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  • No fim da década de 1980, os estudantes universitários de Pequim, na China, foram responsáveis por liderar o maior protesto da história da cidade.

    Apenas no ano de 1988, mais de 210 protestos estudantis ocorreram por toda a China.

    Eles reivindicavam maiores investimentos na educação, exigindo o fim da alta inflação e da corrupção, tanto na área pública quanto privada.

    Os estudantes de Pequim estavam inseridos em um ambiente acadêmico que propiciava o surgimento de manifestações: a maioria das 67 universidades de Pequim estavam próximas umas das outras.

    Essa proximidade facilitava a difusão de ideias, pautadas nos dormitórios estudantis e espalhadas até as ruas de Pequim.

    As principais mobilizações ocorriam em uma icônica praça no centro da cidade: a Praça Tiananmen, a Praça da Paz Celestial.

    A maioria dos estudantes de Pequim dividiam-se entre a ala da esquerda, críticos ao regime de Mao e outros mais à direita, inspirados por pensadores liberais dos EUA.

    Embora fossem separados por diferentes princípios, os estudantes eram unidos devido às suas ideias não-conformistas, pois ambos estavam insatisfeitos com o rumo do governo na última década, encabeçado por Deng Xiaoping.

    Após sucessivos protestos iniciados por estudantes liberais em 1985, 1987 e 1988, em 1989 o movimento cresceu e foi apoderado por vários setores da sociedade chinesa.

    Ao longo dos meses de abril e maio de 1989, mais de 1 milhão de pessoas protestaram na Praça Tiananmen : não apenas estudantes, mas operários, políticos, policiais e até membros do exército chinês.

    Muitos integrantes do Partido Comunista Chinês, abriram o diálogo com os estudantes, apoiaram o movimento e até o financiaram.

    Por exemplo, o Ministério da Cultura da China foi responsável por doar 360 yuans aos estudantes; um vice-comandante de divisão do Exército de Libertação Popular da China, doou mil; o presidente do Partido da Democracia Progressiva da China, Lei Jieqiong, doou outros mil yuans.

    Organizações trabalhistas também entraram no movimento: os Trabalhadores da Companhia Têxtil Geral de Pequim doaram dez mil.

    Enquanto isso, a Federação Chinesa de Sindicatos e o Comitê de Angariação de Fundos da Loteria de Bem-Estar Social da China doaram 100.000 yuans cada.

    Em 1989, foi registrado que quase 60% da população chinesa apoiava o direito dos estudantes de protestar, com apenas 10% se opondo e 30% sem opinião concreta sobre o movimento.

    Em determinado momento, os protestos não estavam mais em Pequim: tinham se espalhado por toda a China: em 19 de maio daquele ano, mais de 400 cidades chinesas estavam envolvidas com os protestos de uma forma ou outra.

    O Secretário Geral do Partido Comunista, Zhao Ziyang anunciou que os protestos eram legítimos e as demandas dos estudantes deveriam ser levadas em consideração.

    Entretanto, a ala conservadora do Partido Comunista Chinês pensava diferente.

    Liderados por Deng Xiaoping, que tinha iniciado suas reformas de liberação econômica, o movimento foi rotulado como burguês e contra revolucionário, encabeçado por alguns estudantes liberais.

    De fato, o movimento foi iniciado pelos liberais, mas mais tarde, foi adotado e reconduzido por muitos estudantes de esquerda, que iniciaram uma greve de fome na praça.

    Entretanto, aquelas semanas de demonstração popular terminaria de forma diferente do que muitos estudantes imaginavam.


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  • A China durante a década de 1980 passou por uma violenta rápida transformação em todos os setores da sociedade 🇨🇳

    Tudo estava crescendo: população, economia, inflação e até mesmo a violência urbana.

    Após a morte de Mao Tsé-Tung em 1976, os novos líderes do Partido Comunista Chinês começaram a adotar medidas que podiam ser vistas como anti-maoístas 👀

    Por exemplo, enquanto em 1970 a propriedade privada era abolida na China, em 1978 - 2 anos após a morte de Mao - o Partido Comunista comunicou que agora as empresas chinesas privadas se tornariam um “importante componente da economia”.

    O novo líder da China, Deng Xiaoping, instituiu um programa chamado de as “4 Modernizações”: reformas na indústria, na agricultura, na ciência e nas forças armadas chinesas.

    Muitos chineses consideravam Deng Xiaoping um anti-revolucionário, vendido para o capital estrangeiro. Entretanto, Deng Xiaoping se dizia socialista, mas que apenas estava adotando um socialismo diferente do de Mao Tsé Tung.

    Como o próprio Deng Xiaoping dizia:

    “Não existe uma contradição fundamental entre socialismo e economia de mercado. Não importa se é um gato branco ou um gato preto; desde que ele consiga pegar ratos, ele é um bom gato” 🤔

    Assim, empresas estrangeiras e nacionais estabeleceram suas sedes em Pequim, Xangai e Shenzhen: emitindo ações e contratando cada vez mais chineses.

    Entretanto, mesmo com as modernizações de Deng Xiaoping, a vida do trabalhador e do estudante chinês médio piorou.

    Bolsas estudantis da época de Mao Tsé Tung foram cortadas; as vagas de emprego, embora numerosas, começaram a ser muito mais criteriosas, levando a níveis de desemprego altíssimos.


    Milhares de empresas estrangeiras revelaram ser apenas fachadas, com muitas servindo para lavar dinheiro de empresários do exterior e de políticos chineses.

    Os chineses acreditavam que a corrupção era endêmica na sociedade: em 1989, o jornal chinês Banyuetan realizou uma pesquisa em vinte e oito províncias, pedindo aos entrevistados que classificassem oito problemas sociais.

    O resultado foi que 78,15 por cento disseram que a corrupção era o que mais os preocupava, uma porcentagem maior que ficou o próximo problema social: a alta inflação, com 60%. 😳

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  • Vlad III Drácula foi príncipe do Reino da Valáquia, atual Romênia, ao longo de três reinados diferentes que vão desde o ano de 1448 até 1477

    Membro da Casa Drăculeşti, Vlad foi um dos monarcas mais importantes da Europa Balcânica durante a transição turbulenta da época medieval para a época moderna.

    Hoje, ele é considerado um herói para muitos romenos, principalmente devido à resistência que apresentou contra seus inimigos otomanos ⚔️

    Entretanto, para seus inimigos, seu nome inspirava terror devido à crueldade dos seus métodos de execução, sendo o seu favorito, o empalamento.

    Isso fez com o que Vlad ganhasse o título de “O Empalador”: ele empalava todos que se opunham ao seu governo sem distinção: homens, mulheres, velhos e jovens.

    O príncipe da Valáquia não tinha dó nenhuma em perseguir seus oponentes, seja pela espada, pela estaca ou até mesmo pela peste, mandando doentes disfarçados de viajantes para infectar tropas estrangeiras 🦡

    Não eram raros os banquetes e jantares reais que o nobre oferecia para seus inimigos políticos, eventos disfarçados de congregações amigáveis, mas que no fim, os convidados acabavam na estaca.

    Além de empalar, Vlad também promoveu decapitações, execuções públicas, mutilações, genocídios, tributação excessiva e xenofobia. O curto período de seu reinado é quase desproporcional ao número de atos que cometeu, guerras que lutou, pessoas que matou e locais que visitou.

    Panfletos, livros e pinturas foram feitos e distribuídos por toda a Europa retratando a crueldade de Vlad o Empalador. Tão popular eram as histórias e registros sobre ele, que Vlad se tornou o governante da Valáquia mais bem retratado da história.

    E mesmo depois de passados mais de 400 anos da sua morte, Vlad iria inspirar um escritor irlandês chamado Bram Stoker no seu romance “Drácula'', de 1897, em que o autor somaria as características dos contos vampíricos dos balcãs à figura do príncipe valáquia 🧛‍♂️

    Mas como dizem, a realidade é mais estranha que a ficção e o monarca da Valáquia é muito mais intrigante do que o Drácula de Stoker.



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  • ​O Drácula realmente existiu, mas não era um vampiro: Vlad III foi príncipe da Valáquia, atual Romênia, no meio do século 15 🦇

    Conhecido por sua crueldade, o monarca era temido até mesmo alguns dos governantes mais poderosos da época, como o sultão otomano Maomé 2.

    Para muitos, o maior legado de Vlad III Drácula foi uma pilha de centenas de milhares de cadáveres, condenados à morte pelo empalamento.

    Entretanto, para outros, o monarca foi um dos que mais trouxe estabilidade para a região, em uma época em que os balcãs eram assolados por guerras religiosas e políticas.

    Vlad III Drácula assumiria o trono da Valáquia ao menos três vezes, capturado e mantido como prisioneiro pelo menos duas vezes durante sua vida.

    Seus descendentes governariam a Valáquia mais de 200 anos após sua morte, tornando a Transilvânia e a Romênia lar de histórias sanguinárias 🩸

    Nos séculos seguintes, o Drácula se tornou um indivíduo fascinante digno de poemas inteiros, lendas, e peças de arte.

    Em 1897, o escritor Bram Stoker escreveu um romance sobre seres sobrenaturais na Inglaterra vitoriana, mas cujo principal antagonista levava o nome de um personagem histórico que já tinha morrido há mais de 400 anos.

    No romance, o Drácula de Bram Stoker seduzia jovens mulheres britânicas e se portava como um aristocrata elegante.

    No entanto, esse personagem carecia de característica e crueldade se comparado com o verdadeiro Vlad III Drácula que viveu no século 15.

    Até hoje, Vlad é considerado um herói pelo povo romeno devido à sua resistência contra os otomano 👀

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  • No século I, a guerreira celta Boudica liderou uma das maiores rebeliões contra os romanos na Grã-Bretanha.

    Nascida no leste da Inglaterra, atual cidade de Norfolk, a rainha Boudica do povo Iceni mobilizou mais de 230 mil rebeldes bretões-celtas em dezenas de campanhas militares.

    Devido aos pesados tributos e rigidez a que os bretões eram submetidos, a ocupação romana da Grã-Bretanha deixava os nativos cada vez mais descontentes.

    Movida por um sentimento de rebelião combinado com vingança por ter sido humilhada pelos romanos, a guerreira Boudica incendiou as 3 cidades romanas mais importantes da Inglaterra: a atual Londres, Colchester e Saint Albans.

    Ao longo dos anos, diversos governadores romanos foram enviados para suprimir a revolta de Boudica, até uma batalha decisiva que ocorreu no atual País de Gales no ano 61.

    Após sua morte, sua bibliografia foi escrita por historiadores romanos com uma clara perspectiva pró-Roma, diminuindo alguns de seus feitos.

    Assim, a guerreira foi vista por historiadores ingleses por muitos séculos como uma "líder selvagem" dos bretões celtas.

    Apenas no meio do século 19 sua história foi resgatada sob uma nova perspectiva, enquanto a Inglaterra era governada por uma mulher, a Rainha Vitória.

    Até hoje, Boudica é uma figura controversa, caracterizada principalmente pela sua resistência contra os romanos e também por sua suposta crueldade, responsável por varrer cidades inglesas inteiras.

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  • Júlio César foi um dos responsáveis por expandir a as fronteiras da República Romana, o que envolveu praticar um verdadeiro genocídio contra muitos povos nativos da Europa Ocidental.

    Os bretões, na Grã-Bretanha, foram um desses povos.

    Anexando vários territórios da Europa Ocidental à Roma, os romanos buscavam substituir a cultura de qualquer povo estrangeiro à sua cultura.

    Entretanto, César encontrou inimigos fortíssimos, muitos dos quais não conseguiu vencer.

    Na Alemanha, os romanos foram derrotados pelo Germanos, nunca conseguindo colocar bases militares além do Rio Reno.

    Já na Gália, atual França, César ordenou o massacre dos gauleses, em um dos primeiros genocídios registrados de forma escrita na Europa Ocidental.

    Outros milhares de gauleses foram vendidos como escravizados por todo o Império Romano, tornando César imensamente rico.

    Já na Grã-Bretanha, várias campanhas militares e acordos diplomáticos com os bretões foram necessários para que a ilha fosse ocupada por Roma.

    Mobilizados, alguns bretões resistiram por séculos contra romanos, liderando movimentos de resistência de escalas gigantescas.

    Entretanto, a história dos bretões remonta muito antes de seu embate contra Roma.

    Desde o Neolítico, os bretões construíram templos, como Stonehenge, construíram cidades fortificadas, como Old Sarum e até criaram cumes e montes artificiais, como Salisbury.

    Nessa edição, vamos conhecer as cidades e crenças dos bretões, até as suas lutas nas falésias britânicas contra as tropas de César.

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  • No início do século 20, a cidade de HollywoodLand no estado da Califórnia era uma simples vila rural, cujos habitantes viviam da produção de frutas cítricas 🍊

    Entretanto, aqueles agricultores jamais imaginariam que, em pouco tempo, a paisagem da cidade mudaria drasticamente: as chácaras, os campos e as estradas de terra dariam espaço a enormes galpões e ruas asfaltadas para a produção de filmes.

    Hollywoodland se tornaria o polo da indústria cinematográfica, não apenas dos Estados Unidos, mas do mundo.

    A indústria apenas surgiu na Califórnia pois do outro lado do país, na costa leste, um rico monopolizava a área cinematográfica: Thomas Edison.

    O inventor, que normalmente é creditado como um visionário, na verdade tinha a seu dispor uma equipe de milhares de pessoas que produziam as suas tecnologias, nas quais ele recebia crédito.

    Essa é uma visão curiosamente oposta que muitas pessoas têm de Thomas Edison 🤔

    O que é inegável, é que o Edison mudou a história do mundo. Mas não da forma bonita como muita gente pensa.

    Nesta edição, além das batalhas judiciais entre Edison e Hollywood, vamos descobrir como o cinema foi do preto e branco para o colorido, assim como quais foram os primeiros filmes a serem feitos no Brasil e quais foram as principais barreiras tecnológicas que a área teve que superar.


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  • Quando o primeiro filme do mundo foi feito em 1888, ainda existia escravidão no Brasil.

    Foram necessárias várias décadas de processos químicos, espionagem industrial e até mesmo corridas de cavalos (sim) para que essa filmagem fosse feita.

    Porém, não havia um consenso entre os inventores cinematográficos em como exibir seus filmes publicamente.

    Inventores como Thomas Edison, exibia-os dentro de pequenas caixas de madeira com um visor individual, que rodava um filme de 50 segundos ao inserir uma moeda. Esse era o Cinetoscópio.

    Já os franceses Irmãos Lumières, através de um projetor, projetavam seus filmes em telas de teatro, realizando a primeira sessão de cinema fotográfico em 1895, em Paris.

    Seriam então, os Lumiére, os pais do cinema? 🤔

    Não exatamente, pois antes de Thomas Edison e dos Irmãos Lumiére, outro francês já havia inventado uma câmera que filmava a 12 frames por segundo: Louis Le Prince.

    🚨 Porém, a sua história acabou em tragédia, provavelmente em crime 🚨

    Enquanto era processado por Thomas Edison, no dia que registraria a patente da sua câmera fotográfica, Le Prince sumiu em uma estação de trem e nunca mais foi visto 👀


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  • No século 19, inventores na França, Inglaterra e Brasil disputavam pelo posto de bater a 1º fotografia do mundo 📸

    A primeira fotografia foi batida pelo francês Joseph Niépce, que em 1826 registrou uma paisagem da janela da sua casa.

    Entretanto, a primeira pessoa a utilizar o verbo "fotografar" foi um morador de Campinas, São Paulo: foi francês Hercule Florence, em 1833.

    De 1826 a 1829, Hercule integrou a Expedição Langsdorff, que percorreu os atuais Estados de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Amazonas e Pará, de barco, a cavalo e a pé 🌎

    Como tarefa, Hercule realiza uma série de desenhos e pinturas aquarelas, nos quais retrata a fauna, a flora, a paisagem e a população dos locais visitados.

    Buscando ter mais agilidade e fidelidade em seus registros, desde a década de 1830, o desenhista Hercule estudava técnicas da fixação de imagens através do uso da luz.

    Embora bem sucedido em alguns dos seus experimentos, nenhum deles envolvendo a fotografia sobreviveram até os dias de hoje.

    Suas correspondências à Academia Científica na Europa, foram todas ignoradas 😩

    Mesmo sem financiamento e sem incentivo à tecnologia no Brasil, Hercule registrava imagens com o uso da luz 6 anos antes da existência do Daguerreótipo na França.

    Com o surgimento do Daguerreótipo na França, a tecnologia da fotografia espalhou-se ao mundo em uma velocidade incrível, chegando ao Brasil em 1840.

    👉👉 A fotografia mais antiga do Brasil foi batida em 17 de janeiro de 1840, pelo francês Louis Compte Retrata o Largo do Paço do Rio de Janeiro, atual Praça XV.

    Ainda em janeiro de 1840, o francês Compte apresentou a tecnologia do daguerreótipo para um jovem de 14 anos: Dom Pedro II

    Dom Pedro II foi o primeiro brasileiro a bater uma fotografia do Brasil (pois Hercule Florence e Louis Compte eram franceses).

    Ao longo do 2º Reinado, o imperador trouxe a tecnologia fotográfica para o Brasil, facilitando o trabalho de futuros fotógrafos e estúdios fotográficos no Brasil 🎞️

    Ao longo dos próximos anos, diversos fotógrafos cariocas registrariam em detalhes o Rio de Janeiro e a sociedade brasileira, como Marc Ferrez e Augusto Malta.

    O Brasil também tornou-se um ponto turístico e fotográfico para muitos europeus que aqui vinham aqui registrar uma civilização "nos trópicos" e uma sociedade marcada pela escravidão e grandes latifúndios.

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  • Mansa Musa, o rei do Mali que viveu no século 14 é considerado a pessoa mais rica que já existiu, mesmo quando comparado aos bilionários do século 21 💰

    Sua fortuna era de $508 bilhões de dólares.

    Como comparação, isso representa 1/3 do valor do PIB do Brasil em 2020, que foi 1,445 trilhões de dólares.

    Além de sua riqueza descomunal, o Mansa também era dono de um vasto império na África Ocidental 🌍

    O Império de Mali era um centro comercial, minerador e de educação, referência para muitos comerciantes e professores de toda África e Eurásia.

    O reino possuía universidades islâmicas - as Madrasas - sendo a mais famosa a Universidade de Sankoré, fundada no século 10 na cidade de Timbuktu 📚

    Um dos motivos que catalisou a fama do Mansa Musa e do seu império foi a peregrinação que o rei fez a Meca no ano de 1324 - uma viagem de mais de 12 mil quilômetros.

    Acompanhado por uma caravana de milhares de soldados, comerciantes, escravizados e intelectuais, o Mansa se fez visível em todas as cidades em que passou.

    Em Cairo, o rei distribuiu tanto ouro para comerciantes, que acabou por desvalorizar o preço do metal na cidade, causando uma verdadeira inflação.

    Cairo demoraria ainda 12 anos para se recuperar dessa inflação, tornando o Mansa uma figura quase lendária no Egito 🇪🇬

    Essa é a história do Império de Mali e de Mansa Musa, cujo legado ecoa em muitos lugares do mundo árabe, mesmo depois de passados mais de 700 anos.


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  • De 1946 - 1947, a organização Shindo Renmei foi responsável por dezenas de homicídios, atentados à bomba e vinculação de propagandas políticas falsas no Brasil.

    Fundada por imigrantes japoneses em São Paulo, a instituição negava que o Japão tinha perdido a 2º Guerra Mundial, buscando restaurar o espírito samurai nipônico 🇯🇵

    Para a Shindo, o Japão, uma terra divina, protegida pelos deuses, sendo seu próprio imperador um descendente dos deuses, jamais poderia perder uma guerra.

    No interior de São Paulo, uma verdadeira perseguição acontecia entre os policiais do DOPS e os imigrantes japoneses.

    Ao todo, a polícia paulista deteve, identificou e fichou 31.380 imigrantes japoneses suspeitos de ligações com a seita.

    Milhares de japoneses, sem provas, eram torturados nos porões do DOPS ou mandados para o presídio da ilha Anchieta, a menos de 1km de distância de Ubatuba, onde o isolamento era quase absoluto.

    Em cidades como Osvaldo Cruz e Tupã, linchamento de japoneses por brasileiros eram frequentes, colocando os municípios em estado de sítio.

    Em 1947, o presidente do Brasil, Eurico Gaspar Dutra foi aconselhado a barrar completamente a imigração japonesa do Brasil ou a criar campos de "contenção" dos mesmos.

    Até hoje, as lembranças dos crimes da Shindo e da violência dos brasileiros com os japoneses vivem entre muitas famílias do interior de São Paulo.

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  • Fundada por imigrantes japoneses em São Paulo, a organização Shindo Remnei acreditava que o Japão tinha VENCIDO a 2º Guerra Mundial, silenciando quem pensasse o contrário 🇯🇵

    Durante 13 meses, a sociedade executou 23 japoneses “derrotistas” e feriu outros 147.

    Nas cidades de Tupã, Bastos, Marília, Presidente Prudente, Osvaldo Cruz e na própria capital São Paulo, os bairros japoneses foram palco de chacinas da organização.

    Ao todo, a polícia paulista deteve, identificou e fichou 31.380 imigrantes japoneses suspeitos de ligações com a instituição 👀

    A Shindo tinha uma vasta rede de financiamento e propaganda, espalhando notícias falsas via rádio, revistas e jornais.

    De acordo com a Shindo, o Japão havia ocupado o oeste dos Estados Unidos; Winston Churchill estava foragido; todo o sudeste asiático pertencia ao Japão; o imperador Hirohito detinha a mais poderosa bomba atômica 🤔

    Financiada através de sócios contribuintes de todo o Brasil, a sociedade também aplicava golpes financeiros, como a venda de ienes e condecorações de guerra falsas.

    Para a maioria dos japoneses que viviam em terras brasileiras na década de 1940, o Japão era uma nação divina e o imperador personificava essa divinização.

    De acordo com eles, o Japão tinha sido criado por dois irmãos, o deus Izanagi e a deusa Izanami.

    Seu primeiro monarca era descendente de Amaterasu Omikami, a deusa do Sol, cujos poderes governavam todas as coisas.

    Assim, o Japão, perder uma guerra carecia de lógica, pois isso, de acordo com a crença japonesa, isso nunca tinha ocorrido na história.

    Mesmo se Japão estivesse perto de perder uma guerra, seria mais provável que os 100 milhões de súditos do imperador (os japoneses ao redor do globo) matarem-se através do Seppuku do que aceitar a derrota.

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  • O Império Otomano foi um dos impérios mais poderosos do mundo, existindo por 6 séculos: de 1299 até 1922 🇹🇷

    Seus guerreiros mais formidáveis e temidos por toda a Europa eram os janízaros: a infantaria de elite do sultão.

    Quem eram eles? 👇

    Ainda crianças, os janízaros eram raptados pelos otomanos das suas cidades originais dos balcãs, convertidos à força do cristianismo ao islamismo, tornando-se parte da família do sultão.

    Enviados para as maiores cidades do Império Otomano, os meninos passavam por um sistema de ensino e treinamento que durava muitos anos até se tornarem janízaros.

    Após se formarem, os homens podiam trabalhar nas mais diversas tarefas dentro do Corpo de Janízaros: como guerreiros, policiais, bombeiros, músicos e cozinheiros.

    Mantido em estrita disciplina, os janízaros não podiam casar, ter filhos ou serem donos de negócios.

    Entretanto, todas essas regras mudariam nos séculos seguintes.

    Os janízaros se mobilizaram a ponto de conseguir direitos políticos, indicar conhecidos para a Corte Imperial Otomana, podendo elevar sultões ao poder ou os destronar.

    Os sultões, a partir de determinado momento, se tornaram sujeitos de seus próprios escravizados.

    Após tentar reformar o Corpo de Janízaros, os sultões Osman II e Selim III foram mortos pelos janízaros, assim como diversos vizires.

    Depois de muitas rebeliões e governos paralelos instituídos pelos janízaros, o Corpo de Janízaros foi finalmente extinguido em 1826 pelo sultão Mahmud II

    Este episódio, não é apenas sobre os Janízaros: é um grande recorte sobre a cultura, política e cotidiano do Império Otomano nos séculos 16 e 17 🌙




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  • Em 1980, a cidade de Cubatão, na região metropolitana de São Paulo, foi considerado o município mais poluído do mundo e apelidado de Vale da Morte.

    Por que Cubatão era tão poluído? Cerca de 27 indústrias químicas estavam instaladas na cidade, emitindo gases tóxicos, comprometendo a saúde dos seus 80 mil moradores.

    Essa poluição era grave principalmente na Vila Socó: um bairro de palafitas construído sob um mangue em Cubatão.

    Os moradores da Vila Socó tinham o maior índice de doenças respiratórias do Brasil. Cerca de 12 em cada 10 mil bebês nasciam sem cérebro, um número 3x maior que a média nacional.

    Em 1980, Cubatão tinha um orçamento de 25 bilhões de cruzeiros, o que hoje são mais de 9 milhões de reais. Porém, a cidade não tinha um único m² de rede de esgotos.

    Pela proximidade com Santos, o maior porto da América Latina, Cubatão se tornou uma grande área industrial. Entretanto, não era o melhor local pra isso 👇

    A região fica em um vale, cercada pela Serra do Mar. Assim, os gases nocivos se acumulavam no local, dificultando a circulação de ar, criando um efeito "bolsão."

    Várias denúncias eram feitas sobre a insalubridade da cidade, mas todas eram barradas pelo governo militar: desde 1964, Cubatão era considerada uma zona de interesse militar pelos seu potencial elétrico, industrial e hídrico.


    Ou seja, jornalistas e pesquisadores que investigassem a poluição de Cubatão podiam ser processados ou presos por espionagem.

    Somado a isso, uma das maiores preocupações dos moradores da Vila Socó era um oleoduto da Petrobrás que cruzava a principal rua da cidade: entre 1971 e 1975, o oleoduto teve 1 vazamento a cada 10 dias.

    Cercada por diversas casas, de 1977 até 1984, o oleoduto já havia se rompido 19 vezes.

    Legalmente, o equipamento não poderia estar ali: a Petrobrás deveria enterra-lo ou realocar todos os moradores próximos. Porém, nada foi feito por décadas.


    Em fevereiro de 1984 o oleoduto não suportou a pressão e vazou 700 mil litros de gasolina na Vila Socó.

    Como muitas casas não possuíam energia elétrica e sim lâmpadas à gás, um incêndio começou, se espalhando rapidamente pelo mangue.

    Em questão de minutos, a Vila Socó foi consumida pelas chamas, matando mais de 500 pessoas.

    Apenas após o incêndio, a Vila Socó recebeu infraestrutura: o mangue começou a ser aterrado e residências de alvenaria foram construídas para substituir as de madeira.

    Os sobreviventes que perderam familiares receberam até 8 mil reais, enquanto aqueles que perderam suas moradias receberam até 4 mil reais.

    Porém, só 8 famílias tiveram a perda de seus familiares indenizados e só 28 casas foram construídas para as 3 mil que ficaram desabrigadas.

    Em 1985, os moradores remanescentes foram transferidos mais tarde para um bairro planejado, que recebeu o nome de Vila São José.

    Até hoje, nenhuma autoridade de Cubatão ou da Petrobrás foram penalizadas de alguma forma.

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  • Durante 9 décadas, do início do século 20 até a década de 1990, o Hospital de Barbacena em Minas Gerais foi responsável pela tortura e morte de mais de 60 mil brasileiros. 

     

    Abandonados por suas famílias, homens, mulheres, crianças e idosos eram enviados à força para o hospital.

     

    Os internados no Barbacena não eram doentes mentais. Eram epiléticos, autistas, bipolares, moradores em situação de rua, homoafetivos, pessoas com sífilis, inimigos da elite local, crianças sem pais, prostitutas ou alcoólatras.

     

    Entretanto, nenhum dos pacientes recebeu a devida atenção para lidar com seus problemas: durante boa parte do século 20, os manicômios no Brasil operaram de uma forma abusiva física e psicológica.

     

    Os pacientes viviam em cubículos, sem alimento, sem saneamento, frequentemente submetidos a sessões de eletrochoques, espancamentos e tomando medicamentos hipnotizantes.

     

    O Hospital ainda esteve envolvido em trabalho escravizado, tráfico e venda de órgãos.

     

    Apenas no início da década de 1980, com o afrouxamento da Ditadura no Brasil em relação a mídia, várias fotos e reportagens foram feitas em manicômios em todo o país.


    Isso atraiu atenção de profissionais de psicologia e psiquiatria de todo Brasil, revelando a urgência de uma luta antimanicomial, principalmente em Barbacena.

     

    Hoje, muitos pacientes que sobreviveram ao Hospital Colônia de Barbacena relembram as décadas de tormento que passaram.

     

    Entretanto, a luta antimanicomial permanece: muitos hospitais psiquiátricos por todo Brasil já foram denunciados por tortura física e psicológica, resquícios da metodologia higienista do século passado.

     

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  • Após permanecer 9 meses como prisioneiro dos tupinambás em Ubatuba, o alemão Hans Staden ganhou confiança o suficiente dos chefes indígenas para não ser devorado.

     

    Participando de guerras, caças e rituais, Staden escreveu um dos relatos mais detalhados de como era o Brasil no meio do século 16: seus povos, fortes, guerras por terra e por mar 🌳

     

    Em 1554, Staden presenciou os primeiros conflitos da Confederação dos Tamoios, uma longa guerra entre povos tupi e portugueses.

     

    No mesmo ano, conseguiu firmar um acordo com os tupinambás e retornar à Europa, onde escreveu seu detalhado relato sobre os 5 anos que permaneceu nas selvas da colônia. 

     

    O Livro “Duas Viagens ao Brasil” tornou-se um sucesso de vendas na Europa, principalmente devido às suas xilogravuras (ilustrações) dos tupinambá 📖

     

    Entretanto, em rápido tempo caiu no esquecimento. Ironicamente, só ganharia uma tradução em português acessível na década de 1930.

     

    Mesmo tão rico historicamente e narrativamente, o livro é pouco conhecido, até mesmo entre os próprios brasileiros.

    Qual o motivo disso? É o que abordaremos nesta edição 🤔

     

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  • No meio do século 16, o mercenário e arcabuzeiro alemão Hans Staden aportou 2x nas costas do recém-fundado Brasil.

     

    A primeira, em 1549, passando por Pernambuco e pela Paraíba, e a segunda, em 1550, passando pelo atual Rio de Janeiro, São Paulo e a ilha de Santa Catarina, atual Florianópolis.

     

    Staden se encontrou com grandes figuras do Brasil Colonial, como São Tomé de Souza, governador geral do Brasil e fundador de Salvador, assim como Duarte Coelho, fundador de Olinda e dono da capitania de Pernambuco.

     

    Em 1554, Staden foi trabalhar em Bertioga, onde foi prisioneiro dos indígenas tupinambá por 9 meses, levado para a aldeia de Ubatuba, atual São Paulo.

     

    Lá, conheceu importantes chefes indígenas, como o chefe Cunhambebe, responsável por formar a Confederação dos Tamoios, que uniu diversos povos tupi aos franceses para combater os portugueses.

     

    Com 25 anos na época, Staden viveu para contar o que viu: a densa mata tropical, ilhotas, cachoeiras, praias, rios, mangues os engenhos portugueses, os navios franceses, assim como a prática antropofágica de alguns povos tupi.

     

    De volta na Alemanha, publicou em 1557 o Livro “Duas Viagens ao Brasil” acompanhado de xilogravuras (ilustrações) baseados nos seus 5 anos de viagem.

     

    O livro, tornou-se um sucesso de vendas na Europa, principalmente devido às suas ilustrações dos povos tupi.

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  • O Partido Nazista realizou uma série de expedições e experimentos no Brasil na década de 30 👇

     

    Nesta edição, comentamos 3 experimentos e expedições nazistas que ocorreram em solo brasileiro:

     

    A Expedição do Jari na Amazônia, a Fazenda de Monte Alegre em São Paulo e os Experimentos eugenistas em Espírito Santo

     

    Na Amazônia, de 1935 - 1937, os nazistas percorreram o Amapá ao longo do Rio Jari.

     

    Essa expedição tinha propósitos cartográficos, científicos e propagandísticos para o 3º Reich.

     

    Os alemães foram anunciados como os "primeiros homens brancos do norte da Amazônia" fotografando e filmando o cotidiano dos indígenas Aparaí que "não tinham contato com a civilização moderna" (todos os pontos eram falsos)

     

    Os materiais audiovisuais foram mais tarde exibidos na Alemanha, reforçando o estereótipo “colonial” e “subdesenvolvido” que o Brasil possuía em relação à Europa.

     

    Um alemão da comitiva, Otto Schulz-Kampfhenkel, chegou a elaborar um plano de invasão e colonização da Amazônia pelo norte do Brasil, apresentado aos comandantes do Terceiro Reich.

     

    Se o seu projeto, chamado de Projeto Guiana, tivesse sido aceito, o Amapá seria, futuramente, invadido por soldados de 3º Reich.

     

    Um dos membros da expedição, Joseph Greiner, faleceu no Amapá, ganhando uma sepultura em formato de cruz com uma suástica, que existe até hoje próximo à cachoeira de Santo Antônio.

     

    No segundo caso dessa edição, abordamos o episódio da Fazenda de Campina Monte Alegre, em São Paulo.

     

    Na cidade de Campina do Monte Alegre, interior de São Paulo, próxima a Uberaba, havia uma fazenda gerida por integralistas com tendências nazistas.

     

    Seus proprietários, eram ligados à elite industrial, política e urbanística do Rio de Janeiro, os Rocha Miranda.

     

    Além de ser uma sede de encontro integralista, alguns tijolos do local possuíam a suástica nazista, assim como o gado da propriedade.

     

    Ao longo de 1930, mais de 50 crianças pardas e pretas foram raptadas de orfanatos no Rio de Janeiro, mandados para trabalhar nas fazendas Cruzeiro do Sul e Santa Albertina, propriedade dos Rocha Miranda.

     

    Os meninos não podiam deixar a fazenda, sendo libertos apenas quando o Brasil entrou em guerra com o Eixo e proibiu o integralismo e o nazismo.

     

    Por fim, na terceira história abordamos os experimentos feitos pelo 3º Reich em 1937 no Espírito Santo.

     

    O Instituto Tropical de Hamburgo encomendou uma pesquisa para descobrir se os imigrantes germânicos no Brasil poderiam comprometer a "raça ariana" por fatores climáticos.

     

    O experimento avaliava a cor dos cabelos, da pele, media tamanho do crânio, largura da mandíbula e do nariz.

     

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  • Herculano e Pompeia são as cidades mais bem preservadas da Roma Antiga.

     

    No ano 79 dC, uma grande erupção do monte Vesúvio atingiu ambas as cidades, liberando um poder explosivo 100 mil vezes maior que a bomba atômica de Hiroshima de 1945.

     

    Milhões de toneladas de lava, pedra-pomes e cinzas foram lançadas ao céu. Eles formaram uma grande coluna de 20 quilômetros de altura que caíram sob ambas as cidades.

     

    Enquanto os habitantes de Pompéia morreram soterrados por cinzas vulcânicas, os habitantes de Herculano morreram devido a uma onda de calor intensa de 300 - 500 graus.

     

    A camada de cinzas que cobriram as cidade transformou-se em tufo, uma rocha vulcânica de baixa densidade, que conservou diversos objetos como casas, móveis, jarros, panos e até mesmo alimentos, como pães carbonizados da Roma Antiga 🥖

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  • O Brasil foi o país com o maior número de integrantes do partido nazista fora da Alemanha na década de 1930.

     

     Com 2.900 integrantes, estava presente em 17 dos 21 estados brasileiros da época.

     

    Ele atuava em escolas, em clubes, em bancos, em escritórios, rádios, jornais e palestras, seja em áreas rurais ou urbanas.

     

    O partido nazista do Brasil funcionou por 10 anos, de 1928 a 1938

     

    Era parte de uma rede de filiais do Partido Nazista da Alemanha, distribuídas por 83 países e presente nos 5 continente ao redor no mundo. 

     

    No Sul e Sudeste, por ter uma maior taxa de colonização alemã, os nazistas eram mais numerosos, enquanto os estados do nordeste, centro-oeste e norte tinham grupos menores do partido, como o caso de Pernambuco, com 43 integrantes, 39 na Bahia e 27 no Pará.

     

    Mas, o que fez o Brasil ter tantos nazistas?

    O profundo racismo com outras etnias, a política anticomunista da época e as tendências fascistas do governo Vargas, são algumas dessas explicações. 

     

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