO, «AI and the Expertise Leverage Ratio», (CEPR DP 20634, 9/9, 2025)
LEE et al. (Microsoft + CMU), «The Impact of Generative AI on Critical Thinking», (CHI 2025)
CAPLAN, «The Case Against Education» (Princeton UP, 2018)
BJORK & BJORK, «Making things hard on yourself, but in a good way», (Gernsbacher et al., Psychology and the Real World, 2011)
RYAN & DECI, «Self-Determination Theory», (American Psychologist, 2000)
RISKO & GILBERT, «Cognitive offloading», (Trends in Cognitive Sciences, 2016)
MOLLICK & MOLLICK, «Assigning AI: Seven Approaches for Students, with Prompts», (SSRN 4475995, 2023)
BIOS
Bernardo Caldas
Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
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Até que ponto a inteligência artificial se assemelha à inteligência humana? Será que a IA tem uma verdadeira compreensão do mundo ou tem o mundo ‘decorado’, a partir de milhões de dados?
Neste episódio, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding mergulham no universo da IA para explorar a evolução do machine learning – um processo longo que, nos anos 90, deu o grande salto quando se começou a ensinar a máquina a aprender, em vez de lhe dar apenas informação. A dupla analisa também a revolução da IA Generativa, com modelos capazes de realizar múltiplas tarefas, desde produzir textos a criar imagens ou vídeos.
Entre o processo de treinar máquinas inteligentes e os mecanismos de resposta que ainda nos escapam, ficamos a conhecer as «três camadas» dos modelos atuais: aprender a completar texto, responder a perguntas e selecionar as melhores respostas.Mas permanecem dúvidas fundamentais: será que a IA tem capacidade de abstração e compreende verdadeiramente o mundo físico? Que passos devem ser dados para ensinar a máquina a prever melhor e a ter mais sentido crítico?
Um episódio [IN]Pertinente para perceber como funcionam os modelos que estão a transformar a sociedade e que evidências científicas sustentam esta revolução.LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Stanford HAI, «AI Index Report 2025»
KALAI, Nachum, VEMPALA & ZHANG, «Why Language Models Hallucinate» (OpenAI, 2025)
Yann LeCun – entrevista MIT Technology Review (janeiro 2026)
LeCun , «A Path Towards Autonomous Machine Intelligence» (2022)
Anthropic, «Introducing Claude Opus 4.5» (novembro 2025)
OpenAI, «Introducing GPT-5.2» (dezembro 2025)
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Bernardo Caldas
Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
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No primeiro de quatro episódios dedicados à identidade religiosa, o historiador Paulo Mendes Pinto e Hugo van der Ding mergulham nas origens e evolução do sagrado, do Neolítico às festas populares, revelando como a fé não só move montanhas, mas também molda sociedades.
O que originou o sentimento religioso? Paulo Mendes Pinto, especialista em História das Religiões, explica como a morte e a alimentação terão sido o motor da crença religiosa e acrescenta que «a religião que temos hoje deve muito ao Neolítico».
A dupla analisa ainda como, ao longo dos séculos, as diferentes religiões foram incorporando personagens, crenças e rituais umas das outras, o que ajuda a explicar as semelhanças surpreendentes entre o judaísmo, o cristianismo e o islão.
Nesta viagem pela espiritualidade, identidade e memória, há também espaço para falar da religiosidade popular. Que ligação têm as festas de aldeia à ancestralidade simbólica? O que é que a música pimba revela sobre a perda da identidade regional e religiosa? E por que é que o fenómeno de Fátima, na sua génese, pode ser entendido como um «culto de guerra»?
Se ficou curioso, não perca este episódio do [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS:
- «Cosmovisões Religiosas e Espirituais: guia didático de tradições presentes em Portugal» (Alto Comissariado para as Migrações, 2016);
- Mendes Pinto, Paulo «A 'Des-simbolização' da Sociedade em tempo de Trevas e do Sol Invicto» (Revista Visão, 2021);
- Documentário: «Rituais de Inverno com Máscaras». Realização Catarina Alves Costa e Catarina Mourão, 2001;
- Mendes Pinto, Paulo «A Origem dos Rituais Iniciáticos como Reformulação Existencial da Visão do Homem» (Revista Relicário, 2022);
- Mendes Pinto, Paulo «Da Natureza e das Funções do Símbolo» (Revista Relicário, 2021)
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Paulo Mendes Pinto é historiador e especialista em História das Religiões, com foco na mitologia antiga e no diálogo entre tradições religiosas. Docente da Universidade Lusófona desde 1998, coordena a área de Ciência das Religiões e é atualmente Diretor-Geral Académico do Ensino Lusófona – Brasil. Foi Embaixador do Parlamento Mundial das Religiões e fundador da European Academy for Religions. Comentador na CNN Portugal, colabora com o Público e a Visão e é autor de dezenas de livros e artigos científicos. Membro de várias academias internacionais, foi distinguido com a Medalha de Ouro de Mérito Académico (2013) e com a Medalha Estadista Getúlio Vargas (2023).
Hugo van der Ding - Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
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Sabia que 45% dos casos de demência podem ser evitados? Será que viver mais anos implica perder capacidades cognitivas? A neurologista Raquel Gil-Gouveia e Filipa Galrão analisam os processos cerebrais – naturais e patológicos - à medida que a idade avança.
Estima-se que, em 2050, cerca de 90 milhões de pessoas no mundo terão Alzheimer. Numa população cada vez mais envelhecida, o aumento de casos de demência parece inevitável. Mas qual é a fronteira entre o envelhecimento normal e as doenças neurodegenerativas?
Nesta conversa, a neurologista explora os sinais de alerta dos processos patológicos do cérebro e explica o que distingue a demência das doenças neurodegenerativas.
Entre fatores genéticos e a influência do estilo de vida, a especialista fala sobre a importância da alimentação, do exercício físico, do controlo cardiovascular e da estimulação cognitiva na redução do risco de demência.
Além do impacto nos doentes, a dupla aborda também o peso emocional e físico sentido por cuidadores e familiares. São milhares os casos de exaustão e cerca de um terço desenvolve sintomas depressivos.
Entre conselhos práticos, há ainda espaço para revelar os avanços científicos mais recentes e as novas terapêuticas que estão a transformar o tratamento do Alzheimer, a doença neurodegenerativa mais comum.
Para saber como proteger a saúde cerebral não perca este episódio [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
«Alzheimer – os avanços da ciência contra a doença do esquecimento» (Segredos do Cérebro, National Geographic, 2024)
«Annual U.S. Dementia Cases projected to rise to 1 million by 2060» (Scientific American)
«Dementia prevention, intervention, and care: 2024 report of the Lancet standing Commission» (The Lancet, 2024)
«Controversial New Alzheimer’s Drugs Offer Hope—But at a High Cost» (Nature, 2025)
«Still Alice», Filme sobre Alzheimer, de Richard Glatzer
«Robin’s Wish», Documentário sobre Doença Corpos Lewy, de Tylor Norwood
Associações de doentes:
- https://alzheimerportugal.org/
- https://parkinson.pt/
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Raquel Gil-Gouveia
Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
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O cérebro está sempre ligado – mesmo quando dormimos, continua ativo e a regular o organismo. No episódio de estreia da neurologista Raquel Gil-Gouveia, a especialista explora as principais funções do cérebro – da memória ao movimento e ao processamento das emoções.
Sabia que nascemos com cerca de 86 mil milhões de neurónios e morremos com um número idêntico? Perceber estas células singulares passa por conhecer a sua estrutura e a forma como comunicam através de complexas redes de sinais elétricos e químicos.
Nesta viagem pelo cérebro, Raquel Gil-Gouveia explica também como se formam as memórias e o que distingue as de curto e de longo prazo. Sem esquecer o que é a «memória de trabalho» e porque é que a atenção é importante.
Ao longo da conversa, analisam-se ainda os fatores que influenciam o bom (e o mau) funcionamento do cérebro e as mudanças que ocorrem ao longo da vida.
Para pensar, aprender e lembrar – e entender como tudo isto funciona – não perca este episódio [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
EAGLEMAN, David, «O Cérebro – à descoberta de quem somos» (Lua de Papel, 2017)
Série documental «The Brain with David Eagleman» (BBC, 2016)
«David Eagleman: O cérebro moldável» (Entrevista FFMS, 2021)
PARSHALL, Allison, «Brains Remember Stories Differently Based on How They Were Told» (Mind&Brain, Scientific American, 2025)
HOPKIN, Karen & DELVISCIO, Jeffrey «Trying to Train Your Brain Faster? Knowing This Might Help with That» (Scientific American, 2023)
Coleção «Segredos do Cérebro» (National Geographic): «A Química do Cérebro»; «A Ciência da Aprendizagem»; «A Idade do Cérebro»
Filme «Divertida Mente» de Kelsey Mann (Pixar, 2015)
Documentário «Resumindo: A Mente» (Netflix, 2019)
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Raquel Gil-Gouveia
Diretora do serviço de Neurologia do Hospital da Luz Lisboa, professora na Faculdade de Medicina da Universidade Católica Portuguesa e investigadora clínica.
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
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Quais são as causas mais frequentes de ciclos irregulares? E será que um ciclo regular pode esconder um quadro de infertilidade? Ricardo Rangel e Filipa Galrão explicam porque é que o ciclo menstrual é um marcador tão importante da saúde feminina.
Dores menstruais intensas e incapacitantes ou ciclos irregulares frequentes podem até ser comuns nalgumas mulheres, mas nem por isso devem ser normalizados. Pelo contrário, são sinais de alerta sobre o estado de saúde da mulher, que neste contexto deve procurar ajuda médica.
Nesta conversa, o endocrinologista Ricardo Rangel explora os principais desafios do ciclo, analisando como o estilo de vida – da alimentação ao stress, passando pelo sono e exercício físico –, influencia diretamente o equilíbrio do corpo feminino.
A dupla aborda ainda patologias como a endometriose, a adenomiose ou a síndrome dos ovários poliquísticos (SOP), e o seu impacto na infertilidade.
Com uma abordagem rigorosa e descontraída, sobre um tema que permanece rodeado de mitos e silêncios, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
BRIDEN, Lara «Period Repair Manual: Natural Treatment for Better Hormones and Better Periods»
HENDRICKSON-JACK, Lisa «The Fifth Vital Sign - Master your cycles & optimize your fertility»
Ana K. Rosen Vollmar, Shruthi Mahalingaiah, Anne Marie Jukic «The menstrual cycle as a vital sign: a comprehensive review»
Site «O Círculo Perfeito», de Patrícia Lemos
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Ricardo Rangel
Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
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Sabia que as hormonas sexuais têm impacto no sistema imunitário das mulheres? No arranque da sexta temporada, o endocrinologista Ricardo Rangel e a comunicadora Filipa Galrão explicam porque é a mulher é «um ser cíclico», que passa por períodos de transições hormonais com forte impacto no organismo e no comportamento.
A nova dupla do [IN]Pertinente Ciência conversa sobre a relação entre o intestino, as hormonas e a saúde da mulher, revelando como a alimentação, o sono, o desporto, e até as viagens influenciam este equilíbrio.
Ricardo Rangel fecha o primeiro episódio com um alerta importante: da mesma forma que nos preparamos para diferentes situações da nossa vida, podemos (e devemos) também preparar-nos para as diferentes transições fisiológicas que sabemos que vamos atravessar.
Porque uma vida saudável e equilibrada começa por conhecer bem o próprio corpo, não perca este [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Ruehr, L., Hoffman, K., May, E., Münch, M., Schlögl, H. & Sacher, J., «Estrogens and human brain networks: A systematic review of structural and functional neuroimaging studies», Frontiers in Neuroendocrinology, Volume 77, 2025
101174,Wieczorek, K., Targonskaya, A. & Maslowski, K., «Reproductive Hormones and Female Mental Wellbeing», Women 2023, 3(3), 432-444
Fett, Rebecca, «It Starts with the egg - How the science of egg quality can help you get pregnant naturally, prevent miscarriage, and improve your odds in IVT»
Felice Gersh, M. D. - «PCOS SOS - A Gynecologist's lifeline to naturally restore your Rhythms, Hormones, And Happiness»
Mosconi, Lisa - «Menopausa: o seu cérebro em mudança» (Ideias de Ler, 2025)
Lemos, Patrícia - «Não é só Sangue - Uma Conversa sobre o Ciclo Menstrual» (Influência, 2021)
Site «O Círculo Perfeito», de Patrícia Lemos
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Ricardo Rangel
Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
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A medicação é a única abordagem eficaz para as neurodivergências? No último episódio da dupla, a psiquiatra Rute Cajão e o Rui Maria Pêgo exploram terapias, tratamentos e comportamentos que, em conjunto, podem fazer a diferença na qualidade de vida dos pacientes.
Com uma visão integrada, a especialista desmistifica a ideia de que «a medicação é a única solução» e sublinha a importância da psicoterapia e de terapias complementares para controlar a ansiedade causada pela PHDA. Sem esquecer o papel do sono como um importante regulador da atenção, da impulsividade e do equilíbrio emocional.
Ao abordar as Perturbações do Espectro do Autismo, a dupla analisa os benefícios de várias terapias, da musicoterapia à terapia ocupacional, com resultados comprovados na promoção da comunicação, interação social e desenvolvimento cognitivo.
Durante a conversa, há ainda espaço para esclarecer mitos recorrentes: 'Será que a medicação muda a personalidade'? ou 'poderão os psicofármacos deixar-nos apáticos'?
Não perca este episódio do [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Hvolby A. «Associations of sleep disturbance with ADHD: implications for treatment.» (Atten Defic Hyperact Disord. 2015 Mar; Epub 2014 Aug)
Stahl SM. «Prescriber’s Guide: Stahl’s Essential Psychopharmacology» (Cambridge University Press; 2024)
Wenxin Sun, Mingxuan Yu, Xiaojing Zhou. «Effects of physical exercise on attention deficit and other major symptoms in children with ADHD: A meta-analysis» (Psychiatry Research, Volume 311, 2022)
Zhang Z, Chang X, Zhang W, Yang S, Zhao G. «The Effect of Meditation-Based Mind-Body Interventions on Symptoms and Executive Function in People With ADHD: A Meta-Analysis of Randomized Controlled Trials.» (Atten Disord. 2023 Apr)
Sprich SE, Knouse LE, Cooper-Vince C, Burbridge J, Safren SA.«Description and Demonstration of CBT for ADHD in Adults.» (Cogn Behav Pract. 2012 Feb)
Resources - «Intervention and Therapies» (Autism Society)
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RUTE CAJÃO
Médica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
RUI MARIA PÊGO
Tem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
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Será que existem cada vez mais casos de PHDA? Como é que uma pessoa com esta condição interpreta a vida? A Perturbação de Hiperatividade e/ou Défice de Atenção é diferente na infância e na idade adulta?
A psiquiatra Rute Cajão e o comunicador Rui Maria Pêgo definem as fronteiras desta neurodivergência, exploram estratégias para lidar com a patologia, na idade adulta, e falam sobre a importância do acompanhamento médico para amenizar o impacto da PHDA na vida familiar, laboral e social.
Nos últimos anos, fizeram-se importantes avanços no estudo da patologia. Durante décadas, acreditou-se que a PHDA era uma ‘doença pediátrica’. Só em 2013 é que a comunidade científica reconheceu a sua prevalência no adulto. A ciência também mostra que a PHDA é biológica e altamente hereditária – 70 a 80% dos casos têm origem genética.
Ao longo da conversa, a especialista explica como é que, hoje em dia, se faz o diagnóstico na idade adulta, alerta para a importância do diagnóstico precoce e destaca o papel essencial da medicação e das terapias complementares.
A dupla aborda ainda o impacto desta perturbação nas famílias, bem como as estratégias de inclusão nos locais de trabalho e nas relações sociais.
Um episódio do [IN]Pertinente a não perder, para combater mitos e opiniões desinformadas.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Song P, Zha M, Yang Q, Zhang Y, Li X, Rudan I; Global Health Epidemiology Reference Group (GHERG). «The prevalence of adult attention-deficit hyperactivity disorder: A global systematic review and meta-analysis». Journal of Global Health. 2021
Madeira, N., França G., e Jesus G., et al. «Perturbação de Hiperatividade/Défice de Atenção no Adulto: Um Posicionamento de Peritos Portugueses sobre Diagnóstico eTratamento». Acta médica portuguesa. 38(3):187-196
Lange KW, Reichl S, Lange KM, Tucha L, Tucha O. «The history of attention deficit hyperactivity disorder. Attention Deficit Hyperactivity Disorders» 2010 Dec; 2(4):241- 55
Faraone, S.V., Bellgrove, M.A., Brikell, I. et al. «Attention-deficit/hyperactivity disorder». Nature Revision Disease Primers 10, 11 (2024)
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RUTE CAJÃO
Médica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
RUI MARIA PÊGO
Tem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
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O que caracteriza a Perturbação do Espectro do Autismo? E quais são as causas e os mitos associados a esta perturbação? Neste episódio, a psiquiatra Rute Cajão e Rui Maria Pêgo mergulham no universo do autismo, com a bússola da Ciência.
Em Portugal, uma em cada 1000 crianças terá autismo. Sendo uma neurodivergência, esta perturbação gera-se in utero, manifesta-se na infância e é crónica. Por esse motivo, Rute Cajão destaca: o diagnóstico precoce é fundamental para reduzir obstáculos e aumentar a qualidade de vida.
Ao longo da conversa, a dupla aborda os mitos e enigmas que continuam a pairar sobre esta ‘forma de ser diferente’ – nas várias gradações do espectro –, e debate o olhar da sociedade perante o autismo.
Como podem as famílias apoiar e ajudar quem sofre desta perturbação? Com uma forte carga genética – 80 a 90% dos casos são hereditários –, quais são os fatores de risco que podem aumentar a probabilidade de se nascer com autismo?
Descubra as respostas para estas e outras questões, neste episódio do [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Halpern, C, et al. «A Perturbação do Espetro do Autismo na Primeira Infância: O Modelo do Centro de Estudos do Bebé e da Criança de Avaliação Diagnóstica e Intervenção Terapêutica», Acta médica Portuguesa. Volume 34(10): páginas 657-663, 2021
Xavier Ferreira e Guiomar Oliveira. «Autismo e Marcadores Precoces do Neurodesenvolvimento», Acta Médica Portuguesa. Volume 29(3): páginas 168-175, 2016.)
Oliveira, Guiomar «Epidemiologia do Autismo em Portugal» (2005)
Hutter, Carolyn. «Genome Wide Association Studies (GWAS)», National Human Genome Research Institute (atualizado a 30 de Setembro 2025)
Lord, C., Brugha, T.S., Charman, T. et al. «Autism Spectrum Disorder. Nature Reviews. Disease Primers», 2020. Volume 6, artigo número 5
Legislação Inclusividade Empresas: Lei 4/2019 de 10 de Janeiro
Estatuto NEE Universidades: Despacho n.º 6255/2016, de 11 de maio, publicado no Diário da República n.º 91/2016, Série II, de 11 de maio de 2016, pp. 14812-14814.
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RUTE CAJÃO
Médica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
RUI MARIA PÊGO
Tem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
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Quantas vezes já ouviu que devia dormir mais, comer melhor ou fazer exercício? E se lhe disséssemos que um bom estilo de vida não é igual para todos? Neste episódio, o psiquiatra Gustavo Jesus e Rui Maria Pêgo desafiam as ideias feitas sobre saúde física e mental.
Entre mitos e verdades científicas, percebemos por que motivo o sono é um autêntico «seguro de vida» para o cérebro - numa altura em que um em cada dez portugueses sofre de perturbações significativas neste domínio. Surpreendentemente, também ficamos a conhecer o poder do nosso «segundo cérebro» e como o microbioma e uma dieta não inflamatória podem influenciar diretamente a nossa saúde mental.
Além disso, percebemos que os influencers e especialistas em produtividade que se gabam de dormir apenas 4 horas e fazer várias «power naps» durante o dia estão, afinal, a prejudicar a própria saúde. E, contrariando a ideia do «trabalho como o mau da fita», descobrimos que cerca de 30% das pessoas o consideram essencial para o seu bem-estar.
O mais fascinante? A forma como os nossos genes e personalidade se combinam com as circunstâncias socioeconómicas para definir o estilo de vida que realmente funciona para cada um de nós. A verdade é que as rotinas que beneficiam uma pessoa podem ser devastadoras para outra.
Numa era em que as redes sociais e os «gurus» do bem-estar nos dizem constantemente como devemos viver através dos seus métodos universais, este episódio oferece uma perspectiva libertadora: não há uma fórmula única para uma vida saudável. E sim, é possível construir relações significativas com quem tem um estilo de vida completamente diferente do nosso.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Trabalho:
GLASSDOOR, Q3 2015 Employment Confidence Survey (2015, Glassdoor)
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, Health and Work (2024, OECD)
ORGANISATION FOR ECONOMIC CO-OPERATION AND DEVELOPMENT, OECD Better Life Index: Portugal (2024, OECD)
SALVAGIONI, Denise A. J. et al., Physical, psychological and occupational consequences of job burnout: A systematic review of prospective studies (2017, PLoS One)
THE JOBLIST, The Elusive Work-Life Balance (2023, JobList Trends)
Exercício físico:
CHEKROUD, Sammi R. et al., Association between physical exercise and mental health in 1·2 million individuals in the USA between 2011 and 2015: a cross-sectional study (2018, The Lancet Psychiatry)
KHAN, Asaduzzaman et al., Dose-dependent and joint associations between screen time, physical activity, and mental wellbeing in adolescents: an international observational study (2021, The Lancet Child & Adolescent Health)
PEARCE, Matthew et al., Association Between Physical Activity and Risk of Depression: A Systematic Review and Meta-analysis (2022, JAMA Psychiatry)
Alimentação:
JACKA, Felice, Brain Changer (2019, Yellow Kite)
Sono:
GOMES, Sofia, O Sono dos Portugueses (2023, Oficina do Livro)
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RUI MARIA PÊGO
Tem 35 anos, 16 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão.
Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School.GUSTAVO JESUS
Médico psiquiatra e trabalha há mais de 10 anos no PIN – Partners in Neuroscience. É atualmente diretor de Serviço no Hospital de Vila Franca de Xira, professor na Católica Medical School e membro da direção da SPPSM. Publicou artigos e trabalhos científicos, participou em livros técnicos e em muitas iniciativas de divulgação das neurociências clínicas, como forma de aumentar a informação e mitigar o estigma associado às doenças mentais.
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Por que razão deixámos de ser um país de arrendatários e passámos a ser um país de proprietários? Neste episódio, a especialista em demografia Alda Azevedo e Hugo van der Ding fazem um retrato da habitação em Portugal, revelando os bastidores de uma crise aparentemente recente.
A conversa percorre cinco décadas de mudanças que moldaram o nosso território: do Portugal pré-25 de Abril, onde metade das casas não tinha água canalizada, até ao boom do alojamento local, que tem retirado muitas casas do mercado nos centros urbanos.
Pelo caminho, descobre-se como decisões aparentemente técnicas – o congelamento das rendas, a construção de uma ponte ou a localização de um bairro social - deixaram marcas que persistem por gerações.
Das ilhas do Porto aos bairros de lata em Lisboa (sem excluir as bidonvilles parisienses), discutem-se fenómenos como a gentrificação, o regresso às periferias e o despovoamento do interior.
Este é um episódio que nos mostra que na história das nossas casas também mora a história de Portugal e os desafios que hoje enfrentamos – tanto ao nível individual, como coletivo.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
AZEVEDO, A. B., «Como Vivem os Portugueses: população e famílias, alojamentos e habitação» (2020, Fundação Francisco Manuel dos Santos)
GARHA, N. S., AZEVEDO, A. B., «Airbnb and the housing market in the COVID-19 pandemic: A comparative study of Barcelona and Lisbon» (2022, Análise Social)
GARHA, N. S., AZEVEDO, A. B., «Geography of AirBnb in Barcelona and Lisbon: A comparative study» (2021, Finisterra)
«Vamos Todos Morrer: Gérald Bloncourt» (RTP PLAY)
«As Operações SAAL» (Memoriale Cinema Português)
«As Operações Saal» (Filmin)
«L'IMMIGRATION PORTUGAISE» (Blog de Gérald Bloncourt)
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ALDA AZEVEDO
Doutorada em Demografia pela Universidade Autónoma de Barcelona. É investigadora auxiliar no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa e professora auxiliar convidada no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. É coordenadora do doutoramento em Population Sciences (ULisboa) pelo ICS e membro da Comissão Científica. A sua investigação centra-se no estudo da demografia da habitação, do envelhecimento demográfico e, mais recentemente, no estudo da emigração portuguesa nos EUA.
HUGO VAN DER DING
Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta Bic, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a Criada Malcriada e Cavaca a Presidenta, autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, Vamos Todos Morrer, também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa Duas Pessoas a Fazer Televisão na RTP, com Martim Sousa Tavares.
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O que acontece quando os mecanismos cerebrais que nos ajudam a sobreviver são sequestrados por substâncias ou comportamentos? Neste episódio, o psiquiatra Gustavo Jesus e Rui Maria Pêgo exploram a ciência das adicções, relevando o que acontece no cérebro quando o prazer se transforma em vício.
Nesta conversa, explica-se o funcionamento do «circuito da recompensa» e de que forma a dopamina e o glutamato criam hábitos que se tornam compulsões. Da tolerância à abstinência, esclarecem-se os critérios que definem uma verdadeira dependência e exploram-se dados preocupantes sobre consumos contemporâneos.
Pelo caminho, desmistifica-se a canábis – muitas vezes vista como inofensiva, mas cujas variedades de alta potência têm aumentado casos de psicose – e fala-se sobre a ameaça crescente das apostas online, que já levaram quase 300 mil portugueses a pedir autoexclusão de plataformas de jogo.
Sem esquecer o tema dos psicadélicos ou o papel-chave da comunidade na recuperação, este é um episódio que nos mostra como, numa sociedade de consumo e de gratificação imediata, compreender a neurobiologia das adições nos pode ajudar a combater tanto o estigma, como a dependência.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
KAUER, Julie A. & MALENKA, Robert C., «Synaptic plasticity and addiction» (2007, Nature Publishing Group)
MYRAN, D. T. et al., «Changes in Incident Schizophrenia Diagnoses Associated With Cannabis Use Disorder After Cannabis Legalization» (2025, JAMA Network Open)
FELTENSTEIN, M. W., SEE, R. E., FUCHS, R. A., «Neural Substrates and Circuits of Drug Addiction» (2021, Cold Spring Harbor Perspectives in Medicine)
CARAPINHA, Ludmila et al., «Comportamentos Aditivos aos 18 Anos: Inquérito aos Jovens Participantes no Dia da Defesa Nacional» (2022, Sicad)
KELMENDI, B., KAYE, A. P., PITTENGER, C., KWAN, A. C., «Psychedelics» (2022, Current Biology)
EMCDDA, «Understanding Europe's drug situation in 2024 – key developments» (2024, European Union Drugs Agency)
CARAPINHA, Ludmila & LAVADO, «Emília, Consumo Problemático/Alto Risco» (2023, Sicad)
BALSA, Casimiro et al., «V Inquérito Nacional ao Consumo de Substâncias Psicoativas na População Geral» (2022, Sicad)
GRUPO ESPAD, «The European School Survey Project on Alcohol and Other Drugs» (2019, ESPAD GROUP)
TORRES, Anália et al., «Inquérito Nacional sobre Comportamentos Aditivos em Meio Prisional» (2014, Sicad)
Aplicação «I Am Sober»
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RUI MARIA PÊGO
Tem 35 anos, 16 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão.
Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School.GUSTAVO JESUS
Médico psiquiatra e trabalha há mais de 10 anos no PIN – Partners in Neuroscience. É atualmente diretor de Serviço no Hospital de Vila Franca de Xira, professor na Católica Medical School e membro da direção da SPPSM. Publicou artigos e trabalhos científicos, participou em livros técnicos e em muitas iniciativas de divulgação das neurociências clínicas, como forma de aumentar a informação e mitigar o estigma associado às doenças mentais.
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Com referências inesperadas ao Rei Leão, neste episódio do [IN]Pertinente, o psiquiatra Gustavo Jesus e o comunicador Rui Maria Pêgo exploram o tema da saúde mental, sobretudo em Portugal – o país que lidera o ranking mundial da ansiedade.
Nesta conversa, faz-se a distinção entre stress positivo e nocivo, desmistifica-se a diferença entre tristeza e depressão e esclarece-se o que é, afinal, o burnout – um fenómeno que só foi reconhecido pela Organização Mundial de Saúde em 2019.
Mas compreender a saúde mental vai além destas definições. Num tempo em que se evita a palavra "doença" e se romantiza a "saúde mental", este episódio propõe um olhar científico sobre as teses de falsos especialistas que, tantas vezes, reduzem a complexidade humana a métodos instantâneos ou a fórmulas universais.
Um olhar que se torna especialmente relevante quando se analisam as raízes do problema. A par de heranças históricas e pressões da vida contemporânea (sem esquecer os efeitos duradouros da pandemia), percebe-se como fatores genéticos, sociais e económicos se entrelaçam quando se fala de doença mental e o porquê de poder ser desafiante pedir ajuda profissional – mesmo quando precisamos dela.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
JESUS, Gustavo, «300 mil anos de ansiedade» (2023, Lua de Papel)
SAPOLSKY, Robert, «Why zebras don't get ulcers» (2004, Henry Holt and Company)
EDMONSON, Amy, «The fearless organization» (2018, Wiley)
MILLER, Richard, «Drugged: The Science and Culture Behind Psychotropic Drugs» (2013, Oxford University Press)
HAIDT, Jonathan, «The anxious generation» (2024, Penguin Press)
Mark Manson, «Understanding the Most Anxious Country in the World» (vídeo)
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RUI MARIA PÊGO
Tem 35 anos, 16 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão.
Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School.GUSTAVO JESUS
Médico psiquiatra e trabalha há mais de 10 anos no PIN – Partners in Neuroscience. É atualmente diretor de Serviço no Hospital de Vila Franca de Xira, professor na Católica Medical School e membro da direção da SPPSM. Publicou artigos e trabalhos científicos, participou em livros técnicos e em muitas iniciativas de divulgação das neurociências clínicas, como forma de aumentar a informação e mitigar o estigma associado às doenças mentais.
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Todos podemos ter 'manias' e hábitos peculiares, mas quererá isso dizer que somos neurodivergentes? No primeiro de quatro episódios dedicados ao tema, a psiquiatra Rute Cajão e Rui Maria Pêgo conversam sobre as patologias do neurodesenvolvimento, desde o diagnóstico aos seus impactos.
Em Portugal, mais de um quinto dos portugueses sofre de uma perturbação psiquiátrica e somos o segundo país europeu, a seguir à Irlanda do Norte, a ter mais diagnósticos de doença mental.
A partir da noção de ‘neurodiversidade’, a especialista Rute Cajão explica o que é a doença mental, da vertente biológica à dimensão normativa, passando pela evolução do diagnóstico e pelos tratamentos adequados a cada patologia.
Em plena era digital, a conversa também alerta para os riscos do autodiagnóstico e do recurso à inteligência artificial para interpretar sintomas, destacando a importância do acompanhamento especializado em ambiente clínico.
A dupla aborda ainda o impacto da perturbação mental em contexto familiar, refletindo sobre o papel da família, da escola e do mercado de trabalho na integração de quem sofre de pertubações do foro psiquiátrico.
Porque é urgente combater estigmas e encarar a doença mental como um dos grandes desafios da saúde pública da atualidade, não perca este episódio do [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Singer, Judith. 2023. «The mother of neurodiversity: how Judy Singer changed the world», The Guardian
Durães, Mariana. 2025. «Eles usam o ChatGPT como psicólogo porque 'não julga' e não se cansa. Mas quais os riscos?», Público.
ICD-11 for Mortality and Statistics, 2025. Secção 6 «Mental, behavioural or neurodevelopmental disorders», capítulo «Neurodevelopmental Disorders»
«Perturbação Mental em Números», Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental
Sites de centros especializados para fazer diagnóstico de perturbações do neurodesenvolvimento (adultos e crianças):
CADin - neurodesenvolvimento e inclusão
Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA Lisboa)
Partners in Neuroscience (PIN)
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RUTE CAJÃO
Médica psiquiatra, é assistente hospitalar de psiquiatria na Unidade Local de Saúde Arco Ribeirinho, EPE. Cofundadora da equipa multidisciplinar e consulta de jovens adultos com patologia grave de início precoce na mesma unidade. Vice-presidente da Secção de Perturbações do Neurodesenvolvimento da Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental.
RUI MARIA PÊGO
Tem 36 anos, 17 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão. Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School. Já apresentou programas nos três canais generalistas de televisão, é autor da série satírica «Filho da Mãe» (Canal Q, 2015), e está hoje na Rádio Comercial, com o podcast «Debaixo da Língua».
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O que acontece quando o mundo muda tanto em tão pouco tempo? Neste episódio, o politólogo João Pereira Coutinho e Manuel Cardoso analisam as dinâmicas que estão a redesenhar o mapa do poder global e que vão constar nos futuros manuais de História.
A conversa revisita o famoso «Fim da História», de Fukuyama, que proclamou a vitória definitiva da democracia liberal após a Guerra Fria, e contrasta este otimismo com a visão mais cética de Huntington sobre o choque das civilizações.
Explorando a tese de Robert Kagan sobre os americanos serem de Marte e os europeus de Vénus, questiona-se o futuro da NATO, a vulnerabilidade de uma Europa desarmada e o papel da China – essa potência de «Saturno», que parece operar num horizonte temporal bem distinto do ocidental.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
ALLISON, Graham, «Destinados à Guerra: Poderão a América e a China escapar à armadilha de Tucídides?» (2017, Gradiva)
FASTING, Mathilde, ed., «After the End of History: Conversations with Francis Fukuyama» (2021, Georgetown)
FUKUYAMA, Francis, «O Fim da História e o Último Homem» (1992, Gradiva)
HUNTINGTON, Samuel, «O Choque das Civilizações e a Mudança na Ordem Mundial» (1996, Gradiva)
KAGAN, Robert, «O Paraíso e o Poder: A América e a Europa na Nova Ordem Mundial» (2003, Gradiva)
KAPLAN, Robert, «Waste Land: A World in Permanent Crisis» (2023, C. Hurst & Company)
KUPCHAN, Charles, «Isolationism: A History of America's Efforts to Shield Itself from the World» (2020, Oxford)
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MANUEL CARDOSO
É humorista e um dos autores do programa de sátira política «Isto É Gozar Com Quem Trabalha», da SIC. Faz parte do podcast «Falsos Lentos», um formato semanal de humor sobre futebol. É o autor da rubrica radiofónica diária «Bem-vindo a mais um episódio de», nas manhãs da Rádio Comercial. Contribui semanalmente para o Expresso, desde 2023, com uma crónica semanal.
JOÃO PEREIRA COUTINHO
Professor do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica, onde se doutorou em Ciência Política e Relações Internacionais. É autor dos livros «Conservadorismo» e «Edmund Burke – A Virtude da Consistência». Ao longo de 25 anos tem assinado artigos na imprensa nacional e é colunista do diário brasileiro «Folha de S. Paulo», o maior jornal da América Latina. -
Sabia que cada vez que interrompemos uma tarefa para espreitar as redes sociais, demoramos 25 minutos a recuperar a concentração por completo?
Neste episódio, o psiquiatra Gustavo Jesus e Rui Maria Pêgo analisam a forma como a tecnologia e, em especial, os smartphones estão a capturar a nossa atenção e a reconfigurar o funcionamento do cérebro.
Ao longo da conversa, a dupla desconstrói o «circuito da recompensa» e explica como os algoritmos tentam monopolizá-lo para nos manter ligados a todo o momento. Resultado? Nos últimos dez anos, a capacidade de concentração (attention span) das crianças diminuiu de 12 para 8 segundos.
Os dados sobre exposição digital precoce são reveladores: 50% das crianças até aos 3 anos já têm o seu próprio dispositivo e a percentagem de jovens com smartphone saltou de 30% para 80% entre 2015 e 2020. Esta digitalização acelerada não é inócua - estudos recentes demonstram a correlação entre o uso crescente de redes sociais e o aumento das taxas de ansiedade e depressão em adolescentes.
Perante este cenário, abordam-se questões como a regulação do uso de telemóveis nas escolas e os riscos e oportunidades das «IA-terapeutas». Uma discussão necessária num momento em que mecanismos digitais colocam o nosso cérebro analógico em modo SOS, forçado a processar um fluxo incessante de estímulos para os quais não está biologicamente preparado.
REFERÊNCIAS ÚTEIS
HAIDT, Jonathan, «A Geração Ansiosa» (2023, Lua de Papel)
HARI, Johann, «Sem Foco» (2023, Lua de Papel)
THORNE, Jack, GRAHAM, Stephen, «Adolescence» (2023, Netflix)
GIRELA-SERRANO, Braulio M., et al., «Impact of mobile phones and wireless devices use on children and adolescents' mental health: a systematic review» (2024, European Child & Adolescent Psychiatry)
VAN DEN HEUVEL, Meta, et al., «Mobile Media Device Use is Associated with Expressive Language Delay in 18-Month-Old Children» (2019, Journal of Developmental Pediatrics)
RAYCE, Signe Boe, et al., «Mobile device screen time is associated with poorer language development among toddlers: results from a large-scale survey» (2024, BMC Public Health)
SANTOS, Renata Maria Silva, et al., «The Association between Screen Time and Attention in Children: A Systematic Review» (2022, Scientific Reports)
SKOWORONEK, Jeanette, et al., «The mere presence of a smartphone reduces basal attentional performance» (2023, Scientific Reports)
TYMOFYEYEVA, Olga, et al., «Neural Correlates of Smartphone Dependence in Adolescents» (2020, Frontiers in Human Neuroscience)
KEMP, Elyria, CHILDERS, Carla Y., «Insta-Gratification: Examining the Influence of Social Media on Emotions and Consumption» (2021, The Journal of Social Media in Society)
ANDERL, Christine, et al., «Directly-measured smartphone screen time predicts well-being and feelings of social connectedness» (2024, Journal of Social and Personal Relationships)
BIOS
RUI MARIA PÊGO
Tem 35 anos, 16 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão.
Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School.GUSTAVO JESUS
Médico psiquiatra e trabalha há mais de 10 anos no PIN – Partners in Neuroscience. É atualmente diretor de Serviço no Hospital de Vila Franca de Xira, professor na Católica Medical School e membro da direção da SPPSM. Publicou artigos e trabalhos científicos, participou em livros técnicos e em muitas iniciativas de divulgação das neurociências clínicas, como forma de aumentar a informação e mitigar o estigma associado às doenças mentais.
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Pessoas que estando vivas têm a certeza de que estão mortas.
Outras que não reconhecem um braço ou uma perna como seus.
Ainda outras que vêem quem os rodeia como ‘sósias’ de si mesmo.
Ou indivíduos que depois de um acidente, falam com pronúncia estrangeira.
Está preparado? A temporada quatro de Ciência não pode terminar sem um dos lados mais fascinantes da Neurociência: como é que o cérebro reage quando acontecem lesões.
A neurocientista Luísa Lopes e o comunicador Rui Maria Pêgo vão falar de vários casos emblemáticos: o paciente HM, de Phineas Gage, dos Síndromas de Capgrass, Cotard, Ekbom e Alice no Pais das Maravilhas, de Prosopagnosia e de Paramnésia Reduplicativa.
Não se assuste, são lesões raras e que apenas acontecem em casos de acidentes graves.
Todos os exemplos atrás descritos estão documentados; ainda existem mais, alguns passíveis de regressão outros apenas com possibilidade de serem atenuados com fármacos ou terapia.
Haverá um lado «simpático» nestes curto-circuitos do cérebro? Sim. Como diz a especialista, muitos deles serviram para compreender a importância de certas zonas do cérebro, e qual o papel de lesões na compreensão dos circuitos e áreas cerebrais, mesmo se muitos anos depois.
Não perca este último episódio do [IN]Pertinente Ciência 2024.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Livros:
«O erro de Descartes», de António Damásio
«Permanent Present Tense: The Man with No Memory, and What He Taught the World», de Suzanne Corkin
«De Profundis, Valsa Lenta», de José Cardoso Pires
«O Ano Sabático», de João Tordo
Artigo:
«Teaching rare unusual syndromes»
Documentários, filmes e séries:
«Memory Hackers» (2016, National Geographic)
«Faces in the Crowd» (2011)
«The Broken» (2008)
«Eternal Sunshine of the Spotless Mind» (2004)
«Nip/Tuck» (2003)
BIOS:
RUI MARIA PÊGO
Tem 35 anos, 16 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão.
Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School.
LUÍSA LOPES
Neurocientista, coordenadora de um grupo de investigação no Instituto de Medicina Molecular e professora convidada de Neurociências na Faculdade de Medicina de Lisboa. É licenciada em Bioquímica e doutorada em Neurociências pela na Faculdade de Ciências de Lisboa. -
Sabia que alguns animais se reconhecem a si mesmos ao espelho? Que os elefantes memorizam caras, caminhos, lugares e demonstram empatia? E que os polvos são capazes de encontrar o fim de um labirinto ou abrir frascos com comida lá dentro?
Podemos ter a arrogância de achar que a nossa inteligência é a medida para todas as outras. Mas, talvez nos devêssemos questionar: seremos inteligentes o suficiente para compreender a inteligência dos animais?
A neurocientista Luísa Lopes e o apresentador Rui Maria Pêgo conduzem um episódio fascinante sobre o cérebro de alguns animais e sobre as capacidades extraordinárias que eles demonstram.
Vai ouvir falar da «orca influencer» que lançou uma nova moda nos mares, da capacidade dos roedores de sentirem o stress dos outros ou dos talentos dos chimpanzés.
E este episódio não poderia terminar de melhor forma: Luísa Lopes vai falar da experimentação animal para deixar uma nota de respeito e de limites éticos para com estes seres, que tanto nos ajudam na compreensão de algumas doenças e do funcionamento profundo do cérebro.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
LIVRO
Frans de Waal, Are we smart enough to know how smart animals are?VÍDEOS E DOCUMENTÁRIOS
Netflix:
Inside the Mind of a Dog
Orcas usam salmão como chapéu
Bunny, o cão que fala. Sabe, alegadamente, 92 palavras!
[IN] PERTINENTE CIÊNCIA
Serão os animais capazes de pensar?
BIOS
RUI MARIA PÊGO
Tem 35 anos, 16 deles passados entre a rádio, o teatro e a televisão.
Licenciado em História pela Universidade Nova de Lisboa, e mestre em Fine Arts in Professional Acting pela Bristol Old Vic Theatre School.
LUÍSA LOPES
Neurocientista, coordenadora de um grupo de investigação no Instituto de Medicina Molecular e professora convidada de Neurociências na Faculdade de Medicina de Lisboa. É licenciada em Bioquímica e doutorada em Neurociências pela na Faculdade de Ciências de Lisboa. - Daha fazla göster