Devocional Diário CHARLES SPURGEON

Devocional Diário CHARLES SPURGEON

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Leitura dos devocionais diários do Charles Spurgeon.

Episodes

6 de agosto | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

6 de Agosto. Guarda, a que hora estamos da noite? (Isaías 21.11) Que inimigos estão do lado de fora? Numerosos erros afluem, e outros novos surgem a cada hora. Contra quais heresias devemos nos guardar? Os pecados rastejam a partir de suas emboscadas, quando as trevas reinam. Tenho de subir à torre e vigiar em oração. Nosso Protetor celestial vê antecipadamente todos os ataques que estão prestes a serem lançados contra nós. Quando Satanás deseja o mal para nós, o Senhor Jesus suplica por nós, a fim de que a nossa fé não desfaleça, quando somos peneirados como o trigo (ver Lucas 22.31). Continue, Ó gracioso Guarda, a nos avisar sobre nossos inimigos, e para o bem de Sião não retenha sua paz. "Guarda, a que hora estamos da noite?" Que tempos aguardam a igreja? As nuvens estão se aproximando, ou está tudo claro e bonito? Temos de cuidar da igreja com amor inquietante; e agora que a infidelidade ameaça, observemos os sinais dos tempos e nos preparemos para o conflito. "Guarda, a que hora estamos da noite?" Que estrelas podem ser vistas? Que promessas preciosas são adequadas ao nosso caso, neste momento? Tu soas o alarme, mas também ofereces a consolação. Cristo, a Estrela Polar, está sempre em seu lugar, e todas as estrelas estão seguras na mão direita de seu Senhor. Guarda, quando chegará a manhã? O Noivo se demora. Não existe qualquer sinal do aparecimento do Sol da Justiça? A estrela da manhã não tem surgido como o penhor do dia? Em que momento o dia raiará e as trevas desaparecerão? Ó Jesus, se hoje não vens, pessoalmente, para tua igreja que Te aguarda, então vem em Espírito ao meu coração saudoso e faze-o cantar de alegria. Agora, toda a terra está radiante e feliz com a nova manhã; Mas todo o meu coração está frio, e escuro e triste: Sol da alma, deixa-me contemplar tua alvorada! Vem, Jesus, Senhor, Oh, rápido vem, de acordo com tua palavra.

5 de agosto | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

5 de Agosto. Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus. (Romanos 8.28) Em alguns assuntos, o crente está absolutamente certo. Por exemplo, o crente sabe que Deus está assentado junto aos passageiros na popa do barco, quando este balança muito. Ele crê que uma mão invisível está sempre no leme do mundo e que, não importando para onde a providência leve o barco, Jeová é quem o dirige. Este conhecimento tranquilizador prepara o crente para todas as coisas. O crente olha por cima das ondas furiosas; vê o Espírito de Jesus andando por sobre as águas e ouve a sua voz, dizendo: "Sou eu. Não temais!" (Marcos 6.50). O crente também reconhece que Deus é sábio. E, reconhecendo isso, permanece confiante de que em sua vida não pode haver acidentes nem erros. Nada que não deveria acontecer acontecerá. O crente pode dizer: "Se eu tiver de perder tudo o que tenho, será melhor perder do que possuir, se esta for a vontade de Deus. A pior calamidade é a coisa mais sábia e mais bondosa que poderia me acontecer, se Deus assim o ordenasse". "Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus." O crente sabe que estas palavras constituem a realidade. Todas as coisas têm cooperado para o bem dele. Drogas nocivas misturadas em proporções apropriadas produzem cura; os afiados cortes do bisturi limpam o corpo ulceroso e facilitam o restabelecimento. Por conseguinte, crendo que Deus governa todas as coisas, com sabedoria, e que produz o bem a partir do mal, o coração do crente sente-se em segurança. É capaz de enfrentar com tranquilidade cada provação, à medida que surgem. Em espírito de verdadeira resignação, é capaz de orar: "Envia-me o que desejares, meu Deus, contanto que sejas Tu quem o envias. De tua mesa, nunca deste um manjar desagradável a qualquer de teus filhos". Não digas, alma minha: Como pode Deus aliviar meus pesares? Lembra-te que a Onipotência tem servos em todos os lugares. Seu método é sublime; seu coração é um fiel aliado. Deus nunca está adiante de seu tempo e nunca está atrasado.

4 de agosto | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

4 de Agosto. O povo que conhece ao seu Deus se tornará forte. (Daniel 11.32) Todo crente sabe que conhecer a Deus é a melhor e mais sublime forma de conhecimento. Este conhecimento espiritual é uma fonte de fortalecimento para o crente. Fortalece a sua fé. As Escrituras constantemente se referem aos crentes como pessoas iluminadas e ensinadas pelo próprio Senhor. As Escrituras afirmam que os crentes possuem a unção do Santo (ver 1João 2.20) e que o ofício peculiar do Espírito Santo é guiá-los em toda a verdade; tudo para o incremento e a nutrição de sua fé. O conhecimento fortalece o amor, assim como revigora a fé. O conhecimento abre a porta; e, por meio desta porta, vemos nosso Salvador. Ou, empregando outra figura, o conhecimento pinta um retrato do Senhor Jesus. E, quando vemos esse retrato, passamos a amar a Jesus. Pelo menos em algum grau, não podemos amar um Cristo a quem não conhecemos. Se conhecemos pouco das excelências de Jesus, o que Ele fez e o que está fazendo agora por nós, não podemos amá-lo tanto. No entanto, quanto mais conhecemos a Jesus, tanto mais nós O amamos. O conhecimento também revigora a esperança. Como podemos esperar algo, se não temos conhecimento da sua existência? A esperança pode ser o telescópio, mas, até que recebamos instruções, nossa ignorância se coloca na frente da lente, e nada podemos ver. O conhecimento remove o objeto interferente e quando olhamos através da brilhante lente, discernimos a glória a ser revelada e a antecipamos com confiança jubilante. O conhecimento nos fornece razões para sermos pacientes. Como teremos paciência, a menos que saibamos algo da compaixão de Cristo e entendamos o bem que é sair da disciplina na qual nosso Pai celeste nos corrige? Não existe uma única virtude do crente que, nos desígnios de Deus, não será fomentada e trazida à perfeição por meio do conhecimento. Quão importante é que cresçamos não somente em graça, mas também "no conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo!" (2 Pedro 3.18).

3 de agosto | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

3 de Agosto. O Cordeiro é a sua lâmpada. (Apocalipse 21.23) Com muita quietude, contemple o Cordeiro como a luz do céu. Nas Escrituras, a luz é um símbolo da alegria. A alegria dos santos no céu se resume nos seguintes fatos: Jesus nos escolheu, nos amou, nos comprou, nos purificou, nos vestiu, nos preservou e nos glorificou. Estamos aqui tão-somente devido à pessoa do Senhor Jesus. Cada um destes pensamentos é como um cacho de uvas de Escol. A luz também é a causa da beleza. Nada de belo fica, quando a luz acaba. Sem luz, nenhum brilho resplandece da safira, e a pérola não reflete nenhum raio de esplendor. Portanto, toda a glória dos santos no céu procede do Senhor Jesus. À semelhança dos planetas, os santos no céu refletem a luz do Sol da Justiça. Eles vivem como raios que procedem da esfera central. Se o Senhor se retrair, eles morrem. Se a glória de Cristo for ocultada, a glória deles se acabará. A luz também é um símbolo do conhecimento. No céu nosso conhecimento será perfeito, mas a fonte dele será o próprio Senhor Jesus. Na luz do Cordeiro, as providências ocultas, que nunca entendemos, se nos tornarão evidentes; e simples, tudo o que agora nos confunde. Oh! Que revelações haverá e como glorificaremos o Deus de amor! A luz também significa manifestação. A luz manifesta. Neste mundo "ainda não se manifestou o que haveremos de ser" (1João 3.2). O povo de Deus é um povo encoberto, mas quando Cristo os receber no céu, os tocará com o cetro de seu próprio amor e os mudará à imagem de sua glória manifesta. Eles eram pobres e infelizes mas, que transformação! Foram contaminados pelo pecado; porém, com um toque da mão de Cristo, serão tão resplandecentes como o sol e tão límpidos como o cristal. Oh! que manifestação! Tudo isto procede do Cordeiro exaltado. De tudo o que tiver radiante esplendor Jesus será o centro e a alma. Oh! que estejamos presentes ali, para vê-Lo em sua própria luz, o Rei dos reis e Senhor dos senhores!

2 de agosto | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

2 de Agosto. Aquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade. (Efésios 1.11) Nossa crença na soberania de Deus pressupõe que Ele tem um plano e propósito determinado de salvação. O que seria a criação sem o planejamento de Deus? Há um peixe no mar ou uma ave no céu que tenha sido formado por acaso? Não. Em todo osso, músculo, junta, tendão, glândula e vaso sanguíneo, podemos ver a mão de um Deus que realiza todas as coisas de conformidade com o propósito de sua sabedoria infinita. E o Deus que se mostra presente na criação, regendo todas as coisas, não se mostrará presente na graça? Se o conselho divino governa a velha criação, a nova criação não terá a presidi-la o gênio habilidoso da vontade soberana? Contemple a providência! Quem não sabe que nem mesmo um pardal cai em terra sem o consentimento do Pai? Até os cabelos de sua cabeça estão todos contados. Deus avalia em escalas as montanhas de nossa aflição e pesa em balanças os montes de nossas tribulações. Haverá um Deus na providência e não na graça? Seria a casca determinada por sabedoria e o caroço abandonado a uma perspectiva cega? De modo nenhum! Deus conhece o fim desde o começo. Ele vê, no seu devido lugar, não somente a pedra angular que estabeleceu em cores lindas, no sangue de seu Filho amado, mas também contempla, em sua devida posição, cada uma das pedras eleitas removidas da pedreira da natureza e polidas pela graça dele. Ele vê o todo, da cantoneira à cornija, do alicerce ao teto, do início ao auge. Em sua mente, Deus tem um conhecimento límpido de cada pedra que será colocada no lugar preparado, de quão ampla será a represa e de quando será trazida a última pedra, com gritos de: "Graças, graças a Ti!" Por fim, todos verão com clareza que, em todos os vasos eleitos de misericórdia, Jeová fez com o seu povo o que Ele mesmo quis. Em todos os aspectos da obra da graça, Ele realizou o seu propósito e glorificou o seu próprio nome.

1 de agosto | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

1 de agosto.Deixa-me ir ao campo, e apanharei espigas. (Rute 2.2) Crente abatido e atribulado, venha e colha hoje no imenso campo de promessas. Neste campo existem promessas abundantes que satisfarão adequadamente às suas necessidades. Colha esta: "Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega" (Mateus 12.20). Esta promessa é adequada ao seu caso? Talvez você seja uma cana quebrada da qual não pode sair música; uma cana desamparada e mais fraca que a própria fraqueza; uma cana insignificante -apesar disso, o Senhor Jesus não o esmagará; pelo contrário, Ele o revigorará e fortalecerá. Você é semelhante à torcida que fumega. Nenhuma luz ou calor pode emanar de você, contudo, o Senhor Jesus não o apagará. Ele lançará seu doce sopro de misericórdia até lhe colocar em chamas. Você quer apanhar outra espiga? Considere esta: "Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei" (Mateus 11.28). Que palavras suaves! O seu coração é delicado, e o Senhor o conhece. Por isso, Ele fala de modo tão gentil com você. Você obedecerá ao Senhor e virá a Ele hoje? Colha outra espiga: "Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o SENHOR, e o teu Redentor é o Santo de Israel" (Isaías 41.14). Como você pode ficar com medo, se Ele lhe oferece esta maravilhosa segurança? Você pode apanhar milhares de outras espigas preciosas como esta: "Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi" (Isaías 44.22); ou esta: "Ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã" (Isaías 1.18). O campo de nosso Senhor é bastante rico; contemple os punhados de promessas disponíveis. Elas estão diante de você, ó crente. Apanhe-as, aproprie-se delas, visto que o Senhor Jesus o ordena a apanhá-las. Não tenha medo -somente creia! Colha estas doces promessas, triture-as por meio da meditação e alimente-se delas com alegria!

31 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

31 de Julho. Eu neles. (João 17.23) Se esta é a união que existe entre nossa alma e a pessoa do Senhor Jesus, quão profundo e amplo é o canal de nossa comunhão com Ele! Não é um canal estreito através do qual um fino fluxo serpenteia seu caminho. É um canal de admirável profundidade e largura; e por meio da sua gloriosa profundidade, pode correr um intenso fluxo de água viva. Veja! Diante de nós Ele abriu uma porta; não sejamos lentos para entrar. Esta cidade de comunhão tem muitas portas de pérola. Cada porta é composta de uma só pérola e está completamente aberta, a fim de entrarmos com a certeza de que seremos bem recebidos. Se existisse apenas um pequeno buraco através do qual falar com Jesus, se­ ria um enorme privilégio impelir uma palavra de companheirismo através dele. Quão abençoados somos nós, porque temos uma entrada tão ampla! Se o Senhor Jesus estivesse bem distante de nós, com muitos mares tempestuosos entre Ele e nós, anelaríamos enviar mensageiros para falar-Lhe de nosso amor e trazer-nos boas notícias da casa de seu Pai. Veja a bondade do Senhor Jesus. Ele construiu sua casa ao lado da nossa; não, ainda mais, Ele vive em nós, habita em corações fracos, para ter contato perpétuo conosco. Quão tolos somos nós, se não vivemos em comunhão habitual com o Senhor Jesus! Quando a jornada é longa, perigosa e difícil, não devemos nos admirar que os amigos raramente encontrem um ao outro. Mas, quando eles vivem juntos, Jônatas esquecerá a Davi? Urna esposa, quando o seu esposo está viajando, talvez passe muitos dias sem conversar com ele; porém, ela jamais poderia se manter separada do esposo, se soubesse estar ele em um dos quartos de sua própria casa. Por que, crente, você não senta à mesa de seu farto banquete? Busque o seu Senhor, pois Ele está bem perto! Abrace-O, Ele é o seu Irmão. Segure-O firmemente, Ele é o seu Esposo. Grave-O em seu coração, pois Ele é a sua própria carne.

30 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

(30 de Julho) E, caindo em si, desatou a chorar. (Marcos 14.72) Alguns pensam que enquanto Pedro viveu, lágrimas jorravam de seus olhos, quando ele se recordava de como negara o seu Senhor. Talvez seja verdade, porque o pecado dele foi enorme e a graça de Deus realizou, posteriormente, uma obra perfeita nele. Esta experiência é comum a todos os membros da família dos redimidos, de acordo com o grau com que o Espírito de Deus removeu o coração natural, o coração de pedra. Assim como o apóstolo Pedro, lembramos nossa arrogante promessa: "Ainda que venhas a ser um tropeço para todos, nunca o serás para mim" (Mateus 26.33). Nós engolimos nossas próprias palavras, junto às ervas amargas de arrependimento. Quando pensamos nos votos que declaramos e no que temos realmente cumprido, devemos chorar com profusas lágrimas de tristeza. Ele pensou sobre a sua atitude de negar seu Senhor: o local onde o fez, a razão insignificante para tal horripilante pecado, os juramentos e blasfêmias com os quais buscou confirmar sua falsidade, e a terrível dureza de coração que o levou a fazer tal coisa nova e novamente. Ao lembrarmos de nossos pecados e de sua excessiva malignidade, como podemos continuar em obstinação e apatia? Clamamos nós ao Senhor por nova garantia de amor perdoador? Oh! Que jamais tenhamos olhos insensíveis para com o pecado, a menos que desejemos ser, em breve, consumidos pelas chamas do inferno! Pedro pensou a respeito do olhar amável do Senhor Jesus. O Senhor acompanhou a voz de advertência do galo, com um olhar admoestador de pesar, com­ paixão e amor. Aquele olhar do Senhor nunca saiu da mente de Pedro, enquanto ele viveu, e foi mais eficaz do que milhares de sermões teriam sido sem o Espírito Santo. O apóstolo arrependido choraria, com certeza, quando se lembrasse do completo perdão do Salvador, que o restaurou à sua posição anterior. Pensar que temos ofendido um Senhor tão bom e tão amável é uma razão mais do que suficiente para chorarmos constante­ mente. Ó Senhor, quebranta nosso coração de pedra e faze as lágrimas fluírem.

29 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

29 de Julho. Todavia, estou sempre contigo. (Salmos 73.23) Todavia – apesar de todo o embrutecimento e ignorância que Davi acabara de confessar a Deus, era verdadeiro e certo que ele fora aceito, perdoado e abençoado pela constante presença de Deus. Plenamente consciente da perda de sua própria posição, e da falsidade e vileza de sua natureza, ainda assim, numa manifestação de fé, ele cantou: "Todavia, estou sempre contigo". Crente, esforce-se para afirmar, em espírito semelhante ao de Davi: "Todavia, visto que eu pertenço a Cristo, estou continuamente com Deus!" Isto significa que estou de contínuo em sua mente. Deus está sempre pensando em mim, para o bem. O Senhor nunca dorme; Ele está vigiando perpetuamente em favor do meu bem­ estar. Estou constantemente nas mãos dEle, de modo que ninguém será capaz de arrancar-me dessas mãos. Estou continuamente no coração dEle, colocado ali como um memorial, tal como o sumo sacerdote levava sempre os nomes das doze tribos de Israel sobre o seu coração. Ó Deus, teu amor sempre me alcança. Deus está sempre fazendo com que a providência trabalhe em favor de nosso bem. Tu me gravaste como um sinete em teu braço. Teu amor "é forte como a morte" (Cântico dos Cânticos 8.6). "As muitas águas não poderiam apagar o amor, nem os rios, afogá-lo" (v. 7). Que graça admirável! Tu me vês em Cristo, embora eu seja detestável em mim mesmo. Tu me contemplas como que vestido com as roupas de Cristo e lavado no sangue dEle. Permaneço aceito na presença dEle, desfrutando continuamente do favor dEle. Nisto se encontra a consolação para a alma provada, afligida e atribulada em seu íntimo. Olhe para a paciência de Jesus. Diga em seu coração: ''todavia"; e receba a paz que esta sentença proporciona -"Todavia, estou sempre contigo".

28 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

28 de Julho. Eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença. (Salmos 73.22) Lembre-se: esta é confissão de um homem segundo o coração de Deus. Ao falar-nos sobre a sua vida interior, Davi escreveu: "Eu estava embrutecido e ignorante". A palavra embrutecido, neste versículo, significa muito mais do que expressamos na linguagem comum. Davi, no terceiro versículo do salmo, escreveu: "Eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos". Isto nos mostra que o embrutecimento sobre o qual ele se referia envolvia pecado. Davi se humilhou chamando-se embrutecido. Este era um embrutecimento pecaminoso, que tinha de ser condenado por causa de sua perversidade e ignorância obstinada, visto que Davi sentira inveja da prosperidade presente dos ímpios e se esquecera do terrível destino que os aguarda. Somos melhores do que Davi, a ponto de nos chamarmos sábios? Confessamos que já atingimos a perfeição e que já fomos tão disciplinados por Deus, a ponto de a vara haver removido toda a nossa obstinação? Na verdade, isto seria orgulho! Se Davi estava embrutecido, quão embrutecidos seríamos nós, em nossa própria opinião, se pudéssemos ver a nós mesmos! Crente, olhe para trás. Pense em suas dúvidas para com Deus, quando Ele se mostrou tão fiel para com você. Em seu clamor embrutecido: "Assim não, meu Pai", lembre de Jesus transpassado em aflição, a fim de lhe dar a maior bênção. Pense nas muitas vezes em que você leu suas orientações no escuro, interpretou erradamente suas dispensações e queixou-se: "Tudo está contra mim", quando elas cooperam para o seu bem! Pense em quão frequentemente você tem escolhido o pecado, por causa dos seus prazeres, quando tais prazeres foram raízes de amargura para você! Com certeza, se conhecemos nosso coração, temos de nos declarar culpados ante a acusação de embrutecimento pecaminoso. Conscientes deste "embrutecimento", façamos da decisão de Davi nossa própria decisão: "Tu me guias com o teu conselho" (Salmos 73.24). 28 de Julho Eu estava embrutecido e ignorante; era como um irracional à tua presença. (Salmos 73.22) Lembre-se: esta é confissão de um homem segundo o coração de Deus. Ao falar-nos sobre a sua vida interior, Davi escreveu: "Eu estava embrutecido e ignorante". A palavra embrutecido, neste versículo, significa muito mais do que expressamos na linguagem comum. Davi, no terceiro versículo do salmo, escreveu: "Eu invejava os arrogantes, ao ver a prosperidade dos perversos". Isto nos mostra que o embrutecimento sobre o qual ele se referia envolvia pecado. Davi se humilhou chamando-se embrutecido. Este era um embrutecimento pecaminoso, que tinha de ser condenado por causa de sua perversidade e ignorância obstinada, visto que Davi sentira inveja da prosperidade presente dos ímpios e se esquecera do terrível destino que os aguarda. Somos melhores do que Davi, a ponto de nos chamarmos sábios? Confessamos que já atingimos a perfeição e que já fomos tão disciplinados por Deus, a ponto de a vara haver removido toda a nossa obstinação? Na verdade, isto seria orgulho! Se Davi estava embrutecido, quão embrutecidos seríamos nós, em nossa própria opinião, se pudéssemos ver a nós mesmos! Crente, olhe para trás. Pense em suas dúvidas para com Deus, quando Ele se mostrou tão fiel para com você. Em seu clamor embrutecido: "Assim não, meu Pai", lembre de Jesus transpassado em aflição, a fim de lhe dar a maior bênção. Pense nas muitas vezes em que você leu suas orientações no escuro, interpretou erradamente suas dispensações e queixou-se: "Tudo está contra mim", quando elas cooperam para o seu bem! Pense em quão frequentemente você tem escolhido o pecado, por causa dos seus prazeres, quando tais prazeres foram raízes de amargura para você! Com certeza, se conhecemos nosso coração, temos de nos declarar culpados ante a acusação de embrutecimento pecaminoso. Conscientes deste "embrutecimento", façamos da decisão de Davi nossa própria decisão: "Tu me guias com o teu conselho" (Salmos 73.24).

27 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

27 de Julho. As suas preciosas e mui grandes promessas. (2 Pedro 1.4) Se você conhece a preciosidade das promessas de Deus e em seu coração goza dessas promessas, separe tempo para me­ ditar nelas. Há promessas que são como uvas no lagar; se você esmagá-las com o pé, o suco escorrerá. Pensar sobre as sagradas palavras frequentemente constitui um prelúdio ao seu cumpri­ mento. Enquanto medita sobre elas, as bênçãos que procura gradualmente virão até você. Muitos crentes sedentos pelo cumprimento da promessa perceberam que a busca pela bênção se destilou amavelmente em sua alma, enquanto meditavam nela. Eles se regozijavam, enquanto eram levados a descansar nas promessas que se encontravam bem próximas ao coração deles. Mas, além de meditar nas promessas, receba as mesmas como a própria Palavra de Deus. Diga à sua alma: "Se eu estivesse lidando com a promessa de um homem, consideraria atentamente as habilidades e o caráter do homem que havia feito uma aliança comigo. Isto também ocorre com as promessas de Deus. Meus olhos não devem permanecer tão fixos na grandeza da misericórdia -que pode me fazer cambalear -como na grandeza dAquele que prometeu - que me alegrará. Ó minha alma, é Deus –o teu Deus, o qual não pode mentir -que fala contigo. Esta promessa dEle que agora está considerando é tão verdadeira quanto a própria existência dEle. Ele é o Deus imutável. Ele não alterou aquilo que seus lábios proferiram, tampouco anulou qualquer das suas afirmações consoladoras. Não Lhe falta poder. É o Criador dos céus e da terra que faz esta promessa. Ele não erra em sabedoria quanto ao tempo em que concederá as bênçãos prometidas, porque sabe quando é melhor dá-las e quando é melhor retêlas. Portanto, visto que esta é a palavra de um Deus tão verdadeiro, tão imutável, tão poderoso, tão sábio, tenho de crer, e crerei, na promessa". Se meditamos nas promessas e levamos em consideração Aquele que prometeu, experimentaremos a doçura delas e obteremos o seu cumprimento.

26 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

26 de Julho. Reunindo toda a vossa diligência, associai com a vossa fé a virtude; com a virtude, o conhecimento. (2 Pedro 1.5) Se você desfruta da elevada graça da total certeza da fé, sob a abençoada influência e assistência do Espírito, faça o que a Escritura lhe diz: "Procurai, com diligência" (2 Pedro 1.10). Assegure-se de que a sua fé seja do tipo correto –isto é, não uma simples crença em doutrinas, e sim uma confiança singela que depende exclusivamente de Cristo. Acrescente cautela diligente à sua coragem. Implore que Deus lhe dê a face de um leão, para que você possa, consciente de estar fazendo o que é certo, avançar com ousadia. Estude bem as Escrituras e obtenha conhecimento, visto que o conhecimento da doutrina tende a confirmar a fé. Procure entender a Palavra de Deus; permita que ela habite ricamente em seu coração (ver Colossenses 3.16). Depois de haver feito isso, acrescente domínio próprio ao seu conhecimento (ver 2 Pedro 1.5,6). Tenha cuidado de seu corpo; seja moderado em seu exterior. Tenha cuidado de sua alma; seja moderado em seu íntimo. Obtenha temperança de lábios, vida, coração e pensamentos. E acrescente a tudo isso, a súplica ao Espírito Santo que Ele lhe dê a paciência que suporta as aflições -e que, uma vez provada, se manifestará preciosa como o ouro (ver Jó 23.10). Vista-se com paciência, a fim de que você não murmure nem fique deprimido em meio às aflições. Quando tiver obtido paciência, almeje a piedade, que é muito mais do que simples religiosidade. Faça da glória de Deus o objetivo de sua vida. Viva à vista dEle, e faça morada perto dEle. Busque companheirismo com Ele, e você será piedoso. À piedade acrescente o amor fraternal. Tenha amor para com todos os crentes. E ao amor fraternal acrescente a caridade que abre os braços a todos os homens e ama a alma de todos eles. Quando você estiver adornado com todas estas jóias, e à proporção em que pratica estas virtudes celestiais, reconhecerá com as mais claras evidências a sua vocação e eleição (ver 2 Pedro 1.10). "Procurai, com diligência", se você deseja encontrar segrança, pois a negligência e as dúvidas andam de mãos dadas.

25 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

25 de Julho. Ele, porém, deixando as vestes nas mãos dela, saiu, fugindo para fora. (Gênesis 39.12) Ao lutarmos contra determinados pecados, não existe outra maneira de obtermos a vitória, exceto a fuga. Os antigos naturalistas escreveram muito sobre basiliscos, cujos olhos fascinavam suas vítimas e tornavam-nas vítimas fáceis; semelhantemente, o mero contemplar a perversidade nos coloca em solene perigo. Aquele que deseja estar protegido contra atos de peca­ do tem de fugir de ocasiões propícias a tais atos. Temos de fazer uma aliança com nossos olhos, a fim de que nem mesmo contemplemos aquilo que nos causa tentações, pois tais pecados necessitam somente de uma faísca para acendê-los e logo se tornam um fogo enorme. Quem deseja entrar no leprosário e dormir em meio à horrível deterioração ali existente? Somente aquele que deseja se tornar leproso cortejaria, desse modo, a contaminação. Se o marinheiro soubesse como evitar a tempestade, ele faria tudo para não correr o risco de passar por ela. Marinheiros cuidadosos não têm desejo de ver quão perto da areia movediça podem navegar, nem de ver com que frequência podem tocar uma rocha sem que a água entre no barco. Seu alvo é se manter tão distante do perigo quanto for possível e nevegar no meio de um canal seguro. Hoje, talvez eu esteja exposto a grandes perigos. Preciso ter sabedoria de uma serpente para manter-me distante deles e evitá-los. É verdade que eu posso ser um aparente perdedor ao rejeitar más companhias., porém, é melhor deixar a capa do que perder o caráter (ver Gênesis 39.12). Não é necessário que eu seja rico, mas é imperativo que eu seja puro. Nenhum laço de amizade ou correntes que me prendem ao engano da beleza, nenhum momento de talento carnal me afastará da sábia resolução de fugir do pecado. Tenho de resistir ao diabo; assim, ele fugirá de mim (ver Tiago 4.7). E tenho de fugir das concupiscências da carne, pois, do contrário, elas me vencerão. Ó Deus da santidade, preserve seus Josés a fim de que não sejam enfeitiçados por sugestões vis. Que a terrível trindade do mundo, da carne e do diabo nunca nos domine.

24 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

24 de Julho. Aquietai-vos e vede o livramento do SENHOR. (Êxodo 14.13) Estas palavras contêm o mandamento de Deus para o crente quando este é levado a dificuldades extraordinárias. Ele não pode retroceder, nem seguir adiante. Está encerrado pela direita e pela esquerda. O que deve fazer agora? A mensagem do Senhor para esse crente é: "Aquieta-te". Será ótimo para ele se, em tais ocasiões, ouvir tão-somente a voz do Senhor, visto que surgem outros e maus conselheiros com suas proposições. O desespero sussurra: "Deite-se e morra; desista de tudo". No entanto, Deus almeja que andemos corajosa e alegremente, mesmo em nossos piores momentos, e nos regozijemos em seu amor e fidelidade. A covardia grita: "Retroceda, volte atrás, ao modo de agir do mundo. Você não pode viver como um crente. É muito difícil. Abandone seus princípios". Não importa o quanto Satanás tente incitá-lo a seguir esse modo de viver, você não pode segui-lo, se é um verdadeiro filho de Deus. Sua ordem divina lhe tem dito para ir "de força em força" (Salmos 84.7), e assim você irá, e nem morte ou inferno lhe desviará de seu curso. Se você é chamado a permanecer quieto por algum tempo, esta chamada lhe renovará as forças para um avanço maior no devido tempo. A pressa clama: "Faça alguma coisa. Mexa-se, porque permanecer quieto e esperar é indolência". Devemos agir imediatamente. Devemos agir, é o que pensamos, ao invés de olhar para o Senhor, que não somente fará algo e sim, tudo. A presunção se vangloria: "Se o mar está diante de você, marche nele e espere um milagre". Mas a fé não dá ouvidos à presunção, ao desespero, à covardia ou à pressa. A fé ouve a voz de Deus: "Aquiete-se", mantendo-se inabalável como uma rocha. "Aquiete-se" -mantenha a postura de um homem ereto: pronto a agir, esperando novas ordens, enquanto aguarda com alegria e paciência a voz que o orienta. Em breve, Deus lhe dirá, tão claramente quanto Moisés falou ao povo de Israel: "Marchem" (Êxodo 14.15).

23 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

23 de Julho. Tu mesmo eras um deles. (Obadias 11) Em seu tempo de necessidade, Edom devia bondade fraternal a Israel, mas ao invés disto, os homens de Esaú uniram forças com os inimigos de Israel. Na sentença acima, ênfase especial é colocada na palavra tu, como quando César exclamou para Brutus: 11Até tu, Brutus". Uma ação má pode se tornar pior por causa da pessoa que a praticou. Quando o povo eleito de Deus comete pecado, pecamos com ênfase, visto sermos altamente favorecidos. Se um anjo colocasse a mão em nosso ombro, quando cometemos uma ação errada, ele não precisaria usar outra repreensão além desta: "O que você está fazendo aqui?" Embora sejamos tão perdoados, tão redimidos, tão instruídos e tão abençoados, ousaremos utilizar nossas mãos na prática do mal? De modo nenhum! Alguns minutos de confissão podem ser benéficos para você nesta manhã, amado leitor. Você já se comportou como o ímpio? Em uma festa vespertina, certas pessoas riram por causa de uma piada indecente. Você agiu como eles, e a piada foi completamente inofensiva aos seus ouvidos. Quando palavras desagradáveis foram proferidas a respeito dos caminhos de Deus, você permaneceu em silêncio tímido, parecendo um dos que falaram tais palavras. Quando pessoas mundanas negociavam no mercado e conduziam transações avarentas, não era você como um deles? Quando buscavam a vaidade, não era você tão ganancioso pelo ganho quanto eles? Qualquer diferença poderia ser discernida entre você e eles? Existe alguma diferença? Estamos em contato íntimo. Seja honesto consigo mesmo e assegure-se de que você é uma nova criatura em Cristo Jesus (ver 2 Coríntios 5.17). Quando estiver certo disso, prossiga com vigilância, para que ninguém lhe diga novamente: "Tu mesmo eras um deles". Você não deseja compartilhar da eterna condenação deles; por que ser semelhante a eles? Posicione-se ao lado do povo de Deus e não ao lado do mundo.

22 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

22 de Julho. Eu sou o vosso esposo. (Jeremias 3.14) O Senhor Jesus Cristo está unido ao seu povo em casamento. Em amor, Ele desposou sua igreja como uma virgem pura, antes mesmo que ela caísse sob o jugo de servidão. Repleto de afeições intensas, Ele trabalhou arduamente pela igreja, assim como Jacó trabalhou por Raquel, até que todo o dinheiro da aquisição fosse pago. Agora, depois de procurá-la por intermédio do Espírito Santo e trazê-la a conhecê-Lo e amá-Lo, Ele espera por aquela hora preciosa em que a bem-aventurança mútua se consumará na ceia das bodas do Cordeiro. O Noivo glorioso ainda não apresentou sua noiva, perfeita e completa, ante a Majestade do céu. Ela ainda não entrou, realmente, no gozo de seus privilégios como esposa dEle e rainha. A noiva ainda é um viajante em um mundo de aflição, um habitante nas tendas de Quedar (ver Salmos 120.5). No entanto, ela é, agora mesmo, a noiva, a esposa de Jesus, amada por Ele, preciosa aos olhos dEle, escrita nas mãos dEle e unida à sua Pessoa. Na terra, o Senhor Jesus realiza para a igreja todos os deveres amáveis de Esposo. Faz provisões abundantes para as necessidades dela, paga todas as dívidas dela, permite que ela utilize o nome dEle e compartilhe de toda a riqueza dEle. O Senhor Jesus não se comportará de modo diferente para com a igreja. Ele nunca falará a palavra "divórcio", visto que "odeia o repúdio" (Malaquias 2.16). A morte pode romper o laço de união conjugal entre os mais amorosos viventes, contudo, não pode destruir os laços deste casamento imortal. No céu, não haverá casamentos; os seus habitantes serão como os anjos de Deus. Apesar disso, existe uma exceção admirável a esta regra, pois no céu, Cristo e sua igreja celebrarão bodas jubilosas. Por ser mais durável esta afinidade, é mais íntima que casamentos terrenos. Embora o amor de um esposo possa ser tão puro e forte, não passa de uma pintura desbotada da chama que arde no coração de Jesus. Sobrepuja toda união humana este apego místico com a igreja, pela qual Cristo deixou seu Pai, e com quem se tornou uma só carne.

21 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

21 de Julho. Afilha de Jerusalém meneia a cabeça por detrás de ti. (Isaías 37.22) Tendo a sua confiança renovada pela Palavra do Senhor, os pobres e temerosos cidadãos de Sião tornam-se ousados e meneiam a cabeça ante as vangloriosas ameaças de Senaqueribe. A fé vigorosa capacita os servos de Deus a olharem com prudente menosprezo os seus inimigos mais arrogantes. Sabemos que nossos inimigos tentam realizar coisas impossíveis. Procuram destruir a vida eterna, que não pode ser destruída enquanto o Senhor Jesus viver. Nossos inimigos procuram conquistar a fortaleza contra a qual as portas do inferno não prevalecerão. Eles recalcitram contra os aguilhões, (ver Atos 9.5 ARC), para sua própria ruína e se precipitam sobre o escudo de Jeová, que está levantado, para seu próprio ferimento. Conhecemos a fraqueza deles. São apenas homens, e estes não passam de vermes. Eles rugem e crescem como as ondas do mar, espumando sua própria vergonha. Quando o Senhor Jesus se levanta, os nossos inimigos são dispersos como a palha ao vento e consumidos pelo fogo como galhos ressecados. A total incapacidade de nossos inimigos causarem dano à obra e à verdade de Deus pode fazer o mais frágil soldado das hostes de Sião desdenhar deles com alegria. Acima de tudo, sabemos que o Altíssimo está conosco. Quando Ele se prepara para a batalha, onde ficam os seus inimigos? Se Ele se aproxima, os cacos de barro (ver Isaías 45.9) não mais contenderão com seu Criador. A sua vara de ferro os despedaçará, como um vaso de oleiro (ver Salmos 2.9), e a própria lembrança deles desaparecerá da terra (ver Jó 18.17). Fora, então, todos os medos! O reino está seguro nas mãos do Rei. Folguemos de júbilo, pois o Senhor reina; e seus inimigos serão como palha lançada no monturo. Tão verdadeiro quanto a própria Palavra de Deus; Nem terra, ou inferno, com toda a sua multidão, contra nós prevalecerão. De zombarias e desprezo somos alvo. Mas Deus está conosco; somos d Ele. E está garantida a vitória do salvo!

20 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

20 de Julho. O penhor da nossa herança. (Efésios 1.14) Oh! que iluminação, que alegrias, que consolação, que de­ leite de coração tem desfrutado o homem que aprendeu a se alimentar tão-somente de Jesus! Apesar disso, a realização que temos da preciosidade de Cristo é incompleta nesta vida, em seus melhores aspectos. Conforme disse um antigo escritor: "É apenas um prelúdio!" Temos a experiência de que o Senhor é bondoso (ver 1Pedro 2.3), porém ainda não sabemos completa­ mente o quanto Ele é gracioso e bondoso. O que já sabemos da amabilidade do Senhor nos faz anelar por mais. Temos desfrutado das primícias do Espírito, mas elas nos têm feito sentir fome e sede pela plenitude da vindima celestial. Gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção. Aqui somos como Israel no deserto, que tinha apenas um ramo de vide do vale de Escol; lá, estaremos num vinhedo. Aqui, vemos o maná caindo em pequenez, semelhante a uma semente de coentro; na eternidade, porém, comeremos o verdadeiro pão do céu e o fruto do reino. Somos iniciantes na educação espiritual. Embora já tenhamos aprendido as primeiras letras do alfabeto, ainda não podemos ler palavras, nem colocar as sentenças juntas. Mas como disse alguém: "Aquele que esteve no céu por cinco minutos sabe mais que a assembleia geral dos santos na terra". Talvez tenhamos, no momento, muitos desejos que ainda não foram satisfeitos; todavia, em breve todos os nossos desejos serão satisfeitos. Todos os nossos poderes encontrarão o mais doce uso no eterno mundo de alegria. Ó crente, antecipe o céu por alguns anos. No tempo certo, ficaremos livres de todas as aflições e provações. Os olhos agora inundados por lágrimas nunca mais chorarão. Contemplaremos, em êxtase inefável, o esplendor dAquele que se assenta no trono. Ainda mais, nós sentaremos em seu trono. Teremos parte no triunfo do Senhor Jesus. Sua coroa, sua alegria e seu paraíso serão nossos, e seremos co-herdeiros juntamente com Ele, que é o herdeiro de todas as coisas (ver Hebreus 1.2).

19 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

19 de Julho. O SENHOR, nosso Deus, nos fez ver a sua glória. (Deuteronômio 5.24) O grande intento de Deus em todas as suas obras é a manifestação de sua própria glória. Qualquer objetivo menor que este seria indigno dEle. De que modo a glória de Deus se manifestará a criaturas pecaminosas como nós? Os olhos do homem são tortuosos; são inclinados à contemplação de sua própria glória. O homem possui uma estima sobremodo elevada a respeito de suas próprias capacidades. Ele não está qualificado a contemplar a glória de Deus. Portanto, é evidente que o ego tem de se retirar, a fim de que haja lugar para Deus ser exaltado. Esta é a razão por que Ele permite que seu povo experimente provações e dificuldades. Ao tornar-se cônscio de sua tolice e incapacidade, o povo de Deus estará pronto para contemplar a majestade e a glória dEle, quando se manifestar a fim de prover­lhes livramento. Aquele que está vivendo em sossego e tranquilidade verá pouco da glória do Senhor. Aqueles que navegam em pequenas correntes e em rasos riachos, conhecem pouco do Deus das tempestades, mas aqueles que "fazem tráfico na imensidade das águas, esses vêem as obras do SENHOR e as suas maravilhas nas profundezas do abismo" (Salmos 107.23, 24). Em meio às eleva­ das ondas de aflição, pobreza, tentação e repreensão, conhecemos o poder de Jeová, porque sentimos a insignificância do homem. Por conseguinte, seja agradecido a Deus, se você está sendo guiado por um caminho árduo. Isto lhe proporciona a experiência da grandeza e amabilidade de Deus. Suas dificuldades têm-no tornado rico com um tesouro de conhecimento que não pode ser obtido de qualquer outro modo. Suas provações têm sido a fenda da rocha na qual Jeová o colocou, como fez com seu servo Moisés, a fim de que você possa contemplar a glória dEle, quando esta passar. Louve a Deus, porque você não foi deixado nas trevas e na ignorância em que a prosperidade ininterrupta poderia tê-lo envolvido. Na batalha das aflições, você tem sido capacitado a vencer na glória de Deus, por causa do modo maravilhoso como Ele lida com seus filhos.

18 de julho | Devocional Diário CHARLES SPURGEON  

18 de julho. Marcharão no último lugar, segundo os seus estandartes. (Números 2.31) O arraial de Dã vinha na retaguarda, quando os exércitos de Israel estavam em marcha. Os danitas ocupavam o último lugar. Entretanto, que importância tinha essa posição, visto que eles, assim como as tribos que ocupavam a dianteira, também eram parte autêntica das hostes de Israel? Eles seguiam a mesma abrasadora coluna de nuvem. Comiam do mesmo maná, bebiam da mesma rocha espiritual e peregrinavam em direção à mesma herança. Ó meu coração, vem e anima-te, embora sejas o menor e o último; tens o privilégio de estar no exército e viver como aqueles que lideram o povo. No que diz respeito à honra e estima, alguém precisa estar na retaguarda. Alguém precisa realizar para Jesus, serviços de pouco valor e, por que não eu? Numa vila pobre, no campo, ou numa rua afastada entre pecadores degradados, eu trabalharei marchando no último lugar, segundo meu estandarte. Os danitas ocupavam um lugar bastante útil. Aqueles que caminhavam lentamente precisavam ser ajudados durante a marcha, e os bens perdidos tinham de ser recolhidos na peregrinação. Os espíritos ousados podem avançar apressada­ mente em direção a caminhos inexplorados, a fim de aprenderem novas verdades e ganharem outras almas para Jesus. No entanto, um espírito mais conservador pode estar envolvido em relembrar à igreja a sua antiga fé e em revigorar seus filhos desanimados. A retaguarda é uma posição de perigo. Existem inimigos tanto atrás de nós como adiante. Os ataques podem vir de qualquer direção. Lemos que Amaleque assaltou Israel e matou alguns da retaguarda. O crente maduro encontrará para as suas armas um precioso serviço em auxiliar a alma insegura, vacilante e frágil daqueles que, no que concerne à fé, conheci­ mento e alegria, se encontram na retaguarda. Não podemos deixá-los sem auxílio. Assim, deveria ser trabalho dos crentes preparados, carregar seus estandartes entre a retaguarda. Ó minha alma, esteja em alerta para ajudar cordialmente aqueles que estão na retaguarda.

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